Gestantes recebem atendimento em microcefalia no César Cals

6 de março de 2016

Durante consultas no pré-natal, a partir de diagnósticos de microcefalia nos bebês, as gestantes já são encaminhadas para receber atendimento especializado no serviço de medicina fetal do Hospital Geral Dr. César Cals, da rede pública do Governo do Estado do Ceará. O serviço atende todas as segundas-feiras, das 8 às 12 horas. O cuidado especializado é garantido a toda gestante que precisa de tratamento para esses casos, para garantir condições ideais e necessárias para o desenvolvimento de uma gestação segura e amenizar as intercorrências que podem afetar a saúde do bebê, pela gravidade do diagnóstico de microcefalia.

 

“O acolhimento, que é fundamental, e a facilidade de acesso aliados à capacidade técnica do Hospital César Cals são o diferencial para o tratamento da gestante e do recém-nascido com microcefalia”, destaca o médico Manoel Martins Neto, responsável pela medicina fetal no Hospital César Cals. Segundo ele, o Hospital César Cals está preparado para o enfrentamento da doença ao oferecer tudo o que ressalta o protocolo nacional para o atendimento em microcefalia, as informações, orientações técnicas e diretrizes aos profissionais de saúde e equipes de vigilância.

 

Nesses casos, o atendimento está esquematizado da seguinte maneira: as pacientes chegam ao hospital pelo ambulatório de medicina fetal, no prédio anexo do HGCC, que fica localizado na Avenida Imperador, 372, Centro. O acesso é direto. Não há necessidade de passar pelo posto de saúde ou secretaria municipal de saúde. Qualquer gestante, no momento em que for diagnosticada a microcefalia no feto, já pode procurar o serviço. O profissional que fez o diagnóstico, inclusive, já pode orientar as pacientes para que busquem o atendimento especializado no Hospital César Cals, não importa a idade gestacional.

 

Assim que a gestante chega ao hospital, após o acolhimento, ela passa por uma nova avaliação e exame de ultrassonografia para a confirmação do diagnóstico. Essa medida visa proporcionar mais segurança, bem como o direcionamento do tratamento clínico, que se diferencia pela especificidade dos casos. Quando há confirmação da anomalia no feto, outros exames são realizados, como estudo do coração fetal, rastreamento do Zica Vírus, por meio de exames realizados no liquido amniótico, além de outras infecções congênitas, que podem estar relacionadas ao diagnóstico de microcefalia, como herpes, citomegalovírus, entre outras. Todas as amostras para as sorologias e o rastreio são encaminhados para análise no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), também da rede estadual.

 

Com todos os resultados e o diagnóstico confirmado, a gestante passa a ser acompanhada no Hospital Geral Dr. César Cals, com o pré-natal de acordo com a idade gestacional. Nesse acompanhamento, o exame de ultrossonografia é repetido a cada três semanas para acompanhar o desenvolvimento do bebê. Além do acompanhamento, é feita também a notificação do caso pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHUEP), que também passa a acompanhar a gestante e o bebê, após o nascimento. “O núcleo é responsável pela notificação e acompanhamento caso a caso, tanto na gestação, como após o parto”, diz Socorro Cavalcante, coordenadora do NHUEP.

 

Após o nascimento, o recém-nascido é encaminhado aos cuidados neonatais na Unidade de Terapia Intensiva. O tempo de internação depende de cada caso e da maneira como evolui o recém-nascido. Para a condução do tratamento, uma série de exames é realizada para confirmar as condições essenciais, bem como para a liberação da alta neonatal. De acordo com Wilzni Sales Rios, chefe do serviço de neonatologia, a liberação do bebê só se dá quando ele estiver se alimentando diretamente no seio materno, com uma boa sucção e coordenação de deglutição do alimento. Segundo ela, tem-se observado uma disfunção nesse processo.

 

Também são essenciais os resultados dos exames de imagem, como tomografia do crânio, ultrassom transfontanelar, ultrassom abdominal e ecocardiograma; os laboratoriais, como sangue, líquor e urina; e, por fim, os exames oftalmológicos (fundo do olho) e emissões otoacústicas (teste da orelhinha). Após a alta neonatal, os bebês continuam o tratamento no Hospital César Cals, no ambulatório de seguimento de alto risco, e são encaminhado para o Hospital Infantil Albert Sabin, da rede pública estadual de saúde.

 

A microcefalia é uma doença congênita, passada da mãe para o bebê, na qual não há o desenvolvimento adequado do cérebro, em que o perímetro encefálico (PC) é menor que o normal, que é superior a 32 cm. As origens da doença estão ligadas a uma série de fatores de diferentes tipos, como as substâncias químicas, agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação. O desenvolvimento da criança e qualidade de vida melhoram com o tratamento realizado desde os primeiros anos, daí a importância do acompanhamento desde a gestação. O Hospital César Cals já notificou 30 casos de microcefalia, sendo 10 casos notificados em gestantes e 20 notificados em recém-nascidos. Atualmente, sete gestantes estão sendo acompanhadas no ambulatório de medicina fetal do Hospital Geral Dr. César Cals.

 

06.03.2016

 

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