Unidade prisional recebe prática de constelação familiar

6 de dezembro de 2017 # # # #

Uma nova experiência para auxiliar na resolução de conflitos internos será testada nas unidades prisionais cearenses. Na próxima quinta-feira (7), às 14h, a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), em parceria com o Programa Olhares e Fazeres Sistêmicos, realiza a primeira sessão de constelação familiar dentro de uma unidade prisional do Estado. A atividade, que funcionará como um projeto piloto, ocorre na Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes e será desenvolvida com internos que respondem à lei Maria da Penha.

Ana Mendes, advogada e uma das desenvolvedoras do programa, indica que a constelação é uma terapia que trabalha o inconsciente. “Dentro do conflito judicial, quando ela é aplicada, ela consegue chegar ao foco da situação, consegue revelar o que está gerando aquele problema na vida daquele indivíduo”, explica a advogada.

A prática realizada pelo Programa Olhares e Fazeres Sistêmicos está em conformidade com a indicação e resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva o uso de métodos que levam a soluções consensuais e pacificadoras.

Tudo o que pode ajudar na condução correta da Justiça é válido. É o que pensa Socorro França, titular da Sejus. “Tomar consciência de si e do outro e arrepender-se do que fez, é o caminho acertado para que não mais se repitam os conflitos”, diz a secretária. Para ela, a Sejus aposta no resultado positivo dessa terapia.

Atualmente, 14 tribunais em todo o país estão utilizando essa técnica como ferramenta de resolução de conflitos familiares. No Ceará, a técnica é adotada por alguns juízes na solução de conflitos, mas esta será a primeira vez que a constelação será realizada dentro de uma unidade prisional cearense. No País, apenas Pernambuco tem práticas semelhantes.