Ceará tem a menor taxa de mortalidade infantil para menores de um e cinco anos do NE

10 de outubro de 2013

O Ceará atingiu, em 2010, a menor taxa de mortalidade infantil para menores de um ano (19,3 por mil nascido vivos) e também de cinco anos (20,8) entre os estados da região Nordeste.  Em 1991, para cada mil crianças nascidas vivas, 63,1 morriam antes de um ano e em 2010 o total passou a ser de 19,3, representando queda de 69,4 por cento. Já o decréscimo no mesmo período (1991/2010) para crianças menores de cinco anos foi de 74,9 por cento, passando de 82,7 mortes para 20,8 por mil nascidos. O desempenho garante o Ceará como um dos estados que alcançaram a quarta meta dos Objetivos do Milênio antes de 2015, no que se refere à redução da mortalidade infantil para crianças menores de cinco anos de idade, em dois terços do valor em 1990.  

 

Com os resultados obtidos, o Ceará foi o terceiro no Brasil – 26 Estados e mais o Distrito Federal – com a maior queda da mortalidade entre crianças menores de um ano de idade, entre 1991 e 2010, e somente na última década (2000/ 2010), a redução foi de 53,4 por cento, expressiva dentro do contexto nacional, pois ficou em quarto lugar. A performance do Estado na redução da mortalidade infantil até os cinco anos de vida foi ainda mais expressiva, já que, em 1991, o valor deste indicador para o Ceará (82,7 por mil nascidos vivos) era 18,6 por cento maior do que a média da região Nordeste (69,5/mil) e 36,1 por cento maior do que a média nacional (60,7/mil).

 

Os números estão no Enfoque Econômico nº 81 – Comparando as Taxas de Mortalidade Infantil dos Estados Brasileiros entre 1991 e 2010 – elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado, que acaba de ser divulgado. De acordo com o professor Flávio Ataliba, diretor Geral do IPECE, “o Ceará está entre os estados que mais reduziram a mortalidade infantil para crianças menores cinco anos de vida. A manutenção deste padrão de melhoria na condição de vida das gerações futuras passa necessariamente pela decisão das famílias em relação à quantidade e a qualidade dos filhos”.

 

Ele observa que as campanhas de imunização, acesso aos serviços de saúde pública de qualidade, a diminuição da exposição às doenças parasitárias e infectocontagiosas com a melhoria das condições domiciliares e de saneamento básico, e o aumento do conhecimento em relação ao cuidado da criança por parte dos pais são de extrema relevância para a redução da mortalidade infantil. As políticas de atenção básica com foco na família também têm obtido resultados efetivos na redução da mortalidade infantil. “O PSF tem sua origem no Ceará com o Programa de Emergência em decorrência da seca entre junho de 1987 e junho de 1988. O objetivo central do programa era o de melhorar as condições de saúde das gestantes e dos recém-nascidos, quando cerca de 30 por cento dos nascimentos no Estado ainda ocorriam em casa. O bom desempenho do programa resultou na sua incorporação ao plano de governo cearense em 1989 com o nome Programa Agentes de Saúde”, ressaltou.

 

O economista Victor Hugo de Oliveira Silva, que elaborou o documento, disse que mortalidade infantil é um dos indicadores mais importante para se mensurar o bem-estar de uma sociedade. Em 2012, cerca de cinco milhões de crianças morreram antes de completar o primeiro ano de vida em todo o mundo, representando 73 por cento do total de mortes de crianças menores de cinco anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. O Brasil, que é um dos países signatários das Metas do Desenvolvimento do Milênio, está entre aqueles que alcançaram a meta de redução de 2/3 da mortalidade infantil para crianças menores de cinco anos de idade até 2015, onde este indicador vem caindo 5,2 por cento ao ano desde 1990.

 

10.10.2013

 

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