Banco de Leite do Hospital Albert Sabin precisa de doações

11 de março de 2013

O Banco de Leite do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) está precisando de doações para atender ao aumento da demanda diária, que passou de 2,5 litros para quatro litros diários. O Albert Sabin tem atualmente 20 bebês prematuros, de baixo peso, internados na UTI neonatal que precisam de leite humano para sobreviver. O Banco de Leite do Hias conta com 25 doadoras voluntárias, quando precisaria de, no mínimo, 50 doadoras para funcionar com uma margem de segurança. A coleta do leite doado é feita gratuitamente em domicílio.

Além de realizar a coleta, o processamento, o fracionamento e a distribuição do leite humano doado, o Banco de Leite ainda promove e incentiva o aleitamento materno. Pelo telefone 0800.280.4169, ligação gratuita, as mães interessadas em doar recebem orientações sobre a retirada do leite e os cuidados com o acondicionamento. Para estocar, podem ser utilizados vidros de maionese ou café solúvel esterilizados. O leite deve ser conservado no congelador por até 10 dias.

 

Dados da Secretaria da Saúde do Estado mostram que o leite materno traz saúde e vida para as crianças. Na proporção em que o índice de aleitamento aumenta, a mortalidade infantil é reduzida. No Estado, chega a 71,14% o percentual de bebês acompanhados pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF) que são alimentados até quatro meses de vida somente com o leite materno. A Taxa de Mortalidade Infantil, que era de 32 por mil nascidos vivos no ano de 1997, ano em que o índice de aleitamento era menor, de 47%, foi reduzida para 13,1 em 2011. Segundo estudos do IBGE, o Ceará foi o Estado que mais diminuiu a mortalidade infantil no país.

 

Na amamentação, os bebês recebem os anticorpos da mãe para proteção contra infecções, principalmente diarreia e pneumonia. O leite materno diminui ainda alergias e obesidade. A amamentar também é importante para a saúde da mulher. O sangramento após o parto é menor assim como os riscos de desenvolver anemia. A mulher também corre menos riscos de câncer de mama, ovário, e ainda de diabetes e infarto. Além da mulher, toda a rede familiar pode apoiar a amamentação.

 

11.03.2013

Assessoria de Comunicação da Sesa

Selma Oliveira / Marcus Sá (selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 – 3101.5221 – 8733.8213)

Twitter: @SaudeCeara

Facebook: www.facebook.com/saudeceara