Ceará tem índices melhores que o Brasil e o NE na Redução do Analfabetismo, diz Ipece

23 de outubro de 2013

O Ceará reduziu em 189,03 mil o número de analfabetos no período de 2001/2012, caindo de 1.271 mil para 1.082 mil, o que representou uma queda de 34,4%. O declínio na quantidade de analfabetos, entre 2007 e 2012, foi 15,2%, ou seja, 122,59 mil. As taxas de reduções do Ceará superaram, em todas as comparações, a do Brasil, que foi de 30%, e a do Nordeste, de 28,3%, entre 2001/2012, bem como entre 2001/2006 e 2007/2012. O Estado, que em 2001 ocupava o quarto lugar no ranking nacional de analfabetismo (26 Estados e mais do Distrito Federal), no ano passado passou para a sétima colocação.

 

O decréscimo da taxa de analfabetismo no Ceará no período 2001/2012, de 34,4%, representou desempenho de 4,4 e 6,1% superior a do Brasil e do Nordeste, respectivamente, no mesmo espaço de tempo. O Ceará tinha índice de analfabetismo superior à da região Nordeste até 2005, mas a partir de 2006 passou a apresentar taxas sempre menores do que as da região. Os dados estão no Ipece/Informe nº 65 – Perfil do Analfabetismo no Ceará – Análise a partir dos dados da PNAD (outubro de 2013) –, que acaba de ser divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O documento pode ser acessado no www.ipece.ce.gov.br.

 

Em 2012, revela o trabalho do Ipece, 75% dos analfabetos do Estado moravam em municípios localizados no Interior, sendo a taxa de analfabetismo para o conjunto destas localidades de 21,9%, um valor acima do apresentado para o conjunto de municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (9,2%) em quase 13 pontos percentuais. Observando o comportamento do analfabetismo por zona censitária, verifica-se que a maior concentração está entre a população rural – aproximadamente 26,9% das pessoas residentes no campo são analfabetas. Na zona urbana a taxa está bem abaixo desse valor, 12,6%.

 

No entanto, o economista do Ipece – Órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado – Vitor Hugo Miro Couto observa que, em números absolutos, o contingente populacional de analfabetos é maior em áreas urbanas, em decorrência da maior densidade demográfica nas cidades. Já a taxa de analfabetismo no Estado por gênero entre a população masculina, em 2012, era de 19,4%, contra 13,4% do sexo feminino. Na composição da população que não sabia ler nem escrever, no ano passado a pesquisa mostrou que 57% eram homens e 43% eram mulheres. Esse perfil se contrapõe ao observado para o Brasil em que as mulheres são maioria (percentual igual a 50,3%).

 

No que diz respeito a cor/raça, os resultados para o ano de 2012 indicam que, em números absolutos, a maioria dos analfabetos se declara branco ou pardo – importante destacar que o resultado é esperado, uma vez que mais de 90% da população de 15 anos ou mais de idade no Ceará também se declararam assim em termos de cor ou raça. Já na população negra a taxa de analfabetismo é consideravelmente mais elevada, tendo que 23,7% dos negros em 2012 eram analfabetos (sendo que 25% dos homens negros e 22,2% das mulheres negras). No grupo de pessoas pardas a proporção de analfabetos era de 18,1% (21,2 % dos homens e 15,1% das mulheres), e entre os brancos essa razão era de 11,5%.

 

Elaborado pelos economistas do Ipece Luciana de Oliveira Rodrigues, Carlos Alberto Manso, Raquel da Silva Sales e Vitor Hugo Miro Couto, sob a coordenação do professor Flávio Ataliba, diretor Geral do Instituto, o Ipece Informe também aborda a inserção dos analfabetos do mercado de trabalho e os programas de alfabetização de jovens e adultos (cobertura e eficiência).

 

22.10.2013

Assessoria de Comunicação do IPECE

Pádua Martins (85 3101.3496 – 3101.3521)