Engenheiro agrônomo: sintonia com meio ambiente e produção

13 de setembro de 2015

Regulamentada em 24 de dezembro de 1966, através da Lei 5.194, a profissão de engenheiro agrônomo surgiu no Brasil, na segunda metade segunda metade do século XIX, resultante da gradativa extinção da escravidão, do declínio da cana-de-açúcar no Nordeste e da pecuária no sul.

 

Neste domingo dia 13 de setembro, quando se comemora o Dia Mundial do Agrônomo, você confere histórias de quem ajuda a construir a vida no campo, marcada pelo desafio do clima do semiárido. Começando pelo próprio governador do Estado, Camilo Santana, que depois de se formar na profissão e de tornar servidor público em sua área, decidiu seguir na carreira política para buscar a melhoria das políticas públicas de atendimento ao povo do campo. “Estou governador do Ceará, mas sou engenheiro agrônomo com muito orgulho. É uma profissão que vai além da ciência ou da técnica. É, acima de tudo, amor ao campo, amor à terra. Deixo aqui meu abraço e os parabéns a todos os engenheiros agrônomos do nosso planeta”, disse o governador Camilo Santana.

 

Já para o engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e coordenador de Pecuária da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará, Márcio José Alves Peixoto, a atividade profissional vem sofrendo várias transformações, principalmente por conta do desafio das mudanças climáticas e o equilíbrio entre produção e preservação ambiental. Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Márcio Peixoto é responsável atualmente por importantes programas que ajudam o agricultor a manter um bom nível de produtividade mesmo diante de um cenário de forte estiagem como uso da palma forrageira e a entrega de kits de inseminação artificial bovina, que vem incrementando a produção de leite no sertão cearense e melhora a genética do rebanho.

 

“De 2011 pra cá vimos desenvolvendo esse importante projeto de reserva alimentar e melhoria genética do rebanho. Passamos a reduzir o tamanho do rebanho improdutivo para um rebanho de qualidade produtiva e garantindo a reserva alimentar através do sorgo forrageiro, da palma, passando de uma produção média no Nordeste que era de três litros para cada vaca/dia para oito a 10 litros por animal/dia”, comemora Márcio Peixoto, que faz regularmente o acompanhamento do processo produtivo em vários rebanhos.

 

“Tivemos recentemente a notícia de que numa região, mesmo com chuva de 200milímetros, os produtores conseguiram 350 litros com apenas 30 animais”, destaca Márcio.

 

Agricultura Familiar

 

Neste novo cenário, sem dúvida, a agricultura familiar passou a ocupar um espaço de destaque, não só na política do Governo do Estado do Ceará mas, sobretudo, na política do Governo Federal, que incrementou em 2015 20% a mais nos recursos destinados ao Plano Safra 2015/2016.

 

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Essa nova realidade se traduz diretamente na vida dos brasileiros, onde 72% dos alimentos que chegam à mesa vem da agricultura familiar. Manuel Jorge da Silva, 39, do município de Horizonte, Região Metropolitana de Fortaleza, é agricultor familiar desde criança, os pais também eram agricultores e a mãe continua até hoje no ramo das hortaliças.

 

A especialidade do agricultor é a produção de mel, pois é uma das atividades da agricultura familiar mais rentável. “Hoje eu não sobrevivo da agricultura familiar. Eu vivo tranquilo. Tenho uma casa, moto, uma vida descente. Antigamente, meus pais sobrevivam à muito custo da agricultura”, explica Manuel Jorge, que também cultiva feijão, milho, macaxeira e maxixe.

 

Os produtos são vendidos ao mercado convencional e institucional como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Sua produção é desenvolvida através de unidade familiar, onde os cinco filhos e a esposa também atuam na produção agrícola.

 

 

 

Aécio Santiago

Assessor da Secretaria de Desenvolvimento Agrário
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Sabrina Lima
Gestora de Célula/Secretarias

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