MAIS PAIC incentiva contação de histórias nas salas de aulas cearenses

20 de março de 2016

Somos todos contadores de histórias. A infância consegue capturar contos fabulosos, e com o tempo, vamos conectando fatos, tecendo nossa narrativa cotidiana. Há pessoas que fazem da contação de história uma arte que tem escrita, ilustração e som. “Tengo, telengo, tengo…vamos logo começar. Eu vi um carrapicho chorando sem parar. Chorava porque tinha espinhos, e não conseguia abraçar.” São enredos como esse, da escritora cearense e estudante de odontologia Marília Lopes, que constroem mundos encantados. Por esses e outros motivos, celebra-se no dia 20 de março, o Dia Internacional do Contador de Histórias.

Desta maneira, pensando nas brincadeiras, sonhos e numa melhor formação das crianças e jovens cearenses, a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) ?desenvolve o Eixo de Literatura e Formação do Leitor, do Programa de Aprendizagem na Idade Certa (MAIS PAIC) que tem como objetivo a formação de leitores e a democratização do acesso ao livro e à leitura por meio da aquisição e dinamização de acervos literários nas escolas públicas.

A ação primordial é o Concurso Literário que seleciona autores cearenses, por meio do edital, com a finalidade de resgatar os contos e a cultura nordestina. Os textos são selecionados por escritores e editores contratados pela Seduc, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), no qual são preparados para publicação com ilustrações exclusivas e lançados anualmente na Coleção Paic, Prosa e Poesia.

Atualmente, foram publicados doze coleções, cada uma composta por doze volumes, totalizando  144 títulos de literatura infantil. São distribuídos para todas as turmas da educação infantil e primeiro ano do ensino fundamental da rede pública (04 a 06 anos), ao segundo e terceiro (07 a 08 anos) e do quarto e quinto ano (09 a 10 anos), compondo, assim, os Cantinhos de Leitura das salas de aula que são dinamizados pelos professores, por meio das várias linguagens artísticas.

Os professores participam de oficinas para dinamização dos acervos, discutindo técnicas motivadoras da leitura prazerosa e incentivar as atividades artísticas. “A ação é importante porque ajuda na formação e no desenvolvimento das crianças. Quanto mais cedo o jovem entrar em contato com o livro, mais fácil será para desenvolver as habilidades, as experiências com as emoções cotidianas e as competências a leitura e da escrita”, afirma a coordenadora do Eixo de Literatura e Formação do Leitor, Fabiana Skess.

O Serelepe e o Bem-me-quer

“Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica seu olhar”. É com a citação do poeta paulista, José Paulo Paes, que o professor e escritor cearense, Kelsen Bravos, relembra as  brincadeiras de rua, as passagens secretas e os contos das memórias antigas contado pelos seus avós.

“A importância de ter uma coleção com o propósito editorial da Coleção Paic, Prosa e Poesia reflete muito sobre o sucesso do programa, pois facilita a relação afetiva com o livro, uma vez que sua temática universal é abordada por referências de nossa cultura e identidade. Esse vínculo está no ritmo, no sotaque, no cenário, nos personagens, todos estão no nosso contexto cultural”, observa o escritor Kelsen Bravos.

O menino com sotaques e mugangos cresceu tornando-se consultor e assessor do projeto Eixo de Literatura e Formação do Leitor, e coordenador editorial da Coleção Paic, Prosa e Poesia, em 2007 até 2013. Autor dos O Grão e a Estrela Cadente, Toc teleco teco da vovó, Palavras ao vento, Família Pintassilgo, Serelepe e Bem-me-quer, entre outras literaturas.

20.03.2016

Rosane Gurgel
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