Curso qualifica atenção básica no diagnóstico da hanseníase

7 de Abril de 2014

Profissionais da atenção básica de saúde dos municípios de Redenção, Guaiúba e Acarape, no total de 35 médicos e enfermeiros, serão qualificados no Curso de Ações Básicas em Hanseníase, que a Secretaria da Saúde do Estado realiza de 7 a 11 de abril no Centro de Referência em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, com treinamento teórico e prático. O curso vai é proporcionar acesso rápido ao diagnóstico de hanseníase para a população da 3ª Região de Saúde, que é prioritária para a ampliação da rede de atenção à doença. A segunda fase de qualificação das equipes de saúde da região acontecerá de 5 a 9 de maio, envolvendo profissionais dos municípios de Barreira, Maracanaú, Pacatuba e Palmácia.

 

Em 2013, foram detectados nos municípios da 3ª Região de Saúde 49 casos novos de hanseníase. Maranguape foi o que mais detectou casos novos da doença no ano passado, com 23 casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), com coeficiente de detecção de 19,1 por 100 mil habitantes, alto segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS). A secretaria de Saúde de Maranguape realizou no ano passado o treinamento dos profissionais das equipes do PSF, incluindo os agentes comunitários de saúde. Ainda este ano, a Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) assumirá a qualificação dos profissionais da atenção básica em hanseníase, para contemplar os 39 municípios prioritários de todo o Estado – aqueles com mais de 50 mil habitantes que registraram mais de 10 casos da doença em 2013.

 

Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado, em 2012 foram registrados 2.1158 casos de hanseníase no Estado. Em 2011, o total de casos ficou em 2015. Em 2013, com base em dados ainda sujeitos a atualização, há registro de 1.963 casos. O tratamento para hanseníase é gratuito e oferecido na rede básica do Sistema Único de Saúde (SUS). No Ceará, o Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, da rede Sesa, é uma das principais referências de acompanhamento e atendimentos às pessoas com hanseníase. A unidade fica na Avenida Pedro I, 1033, Centro.

 

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. Apresenta múltiplas manifestações clínicas e se exterioriza, principalmente por lesões dos nervos periféricos e lesões cutâneas. Em um país endêmico como o Brasil, em qualquer pessoa com alteração de sensibilidade na pele deve-se pensar em hanseníase. Situações de pobreza como precárias condições de vida, desnutrição, alto índice de ocupação das moradias e outras infecções simultâneas podem favorecer o desenvolvimento e a propagação da hanseníase.

 

A transmissão acontece entre pessoas. Uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB), estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis. O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem porque a maioria tem capacidade de se defender contra o bacilo. O contato direto e prolongado com a pessoa doente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, aumenta a chance da pessoa se infectar. Assim que a pessoa doente começa o tratamento deixa de transmitir a doença.

 

07.04.2014

Assessoria de Comunicação da Sesa

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