Ceará realiza 25º transplante de medula óssea

3 de Fevereiro de 2011

Na manhã desta quinta-feira (3/02) mais uma paciente foi atendidapela equipe do Hemoce e do Hospital Universitário Walter Cantídio.  É o 25º transplante autólogo de medula óssea no Ceará, aquele em que a pessoa recebe células sadias da própria medula como forma de tratamento para alguns tipos de câncer. Para que essas células sejam retiradas do paciente, ele fica ligado a uma máquina através de uma veia periférica e o material é coletado do sangue, depois congelado. A meta é concluir 20 transplantes somente em 2011. No ano passado, foram outros 14.

 

Dessa vez foi a vez de uma senhora de 59 anos, portadora de mieloma múltiplo. Ela está internada em um leito isolado no Hospital das Clínicas e deve ficar lá pelas próximas duas semanas para total recuperação antes de receber alta. O
procedimento é simples: os médicos descongelam as células sadias da medula que
foram armazenadas e injetam na paciente, como se fosse uma transfusão de
sangue.

 

Todas as outras 24 cirurgias foram consideradas um sucesso pela equipe médica. O primeiro transplante autólogo do Sistema Único de Saúde no Ceará aconteceu no dia 26 de setembro de 2008 e a maioria dos pacientes já retornou às suas atividades normais, tendo alcançado a cura para o câncer através do procedimento. O resultado incentiva ainda mais a continuidade deste trabalho, que tem ajudado a salvar vidas.

 

O Transplante

 

A medula óssea é um líquido que fica armazenado dentro do “tutano” de alguns ossos do nosso corpo e que tem como função produzir as células do sangue. Quando um paciente tem algum tipo de doença no sangue (leucemias, linfomas, alguns tipos de anemias e outras doenças congênitas) e precisa de um transplante de medula, ele pode se submeter a dois tipos de transplante: o autólogo, quando ele recebe células sadias retiradas da própria medula; ou o homólogo, quando precisa receber células da medula de outra pessoa. Para isso, ele pode recorrer à compatibilidade entre familiares, especialmente irmãos; à rede de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, a BrasilCord; e também ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, o Redome. Esse último é a forma mais fácil de qualquer pessoa poder ajudar os pacientes que precisam de um transplante. Hoje, o nosso estado reúne mais de 85 mil cearenses cadastrados no Redome.

 

O cadastro de doadores de medula óssea é uma listagem feita em todos os hemocentros do país e reúne as pessoas dispostas a doar. Para participar, basta que o voluntário compareça ao hemocentro de sua região. Ele precisa estar saudável, ter entre 18 e 55 anos e apresentar documento de identificação com foto, como carteira de identidade, de motoristas ou de trabalho. O candidato preenche uma ficha com seus dados pessoais e colhe uma amostra de 10ml de sangue.

 

As informações armazenadas no Redome são pesquisadas na necessidade de um transplante. Os dados do paciente que precisa receber a medula são cruzados com os dos doadores que estão no Redome, para tentar identificar compatibilidade entre eles. A chance de encontrar uma medula compatível é de apenas 1 em 100 mil. Por isso, quanto mais doadores cadastrados no registro, mais chances essas pessoas têm de sobreviver.

 

No site do Hemoce (www.hemoce.ce.gov.br), é possível encontrar todas as informações sobre como se tornar um doador.

Outras informações:
– Hemocentro de Fortaleza – (85) 3101.2296 / 3101.2300
– Hemocentro de Sobral – (88) 3677.4624 / 3677.4627
– Hemocentro do Crato – (88) 3102.1260 / 3102.1261
– Hemocentro de Iguatu – (88) 3581.9409 / 3581.9408
– Hemocentro de Quixadá – (88) 3445.1006 / 3445.1010
– Hemonúcleo de Juazeiro do Norte – (88) 3102.1169 / 3102.1170

 

03.02.2011

Assessoria de Hemoce
Sabrina Lima (sabrina.lima@hemoce.ce.gov.br / (85) 9148.8773 (85) 9996.0309)