Sorologia garante segurança de doadores e receptores de órgãos

23 de setembro de 2015

A triagem sorológica de potenciais doadores de receptores de órgãos e tecidos para transplantes é obrigatória e, dessa forma, todos os órgãos transplantados passam por análise minuciosa, para a segurança tanto do doador quanto do receptor. No Ceará, a triagem sorológica de potenciais doadores de órgãos e tecidos é realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), unidade da Secretaria da Saúde do Estado. Em 2014, o Lacen realizou 7.768 análises sorológicas e, até 31 de agosto deste ano, 4.429 exames foram feitos.

 

Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esses procedimentos são necessários devido à grande variedade de patógenos que podem ser transmitidos no processo de doação e transplante de órgãos e tecidos. Nesses casos, a triagem sorológica pode desqualificar possíveis doadores contaminados, identificar infecções ativas no receptor no período pré-transplante para que possam ser tratadas, definir o grau de risco para que uma infecção ocorra para que se possa prevenir o seu aparecimento no pós-transplante.

 

No Lacen são realizadas, ao todo, catorze sorologias em múltiplos órgãos. Dentre elas, o diagnóstico da infecção pelo HIV, sorologias para hepatites B e C, sífilis, doença de Chagas, citomegalovírus, toxoplasmose e HTLV I e II. As solicitações de sorologia chegam ao Lacen por meio da Central de Transplantes, que conta equipes multidisciplinares nas unidades de saúde do Estado. O Lacen oferece o serviço desde 1997.

 

Em todo o Brasil, o principal motivo para a não concretização da doação de órgãos de potenciais doadores notificados é a recusa familiar. No ano passado o Ceará notificou 624 potenciais doadores e 215 tiveram os órgãos transplantados. Das 416 famílias entrevistadas, 187 (45%) recusaram a doação, em 108 casos (17%) houve contra-indicação médica para a concretização da doação, em 95 (15%) o potencial doador teve parada cardíaca e 14 (2%) foram descartados por outros motivos.

 

De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), publicação da Associação Brasileira de Transplantes de Órgão (ABTO), no primeiro semestre deste ano, foram notificados no Estado 260 potenciais doadores e realizadas 150 entrevistas familiares, com 64 recusas à doação (43%). Houve contra-indicação médica para 56 doações (22%), 51 paradas cardíacas (20%) e cinco descartes por outros motivos (2%). Dos 260 potenciais doadores notificados de janeiro a junho deste ano, 77 tiveram os órgãos transplantados.

 

Com o propósito de sensibilizar a população sobre a importância das doações para proporcionar vida nova às pessoas que aguardam um transplante foi instituído o Setembro Verde, referência à cor do laço símbolo mundial da doação de órgãos e tecidos para transplantes. Este ano, pela primeira vez desde 2007, a ABTO registra em todo o país diminuição na taxa de potenciais doadores, de doadores efetivos e no número de transplantes de rim, de fígado e de pâncreas, em relação ao ano anterior.

 

Em 2014 o Ceará registrou um novo recorde de transplantes de órgãos e tecidos, com a realização de 1.399 procedimentos. Este ano, até o dia 21 de setembro, foram realizados no Estado 190 transplantes de rim, 3 de rim/pâncreas, 13 de coração, 137 de fígado, 1 de pulmão, 47 de medula óssea autólogos, 6 de medula óssea alogêncios, 570 de córnea, 8 de esclera e 8 de valva cardíaca, totalizando 983 transplantes.

 

 

23.09.2015

 

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