Vale do Jaguaribe: adutora começa a abastecer distrito de Uiraponga

18 de dezembro de 2017 # # # #

Henrique Silvestre - Ascom / SRH

Trata-se da primeira de cinco comunidades a serem abastecidas a partir do Eixão das Águas com adutora construídas pela Cogerh

Os moradores de Uiraponga já estão recebendo água tratada em suas residências. A adutora construída pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) está funcionando em fase de operação assistida. Trata-se da primeira das cinco comunidades de Morada Nova a serem beneficiadas. Pelo menos outras três – Poço do Barro, Roldão e Mota – deverão receber água até o fim deste mês. A última ser beneficiada será Taboleirinho, no início do próximo ano. Mais de mil famílias serão atendidas nas cinco localidades. O investimento é de R$ 3,1 milhões.

As comunidades serão abastecidas a partir do Eixão das Águas. A adução será feita por meio de tubulação de PVC. Embora construídos em caráter emergencial, em virtude do agravamento da estiagem, os sistemas se tornarão estruturantes, já que continuarão abastecendo as comunidades mesmo em tempos normalidade hídrica. A concepção do projeto e execução das obras está a cargo da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

“Tínhamos o compromisso de levar água para essas populações que estão situadas próximas ao Eixão das Águas. Estamos transformando esse sonho em realidade”, aforma o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias. As comunidades, que vinham sendo abastecidas com carros-pipa, começam a se ver diante de uma nova realidade. “Essa é uma determinação do governador Camilo Santana: que nos busquemos atender a todas as comunidades possíveis. E é isso que temos feito”, diz o presidente da Cogerh.

QUIXERÉ

A Cogerh vai construir adutora de 17,5Km de extensão para garantir o abastecimento do Distrito de Lagoinha, em Quixeré, também no Vale no Jaguaribe. Serão investidos 2,4 milhões em benefício dos cerca de oito mil moradores da localidade. A obra deverá ficar pronta em 90 dias após a assinatura da Ordem de Serviço.

“Esta é uma obra que passou a ser necessária após o agravamento do quadro de estiagem na região jaguaribana. Água liberada pelo Castanhão não está sendo suficiente para chegar ao ponto de captação daquele distrito”, explica João Lúcio Farias, presidente da Cogerh. Segundo ele, os moradores de Lagoinha passarão ser abastecidos com 50 metros cúbicos de água por hora a partir de um poço que já existe em Bonsucesso, na Chapada do Apodi.

PEDRA BRANCA

O secretário da Casa Civil, Nelson Martins, assinou, no último dia 12/12, Ordem de Serviço para construção de adutora no distrito de Santa Cruz do Banabuiú, no município de Pedra Branca. A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) executará a obra. A intervenção vai beneficiar 3 mil moradores da localidade.

Com 3,2 km de extensão, o esquema adutor proposto para Santa Cruz do Banabuiú capta água de três poços na região de Sítios Grossos e a transporta até a Estação de Tratamento de Santa Cruz do Banabuiú. O diâmetro da estrutura é de 100 mm. “Os poços possuem uma vazão de aproximadamente 5,7 l/s”, detalha o engenheiro da Cogerh, Antônio Bortolin.

A adutora garantirá o abastecimento humano na localidade. “É a primeira vez que as famílias de Santa Cruz do Banabuiú terão água tão próxima. A Cogerh está trabalhando para que esta chegue à comunidade, bem como a outras regiões do estado”, destaca João Lúcio Farias, presidente da Cogerh. Serão investidos cerca de 725 mil reais em benefício das famílias moradoras do distrito pertencente a Pedra Branca. A previsão é de que a obra fique pronta 90 dias.

REFORÇO

A Cogerh Também está adquirindo um lote de tubo de ferro fundido. O objetivo é promover melhorias na Adutora Araras/Crateús. “Trata-se de uma obra muito complexa, uma adutora muito extensa, cujos tubos são submetidos a altas pressões. Isso ocasiona muitos vazamentos, sobretudo nas áreas nas quais a tubulação é enterrada”, detalha Antonio Carlos Bortolin, engenheiro da Cogerh. Segundo Bortolin, a ideia é substituir a tubulação de aço corten por tubos de ferro fundido nos trechos subterrâneos. “O ferro fundido tem vida útil de mais de 30 anos”, explica. O investimento só com a aquisição de material foi de R$ 2,5 milhões.