Teste rápido de sífilis, HIV e hepatite B na Beira Mar neste sábado (19)

18 de outubro de 2013

Terceiro sábado do mês, 19 de outubro é o Dia Nacional de Combate à Sífilis e a Secretaria da Saúde do Estado estará com uma equipe de profissionais nas quadras de vôlei da Volta da Jurema, na Avenida Beira Mar, das 8 às 12 horas, para realizar o teste rápido de sífilis, HIV e hepatite B. Todas as pessoas interessadas poderão fazer o teste rápido, que é realizado com a coleta de sangue da ponta do dedo. O sangue é colocado em um dispositivo de testagem e o resultado sai em 15 a 20 minutos. Se o resultado for negativo, o diagnóstico é fechado. Em caso de resultado positivo no exame de triagem de sífilis, a pessoa é encaminhada para exame confirmatório em um posto de saúde.

 

Com o foco da prevenção, o Ceará foi o primeiro estado brasileiro a universalizar, em 2010, os dois testes de HIV e sífilis para gestantes no pré-natal. A universalização do exame foi possível com a aquisição de equipamentos para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), unidades da rede estadual de saúde que realizam os testes. A Sesa realizou capacitações para a aplicação do novo teste rápido de HIV e sífilis, que diminui o risco de falso positivo. Para avançar no tratamento da doença, em 2012 a Secretaria distribuiu kits de reação anafilática por penicilina a 183 municípios para o tratamento de possíveis reação alérgica em pacientes com sífilis.

 

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Podem se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer.

 

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis.

 

Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

 

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.

 

Tratamento

 

Para o tratamento da sífilis, o recomendado é procurar um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. É importante seguir as orientações médicas para curar a doença. Em gestantes, quando a sífilis é detectada, o tratamento deve ser indicado por um profissional da saúde e iniciado o mais rápido possível. Os parceiros também precisam fazer o teste e ser tratados, para evitar uma nova infecção da mulher. No caso das gestantes, é muito importante que o tratamento seja feito com a penicilina, pois é o único medicamento capaz de tratar a mãe e o bebê. Com qualquer outro remédio, o bebê não estará sendo tratado. Se ele tiver sífilis congênita, necessita ficar internado para tratamento por 10 dias. O parceiro também deverá receber tratamento para evitar a reinfecção da gestante e a internação do bebê.

 

Vacina contra Hepatite B

 

Este ano, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária de vacinação contra a hepatite B. Homens e mulheres com até 49 anos já recebem a vacina gratuitamente em qualquer posto de saúde. Neste sábado, 19 de outubro, a Secretaria da Saúde do Estado vai abrir das 8 às 17 horas para intensificar a vacinação contra hepatite B em adolescentes e adultos que precisam completar ou que ainda não iniciaram o esquema de vacinação. A proteção é garantida quando a pessoa recebe três doses da vacina. A segunda dose deve ser aplicada 30 dias após a primeira e, a terceira, seis meses após a primeira. Todos os municípios do Ceará terão pelo menos uma sala de vacinação aberta neste sábado.

 

No ano passado, a idade limite para vacinação gratuita era até 29 anos. A vacina é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra a hepatite B e hepatite D e é oferecida também aos grupos mais expostos à doença, independentemente da faixa etária, como gestantes, manicures, pedicures, podólogos, caminhoneiros, bombeiros, policiais civis, militares, rodoviários, doadores de sangue, profissionais do sexo e coletores de lixo domiciliar e hospitalar. Em 2012, mais de 15,7 milhões de pessoas foram protegidas contra a hepatite B no país.

 

As hepatites são doenças que atacam o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Estimativas apontam que 2,3 milhões de brasileiros são portadores das hepatites, sendo 800 mil do tipo B e 1,5 milhão do tipo C. Nem sempre a hepatite B apresenta sintomas. Quando aparecem, podem provocar cansaço, tontura ou ânsia de vômito. A pessoa pode levar anos para perceber que está doente. O diagnóstico e o tratamento precoce podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado, por exemplo. O teste, o tratamento e o acompanhamento das hepatites virais estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível, mas também pode ser transmitida pelo contato com sangue e por materiais cortantes contaminados, como alicate de unha. Por isso, o Ministério da Saúde alerta que, além do uso da camisinha em todas as relações sexuais, não se deve compartilhar escova de dente, alicates de unha, lâminas de barbear ou depilar. É importante também sempre usar materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e piercing, serviços de saúde, acupuntura, procedimentos médicos, odontológicos e hemodiálise.

 

18.10.2013

Assessoria de Comunicação da Sesa

Selma Oliveira / Marcus Sá (selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 / 3101.5221)

Twitter: @SaudeCeara

www.facebook.com/SaudeCeara