Hemoce supera 200 transplantes de medula nesta sexta (14)

13 de agosto de 2015

Nesta sexta-feira (14), o Ceará alcançará a marca dos 220 transplantes autólogos de medula óssea realizados desde 2008. Com a inclusão dos transplantes alogênicos, o número chegará aos 229 transplantes. A equipe médica de transplante do Centro de Hemoterapia e Hematologia do Ceará (Hemoce), que já realizou 200 transplantes, realizará neste dia o transplante de número 201. Já são 191 transplantes autólogos, quando a medula transplantada é do próprio paciente, e nove alogênicos, quando o tecido transplantado provém de outra pessoa, realizados pela equipe do Hemoce no Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Outros 20 transplantes autólogos foram realizados nos anos de 2013 e 2014 no Hospital Monte Klinikum e oito, em 2014 e 2015, no Hospital Unimed.

 

A equipe médica do Hemoce comemora não somente o número de transplantes, mas também a taxa de sobrevida de 95,3% dos pacientes transplantados, o que confere ao Ceará posição de destaque nesse tipo de procedimento. A média mundial de sobrevida de transplantados de medula óssea é de 90%. Este ano, até o dia 12 de agosto, a parceria entre o Hemoce e o Hospital Universitário realizou 30 transplantes autólogos de medula óssea e cinco alogênicos. No ano passado foram realizados 48 transplantes autólogos e quatro alogênicos. Em 2012, a parceria entre o Hemoce e o Hospital Universitário, que realiza transplantes no Estado desde 2008, fez a primeira coleta de medula óssea no Ceará para transplante alogênico. O material coletado de um doador cearense foi enviado para a Itália, para transplante em um paciente italiano. De lá para cá, medulas coletadas entre doadores cearenses foram enviadas para transplantes na França, Portugal, Canadá, Estados Unidos e Argentina.

 

O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento indicado para algumas doenças que afetam as células do sangue. Consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma medula saudável. Além de autólogo e alogênico, o transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical. Para aumentar as chances de um doador compatível, existe o banco mundial de doadores de medula óssea, que reúne 71 registros de células-tronco hematopoiética (as células que dão origem ao sangue), em 58 países, e 48 bancos de cordão umbilical em 32 países. Atualmente, estão cadastrados nesse banco mais de 24 milhões de pessoas. O Redome tem 3,5 milhões de doadores inscritos. O Brasil é o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo.

 

Este ano o Ceará tem uma cota de 15 mil doadores de medula óssea para cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). O Redome é um sistema criado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) para registrar as informações de possíveis doadores de medula óssea. O sistema facilita as buscas de compatibilidade com receptores e reúne as informações básicas de identificação e especificidades, como resultados de exames e características genéticas de pessoas que se dispõem a ser um doador. Quando um receptor não possui um doador aparentado, é feita uma busca no Redome de cadastros que possam ser compatíveis, para que assim seja feita a doação. O Redome integra a rede internacional de registros de doadores de medula óssea.

 

Para se cadastrar como doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar bem de saúde, não ter tido câncer e apresentar documento de identidade e comprovante de endereço. O cadastro será concluído com a assinatura de um Termo de Consentimento e a coleta de uma amostra de sangue (10 ml). O cadastro deve ser mantido atualizado. Para tanto é possível fazer contato com o Hemoce, no Núcleo de Medula Óssea, enviando as alterações de dados para o e-mail nucleo.medula@hemoce.ce.gov.br, ou diretamente no site do Redome (www1.inca.gov.br/doador). Desde o ano 2000 o Hemoce é o responsável pelo cadastro dos possíveis doadores de medula óssea no Ceará.

 

 

Onde fazer o cadastro de doador de medula óssea

 

 

HEMOCENTRO COORDENADOR – FORTALEZA

7h30min às 18h30min, de segunda à sexta-feira
8h às 16h, aos sábados
8h às 13h, aos domingos
Tel: (85) 3101.2296

 

 

POSTO DE COLETA DO INSTITUTO DR. JOSÉ FROTA (IJF)

7h30min às 18h30min, de segunda à sexta-feira
13h às 17h30min, nos sábados, domingos e feriados
Tel: (85) 3101.5293

 

 

HEMOCENTRO REGIONAL – CRATO

7h às 17h30min, de segunda à sexta-feira
7h às 11h30min, nos sábados
Tel: (88) 3102.1260

 

 

HEMOCENTRO REGIONAL – IGUATU

7h às 17h, de segunda à sexta-feira
Tel: (88) 3581.9409

 

 

HEMOCENTRO REGIONAL – QUIXADÁ

7h às 16h30min, de segunda à sexta-feira
7h às 12h e 13h às 16h30min, aos sábados
Tel: (88) 3445.1006

 

 

HEMOCENTRO REGIONAL – SOBRAL

7h às 18h, de segunda à sexta-feira
7h às 12h, aos sábados
Tel: (88) 3677.4624

 

 

HEMONÚCLEO – JUAZEIRO DO NORTE

7h às 17h30min, de segunda à sexta-feira
12h às 17h30min, nos sábados
Tel: (88) 3102.1170

 

 

13.08.2015

 

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Gestora de Célula/ Secretarias
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