Profissionais da saúde vão à praça informar e orientar sobre Alzheimer

17 de setembro de 2015

Segunda-feira, 21 de setembro, é o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer e a Secretaria da Saúde do Estado vai à Praça do Ferreira, junto com a Associação Brasileira de Alzheimer Regional Ceará (Abraz-Ce), para levar serviços e informações à população. A partir das 8h30min haverá orientação e distribuição de folhetos informativos sobre Alzheimer para a população, atividade física orientada, orientação nutricional, avaliação de pessoas idosas por fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, atendimento jurídico pela Defensoria Pública do Ceará, emissão de cartão de estacionamento para idosos e pessoas com deficiência pela Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e atendimento a doadores de sangue pela unidade móvel do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). No mesmo dia, às 12 horas, acontece o encerramento do Curso de Cuidadores de Idosos realizado pela Secretaria da Saúde do Estado e que capacitou 45 pessoas para exercerem funções de cuidador de idosos em domicílios, hospitais, centros de referências, entre outras modalidades de atenção ao idoso.

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vários medicamentos capazes de retardar o processo da doença e minimizar os distúrbios de humor e comportamento que surgem. O objetivo do tratamento medicamentoso é propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária (ou modificar as manifestações da doença), com um mínimo de efeitos adversos. No Ceará, cerca de 70 mil pessoas sofrem de demência e em torno de 5 mil são diagnosticadas com Alzheimer. Na rede pública estadual de saúde, os ambulatórios de Geriatria/Alzheimer do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC) fazem atendimento médico de pessoas com Alzheimer, com dispensação de medicamentos. Em 2015, até o mês de agosto, o HGF fez 2.476 atendimentos e, o HGCC, 2.197. O atendimento não-farmacológico é feito nos centros de convivência e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), nos municípios.

 

Existem vários tipos de demência em que há decréscimo das capacidades de funcionalidade, comprometimento das funções cognitivas – atenção, percepção, memória, raciocínio, pensamento, linguagem – e da capacidade físico-espacial. O Mal ou Doença de Alzheimer é a principal causa de demência que causa problemas de memória, pensamento e comportamento. A doença é responsável por 50% a 80% dos casos de demência no mundo. O Alzheimer é degenerativo, mais comum após os 65 anos de idade e caracteriza-se pela perda progressiva de células neurais. O sintoma primário é a perda de memória mas, com a progressão, vão aparecendo sintomas mais graves, como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar. A doença pode vir acompanhada também de depressão, ansiedade e apatia.

 

Esses sintomas podem ter a sua progressão diminuída com o trabalho da reabilitação, envolvendo fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e suporte psicológico e familiar, buscando evitar e/ou retardar a perda das funcionalidades e habilidades cognitivas. Além de retardar os efeitos do Alzheimer, os exercícios físicos podem prevenir a doença nas pessoas mais vulneráveis. Alguns fatores de risco conhecidos para a Doença de Alzheimer são a idade e a história familiar, ou seja, se a pessoa já teve um histórico na família de demência ou de algum problema vascular. Outros fatores importantes se referem ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.

 

 A família precisa ficar atenta a qualquer decréscimo de qualquer capacidade da pessoa, seja memória, dificuldade de realizar tarefas complexas, nomear coisas, problemas de linguagem. Na fase inicial da doença, o paciente pode ser lembrado de informações importantes e ter o suporte da família. Na fase moderada, tem uma dependência maior da família e, às vezes, existe mudança do comportamento. Na fase mais grave, tem dificuldade para realizar funções básicas, como urinar, dificuldade para engolir e até agressividade. A fase mais grave dura, em média, oito anos. Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

 

 

COMO SABER SE A PESSOA ESTÁ COM A DOENÇA DE ALZHEIMER

– Perda de memória recente com repetição das mesmas perguntas ou dos mesmos assuntos.
– Esquecimento de eventos, de compromissos ou do lugar onde guardou seus pertences.
– Dificuldade para perceber uma situação de risco, para cuidar do próprio dinheiro e de seus bens pessoais, para tomar decisões e para planejar atividades mais complexas.
– Dificuldade para se orientar no tempo e no espaço.
– Incapacidade em reconhecer faces ou objetos comuns, podendo não conseguir reconhecer pessoas conhecidas.
– Dificuldade para manusear utensílios, para vestir-se, e em atividades que envolvam autocuidado.
– Dificuldade para encontrar e/ou compreender palavras, cometendo erros ao falar e ao escrever.
– Alterações no comportamento ou na personalidade: pode se tornar agitado, apático, desinteressado, isolado, desinibido, inadequado e até agressivo.
– Interpretações delirantes da realidade, sendo comuns quadros paranoicos ao achar que está sendo roubado, perseguido ou enganado por alguém. Esquecer o que aconteceu ou o que ficou combinado pode contribuir para esse quadro.
– Alucinações visuais (ver o que não existe) ou auditivas (ouvir vozes) podem ocorrer, sendo mais frequentes da metade para o final do dia.
– Alteração do apetite com tendência a comer exageradamente, ou, ao contrário, pode ocorrer diminuição da fome.
– Agitação noturna ou insônia com troca do dia pela noite.

 

Os sintomas não são os mesmos para todos os pacientes com demência, mesmo quando a causa de demência é a mesma. Nem todos os sintomas aparecerão em todos os pacientes. Como uma doença de curso progressivo, o quadro clínico do paciente com demência sofre modificações. Com a evolução da doença, há o aparecimento de novos sintomas ou o agravamento dos sintomas existentes.

 

O nome oficial da Doença de Alzheimer refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

 

 

17.09.2015

Assessoria de Comunicação da Sesa
Selma Oliveira / Marcus Sá /  ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5221 / 3101.5220)
Twitter: @SaudeCeara
www.facebook.com/SaudeCeara

 

Giselle Dutra
Gestora de Célula / Secretarias

 

Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado
Casa Civil
comunicacao@casacivil.ce.gov.br / (85) 3466.4898