Secretaria da Saúde mantém ações para controle da meningite

16 de setembro de 2011

A incidência dos casos de meningite registrados nos oito primeiros meses de 2011 é igual à média verificada nos últimos cinco anos, de 0,6 casos por 100 mil habitantes. Mesmo assim, a Secretaria da Saúde do Estado tem realizado uma série de ações para a recuperação das pessoas acometidas pela doença e a proteção da saúde daquelas que tiveram contato com os doentes diagnosticados.  Nenhum dos 51 registros de meningite este ano no Ceará é caso secundário, aquele transmitido por pessoa diagnosticada com a doença. A investigação epidemiológica mostra que nenhum dos casos tem relação um com outro.

Para garantir o controle da doença, as vigilâncias epidemiológicas municipais realizam o bloqueio em até 24 horas para a medicação com antibióticos das pessoas que tiveram contato direto com os doentes diagnosticados em residências, escolas e outros ambientes. A quimioprofilaxia é também realizada com profissionais de saúde que prestaram atendimento direto ao paciente, com contato próximo não protegido pelo uso de máscara cirúrgica. Nos fins de semana, o bloqueio é feito pelo Plantão Epidemiológico da Sesa.

Diagnóstico precoce

Para qualificar a assistência aos pacientes com meningite, a Sesa realizou em três encontros este ano o treinamento no diagnóstico oportuno da meningite para atualizar e alertar cerca de 300 médicos de hospitais da rede pública e do Programa Saúde da Família (PSF) de Fortaleza sobre a importância do diagnóstico precoce da doença. No mês de maio, 55 médicos da região do Cariri receberam o mesmo treinamento. Adultos e crianças com febre, dor de cabeça, vômito, rigidez de nuca, convulsões e manchas vermelhas no corpo são considerados casos suspeitos de meningite. Em crianças menores de um ano são considerados choro persistente, irritabilidade e moleira alta.

O meningococo, bactéria responsável pelos casos de meningite registrados no Estado, não sobrevive no ambiente. Por isso, principal forma de prevenção é a detecção e o tratamento precoce dos casos, para evitar que a doença seja transmitida a outras pessoas. Existem vacinas para prevenir alguns tipos de meningite. Está disponível no calendário básico de imunizações a vacina anti-meningocócica C, que deve ser administrada em crianças aos 3, 5 e 15 meses. O Ceará realiza desde setembro do ano passado a imunização de crianças menores de 1 ano com a vacina pneumocócica 10-valente, que protege contra doenças invasivas, como a meningite.

As pessoas também podem se prevenir evitando aglomerações, mantendo os ambientes ventilados e a higiene ambiental. Crianças com gripe não devem ser levadas à escola para evitar o contágio e por sua baixa imunidade, que as deixam vulneráveis a outras doenças.

Dos 51 casos de meningite registrados no Ceará em 2011, 14 resultaram em óbito – 12 em Fortaleza, 1 em Maranguape e 1 em Moraújo. O maior número de óbitos ocorreu entre adolescentes e jovens: 1 paciente de 1 ano de vida, 1 com 2 anos, 2 com 3 anos, dois com 16 anos, 1 com 19 anos, 1 com 20 anos, 1 com 21 anos, 1 com 22 anos, 2 com 26 anos, 1 com 48 anos e 1 com 76 anos.

 

16.09.2011

Assessoria de Comunicação da Sesa

Selma Oliveira (soliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220)