Atividades lúdicas melhoram rotina de internação no Albert Sabin

25 de junho de 2015

Muitos são os meios de estimulação para o desenvolvimento saudável da criança no processo de hospitalização. As atividades lúdicas com jogos educativos, brinquedos, pintura e livros são alguns dos exemplos que aliviam o estresse da internação hospitalar e possibilitam uma nova leitura do cuidar. Como parte da missão de prestar assistência terciária à criança e ao adolescente de forma segura e humanizada, o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), da Secretaria de Saúde do Estado, promove ações que transformam o ambiente hospitalar e proporcionam condições psicológicas melhores para os meninos e meninas internados e acompanhantes.

De acordo com a terapeuta ocupacional Eliana Queiroz, observar, perceber e compreender os diferentes aspectos da doença e da hospitalização são importantes para a criança e sua mãe. A atividade lúdica é uma oportunidade para a expressão das características singulares ao processo de adoecimento e hospitalização. “O nosso trabalho é observar como a criança está. A gente observa na atividade, na conversa com a mãe. Muitas crianças chegam aqui deprimidas e acabam se desenvolvendo com o trabalho terapêutico”, diz.

Lúcia de Fátima Marques Ribeiro, 55, é de Itarema e há um mês acompanha a neta Maria Amanda dos Santos Ribeiro, 11, no Albert Sabin. Amanda foi diagnosticada com lúpus e o tratamento mudou a sua rotina repentinamente. Longe da escola, de casa, dos amigos e da família, ela lida com a doença durante as realizações de hemodiálise e outros procedimentos clínicos durante a internação. Para a avó, poder contar com espaços onde a criança pode curtir a infância e desenvolver sua criatividade é de fundamental importância para recuperação da saúde dela. “Melhor é estar aqui do que ficar só, deprimida por conta da internação. Ajuda na recuperação”, comenta dona Lúcia.

O valor terapêutico do brincar não está relacionado somente a brinquedos. A leitura de livros e a contação de histórias ofertam ambientes onde o espaço entre o real e a fantasia estimulam a criatividade e relaxam não apenas as crianças em tratamento, mas também aos seus acompanhantes. Eliana ressalta que as mães evoluem com as atividades lúdicas e tornam-se mais preparadas para cuidar de seus filhos durante a hospitalização. “Elas ficam cheias de tensão e nesse momento, elas esquecem. A pintura ajuda a diminuir a ansiedade e elas relaxam. Todos os dias elas vêm para cá (espaço lúdico)”, fala.

Grávida de seis meses e do sexto filho, a moradora de Redenção, Ana Cláudia Souza Silva, 30, é uma das mães que participam do grupo terapêutico orientado por Eliana Queiroz. Ela acompanha o filho caçula José Hermes de Souza Silva, 1 ano e 3 meses, na recuperação de uma colostomia. E conta que, quando surge uma oportunidade, ela se junta às outras mães para desenhar, pintar e participar das oficinas artesanais. “Quando eu venho pra cá, me sinto super bem, sai um monte de pensamento negativo. Acho muito importante esse serviço que ela (terapeuta ocupacional) faz com a gente. Já frequentei outros hospitais e não tinha isso”, declara.

O benefício da leitura: explorando o mundo de dentro do hospital
O Hospital Infantil Albert Sabin também conta com projetos de incentivo à leitura, promovendo a educação inclusiva por meio de aulas particulares e atividades onde o livro é o mundo a ser desbravado pelos pequenos pacientes. Um dos espaços da Cidade da Criança é a Biblioteca Raquel de Queiroz, onde a criança vivencia a alegria e a magia dos contos, das fábulas e de outras leituras que dão asas aos sonhos da infância, como acontece com Dávilla Emilly de Sousa Melo, 3, que não sabe ler, mas se arrisca a narrar a história dos 101 Dálmatas. Ao abrir o livro e com o olhar atento às cores das páginas, seus pequenos dedos deslizam nas folhas e sua imaginação aflora num piscar de olhos. “Era uma vez os cachorros…”, começa.

Há cinco dias internada no Albert Sabin, se recuperando de uma cirurgia de apendicite, Dávilla não nega a alegria que sente quando chega na Cidade da Criança. Segundo a mãe Daniele Nogueira Sousa, 26, não só a filha desfruta do ambiente de descontração como ela mesma se sente bem em poder contar com um espaço como esse para descansar. “É muito bom, tudo é ótimo aqui. Ela se anima mais e até a gente fica mais relaxada”, afirma.

E isso não é diferente para Rayssa Silva, 10. Se tratando de um cisto no rim, há um mês Rayssa está hospitalizada. Desde que chegou no Albert Sabin, não perde um dia sem ir à Cidade da Criança para ler e também brincar com os outros meninos e meninas internos. “Quando eu estou lendo, fico concentrada na história. Acho bom para poder me desligar das coisas, como, por exemplo, de ficar deitada em uma cama horas e horas”, confessa.

De acordo com a pedagoga Beatriz Xavier, 34, a leitura possibilita a criança fantasiar, criar e vivenciar parte de um mundo que ela não conhece, é uma descoberta para ela, tornando-se um divertimento e um estímulo para exercitar o seu potencial lúdico espontâneo. Beatriz dá aulas particulares a crianças com idade a partir de quatro anos que estão internadas na Unidade de Pacientes Especiais (UPE), do Hospital Albert Sabin. Esse programa de educação inclusiva é uma parceria entre o Hospital, a Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal (Abrame) e a Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc).

Durante tês dias por semana, a pedagoga ensina disciplinas como matemática, português, natureza, artes e música. Além de trabalhar o aspecto cognitivo, ela trabalha também os aspectos motor, social e afetivo. “A gente vivencia, conhece a criança, vê o que ela gosta para fazer um trabalho diferenciado. Quando a gente chega, é uma novidade, é um divertimento, é algo diferente. A professora traz um mundo escolar para dentro do hospital”, comemora.

25.06.2015

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