Vacinação contra raiva imunizou 1,4 milhão de cães e gatos no Ceará

7 de dezembro de 2017 # # # # #

Cristiane Bonfim/ Marcus Sá / Helga Rackel - Assessoria de Comunicação da Sesa

 

A quatro dias do encerramento da campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva no Ceará, 12 das 21 regiões de saúde do Estado ainda não alcançaram a meta mínima de cobertura de 80% de animais imunizados. No início da tarde de quinta-feira, 7 de dezembro, a cobertura em todo o Estado estava em 76% de 1.905.253 animais. Foram imunizados 1.016.339 de 1.291.436 cães (78,7%) e 431.925 de 613.817 gatos (70,3%). A campanha iniciada no dia 11 de novembro será encerrada em 11 de dezembro e faltam alcançar a meta mínima de cobertura as regiões de saúde de Fortaleza, Caucaia, Itapipoca, Aracati, Russas, Sobral, Tauá, Iguatu, Brejo Santo, Crato e Juazeiro do Norte.

A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infectado. A taxa de letalidade entre humanos é próxima de 100%. Em média, ocorrem 30 mil agressões de animais a humanos a cada ano, 2,5 mil por mês e 94 por dia. Além da vacinação dos animais domésticos, as secretarias de saúde dos municípios devem ser acionadas para capturar os animais de rua que podem portar a doença. Nas cidades, a presença de morcegos deve ser notificada aos departamentos de zoonoses.

Em 2017 foram confirmados 54 casos de raiva animal no Ceará – um caso canino, cinco bovinos, 29 morcegos não hematófagos, dois morcegos hematófagos, 16 raposas e um outro. Raposas, morcegos e saguis (soins) podem infectar animais domésticos, como cães e gatos. O Brasil vem desde 1990 reduzindo, significativamente, o número de casos de raiva humana transmitidas por cães e gatos, resultado, entre outras ações, do sucesso das campanhas de vacinação antirrábica animal. O país está próximo à eliminação da doença causada por vírus canino.

Os casos recentes que vem ocorrendo são em sua maioria devido a agressões por animais silvestres, incluindo morcegos, ou por animais domésticos que tiveram contato com animais silvestres infectados com a raiva. Em 2015, foram registrados dois casos de raiva em humanos em todo o país, um em Mato Grosso do Sul e outro na Paraíba. Em 2016 houve um caso registrado em Roraima e outro no Ceará, transmitido por morcego. Este ano são três casos registrados na Bahia e Tocantis – com transmissão por morcego – e Pernambuco – com transmissão por gato.

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