Ano letivo de 2016 tem início nas escolas estaduais

25 de janeiro de 2016

Quando há empenho conjunto por parte do estudante, da escola e do Estado, o poder transformador da educação se potencializa, proporcionando ganhos intelectuais, sociais e econômicos para toda uma comunidade. Com este propósito, teve início, nesta segunda-feira (25), mais um ano letivo nas unidades da rede estadual. Em 2016, um dos principais esforços da Secretaria da Educação (Seduc) para efetivar o ensino de qualidade é a expansão do tempo integral para as escolas regulares.

 
Neste sentido, 26 unidades educacionais do Estado passam a contar com esta modalidade, oferecendo atividades aos alunos nos dois turnos. A abertura RBanda de Fanfarraoficial do ano letivo ocorreu na Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) João Nogueira Jucá, de Fortaleza, uma das escolhidas para receber o projeto nesta primeira fase. O momento de saudação aos novos estudantes, que cursarão a 1ª série, contou com a participação do secretário da Educação, professor Maurício Holanda.

 
O gestor considera que, ao passar mais tempo na escola, o jovem tem a oportunidade de estudar e aprender mais, além de reforçar os laços de amizade, por meio do convívio prolongado com colegas e professores. “Para quem quer conquistar uma situação melhor na vida, ter mais tempo de estudo auxilia bastante. Muitos estudantes da rede pública já vêm tendo essa experiência, ao conseguir entrar na universidade, muitas vezes sendo o primeiro da família a conquistar esta condição”, observa o secretário.

 
Presença constante

 
Maurício lembra, ainda, que a participação ativa dos alunos é fundamental para a construção da escola de qualidade, tanto mostrando-se interessados no conteúdo visto em sala, como sugerindo ações para melhorar o funcionamento da instituição. “Ainda é preciso melhorar muita coisa para que o tempo integral seja bem aproveitado. Mas, nós estamos procurando soluções. E a gente conta com a ajuda dos alunos, também, nesse processo”, argumenta o gestor.

 
Segundo a diretora da EEFM João Nogueira Jucá, Cláudia Pires, o projeto era um sonho de longa data. “A escola foi convidada ainda em julho do ano passado, entretanto, ainda não havia certeza. Desde então, a gente conseguiu falar com os professores e com alguns pais, que abraçaram a proposta. A confirmação veio em dezembro de 2015. Está sendo um pouco corrido, a escola ainda precisa de algumas adequações, porém, estamos muito otimistas de que dará tudo certo. Toda a comunidade escolar está envolvida e trabalhando junta para o sucesso da iniciativa”, planeja a diretora.

 
Durante a recepção, os alunos participaram de atividades lúdicas e dinâmicas de integração, com um passeio pelas dependências da escola e apresentação do novo currículo, que contará com disciplinas obrigatórias e eletivas. Além disso, a banda de fanfarra da EEFM Professora Maria da Conceição Porfírio Teles contribuiu para animar o evento, com apresentação musical cheia de ritmo.

 
A expansão do ensino em tempo integral para as demais escolas da rede se dará de forma gradual. O principal critério de escolha das unidades foi o atendimento às comunidades em que os jovens se encontram em situação de vulnerabilidade social. Ao passar o dia inteiro na escola, os alunos fazem três refeições, sendo dois lanches e o almoço.
 

Projetos

 
RNailton e KevinO jovem Naílton Almeida da Silva, de 16 anos, vê de forma promissora a oportunidade que obteve. “Nós poderemos ter cursos, aprender coisas novas e valorizar mais o estudo. É boa a ideia de passar mais tempo na escola”, acredita o estudante. De forma semelhante pensa o colega Kelvin de Lima, também de 16 anos. “Espero encontrar atividades diversificadas. Quero aproveitar o que a escola tiver a oferecer”, diz.

 
A coordenadora de Gestão Escolar da Seduc, Elizabeth Araújo, destaca que não basta, apenas, aumentar o tempo na escola: o estudante necessita, também, de processos de aprendizagem significativos. “É importante favorecer o desenvolvimento de aspectos subjetivos e sociais, com um currículo diversificado, a adoção de práticas pedagógicas que estimulem o protagonismo dos estudantes e alinhado com seus projetos de vida”, explica.

 
Para o coordenador da Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor) 2, Jefferson Queiroz Maia, a experiência propiciará ao jovem a chance de se formar enquanto pessoa e agente social. “Com o potencial dessa juventude, acreditamos que o projeto irá acrescentar muito no desenvolvimento dos estudantes. É a preparação para os desafios da vida com humanização. Acredito que estamos plantando uma semente importante na história da educação deste estado, com a implantação do tempo integral em escolas regulares.

 
Avanço

 
O Estado do Ceará, por meio da Seduc, tem empreendido esforços significativos no sentido de prover o ensino de qualidade. A organização da escola em tempo integral é uma estratégia defendida por todos que querem que a educação pública proporcione uma formação global e que respeite os potenciais, as diferenças, os direitos de aprendizagem e de desenvolvimento dos estudantes. A aprendizagem cooperativa deve ser o método pedagógico estruturante, tendo o protagonismo estudantil como princípio imperativo.

 
25.01.2016

Bruno Mota
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