Lagosta cearense com certificado internacional deve compor cardápio oficial da Copa

26 de julho de 2012

Para além das belas paisagens, o litoral cearense esconde verdadeiras riquezas em seus 578 km de extensão. Respondendo por dois terços de toda a lagosta produzida no Brasil, o Ceará é o maior produtor do crustáceo no País, gerando emprego para cerca de 50 mil pessoas que dependem dessa modalidade pesqueira. De olho nesse potencial, o Governo do Estado caminha para receber o certificado internacional de sustentabilidade da lagosta até a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™ com a realização de encontros periódicos com associações de pescadores e consultores internacionais.

 

Durante a última reunião, realizada na última  quarta-feira (25), representantes do Governo do Estado e os consultores Ernest Goldstein, coordenador do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (PNUMA), e James Lomax, se reuniram no Labomar, um dos parceiros para a certificação. Entre os temas debatidos estavam o custo-benefício, crescimento econômico e o processo para conquistar a certificação. Além de agregar valor comercial ao produto, o título eco sustentável dado pelo Marine Stewardship Council (MSC) reduz os impactos ambientais e combate a pesca predatória. As ações permitem a evolução do potencial cearense para produção e comercialização da lagosta.

 

No Ceará o procedimento para alcançar a certificação começou em 2009 através das Secretarias Especial da Copa 2014 (Secopa), de Pesca e Aquicultura , do Desenvolvimento Agrário e do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). A ideia é inserir o crustáceo no cardápio oficial da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014TM , para ser apreciada por atletas, turistas e público em geral, com a certeza que o produto é oriundo da pesca sustentável. A iniciativa deve promover a culinária e o potencial cearense de frutos do mar para diversos países contribuindo para o desenvolvimento econômico do setor.

 

Para o secretário Especial da Copa, a oportunidade simboliza mais um legado a ser deixado pela Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 TM gerando desenvolvimento para o setor da pesca no Estado. “Nós temos trabalhado sempre na perspectiva de potencializar tudo aquilo que o Ceará tem de bom. Não só as belezas naturais, as praias e o artesanato, mas também a culinária. A lagosta é uma famosa atração turística local e tem grande potencial econômico. O certificado ambiental internacional vai ser importante para o impulsionar comércio do pescado.” Ressaltou o secretário Especial da Copa, Ferruccio Feitosa.

 

MSC – Marine Stewardship Council

 

O MSC, referência mundial em certificação de pescados, é uma organização global que trabalha com pescarias; empresas que atuam com frutos do mar; cientistas; grupos de conservação; e o público para promover a consciência ambiental na atividade de pesca.

 

O programa MSC para certificação da pescarias e rotulagem ecológica de frutos do mar reconhece e recompensa a prática da pesca sustentável. A certificação se dá através da fiscalização em todo o processo de pesca, desde as condições da embarcação, prazo de pesca respeitando o período de defeso.

 

Para obter a certificação do MSC da pesca a lagosta é preciso atingir as condições de 31 indicadores identificados na pré-avaliação realizada pelo Bureau Veritas, uma organização líder global em serviços de avaliação e de certificação.

 

Benefícios da Certificação

 

A pesca da lagosta realizada no Ceará pode ser a primeira pescaria do Brasil certificada em nível internacional como ambientalmente correta pelo MSC. Na América do Sul, apenas a Argentina possui três pescarias certificadas de anchova. A eco certificação representa maior responsabilidade ambiental e traz competitividade a lagosta cearense em relação ao pescado de outros países. A produção e comercialização da lagosta injeta, por ano, na economia cearense, cerca de 80 milhões de dólares.

 

Coordenadoria de Comunicação da Secopa 2014

Lisiane Linhares e Ana Martins (imprensa@secopa.ce.gov.br / 85 3264.5359 – 8778.0024 – 8688.2163)