Sesa discute ações para prevenir a mortalidade materna, infantil e fetal

29 de novembro de 2017 # # #

Cristiane Bonfim/ Marcus Sá / Helga Rackel/ Milena Fernandes - Assessoria de Comunicação da Sesa

Durante a abertura do Seminário Estadual sobre Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, no Hotel Plaza Praia Suítes, em Fortaleza, o secretário adjunto da Sesa, Marcos Gadelha, destacou a importância da atenção às gestantes e aos recém-nascidos no Sistema Único de Saúde (SUS). “Queremos garantir o atendimento integral da gestante e da criança após o parto. Uma vez identificada que a gestante é de alto risco, deve ser garantida a assistência dela nos níveis maiores de complexidade. Com esses comitês serão analisadas as causas de óbitos para identificarmos possíveis falhas e definirmos estratégias para evitar os óbitos”, afirmou Marcos Gadelha.

No seminário que continua até quinta-feira (30), o secretário adjunto deu posse aos novos integrantes do Comitê Estadual de Prevenção do Óbito Materno, Infantil e Fetal. Na ocasião, foram apresentados os dados referentes à mortalidade materna, infantil e fetal no estado do Ceará. Nos últimos dois anos, houve redução de 31% dos óbitos maternos, passando de 135 em 2014 para 93 em 2016. As hemorragias e a hipertensão foram as principais causas do óbito obstétrico, ambas com 18,2% das ocorrências, seguidas por complicações no parto com 15,9%. Em 2016, o Ceará também apresentou uma taxa de mortalidade infantil de 12,9 por mil nascidos vivos, a menor registrada nos últimos anos.

Melhoria na Assistência

Com a realização do seminário, a Secretaria da Saúde do Ceará pretende expandir a atuação dos comitês a todas as 22 regiões de Saúde. Os comitês regionais têm a finalidade de obter informações sobre mortes maternas, infantis e fetais, analisar as causas e fatores e, ainda, propor medidas para a melhoria da qualidade da assistência à saúde da mulher e da criança.

A presidente do Comitê de Prevenção do Óbito materno, infantil e fetal da Sesa, Liduína Rocha, falou sobre a importância deste seminário para que se possa reduzir ainda mais a mortalidade das gestantes, da criança e do feto em todo o Estado. “Estamos discutindo as questões que levam à mortalidade e traçando estratégias para implantação de políticas públicas que evitem essas condições”, declarou.

O pré-natal é feito na atenção primária, em cada um dos 184 municípios cearenses. Nas consultas, a gestante deve ser examinada e encaminhada para a realização de exames, vacinas e ecografias. São recomendadas no mínimo seis consultas de pré-natal durante toda a gravidez.

A coordenadora do comitê regional de Aracati, Gláucia Porto, está participando do evento e contou que na região a experiência tem sido bastante positiva. “Nós iniciamos a investigação de óbitos com as equipes de Saúde da Família e analisamos esses óbitos a cada dois meses com a participação de um ginecologista obstetra. Quando diagnosticado que o óbito poderia ser evitado, elaboramos recomendações aos gestores municipais para que sejam adotadas medidas para tentar reduzir esses índices de mortalidade materna, infantil e fetal”, explicou.

Programa Mais Infância

O fortalecimento do acesso e utilização dos serviços de saúde, a qualidade da assistência pré-natal, ao parto e ao recém-nascido são as principais ações na prevenção da mortalidade neonatal. O Programa Mais Infância Ceará, idealizado pela primeira-dama do Estado, Onélia Santana, promove a construção de uma rede de fortalecimento de vínculos familiares e comunitários através de serviços e formações que contemplem profissionais, pais e cuidadores.

Serviço:

I Seminário Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal: Fortalecendo a Atuação dos Comitês
Data: 29 e 30 de novembro de 2017
Horário: 8h às 17h
Local: Hotel Plaza Praia Suítes – Fortaleza