Segurança do paciente: Sesa realiza sobre prevenção de infecção hospitalar

5 de Maio de 2016

A segurança do paciente é essencial para garantir a qualidade do cuidado aos pacientes, acompanhantes, visitantes e aos profissionais de saúde, em particular, nos cuidados com os eventos adversos (incidentes com danos ao paciente). E a higienização das mãos é a principal ação de prevenção a infecções hospitalares. Um ato simples, mas que pode salvar vidas. Nesta quinta-feira (5), Dia Mundial da Higienização das Mãos, a Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Núcleo de Vigilância Sanitária (Nuvis) da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde, realizou o Simpósio de Abertura da Semana de Controle de Infecções Relacionadas à Saúde e Higiene das Mãos, no Hotel Plaza Praia Suítes, em Fortaleza. “A nossa ideia de reunir todos esses profissionais mostra que é possível fazer o nosso trabalho com a rede integrada, com todos os hospitais. Nós esperamos realmente bons resultados desse encontro de capacitação e da troca de experiências”, disse Dolores Fernandes, supervisora do Nuvis.

Durante a solenidade de abertura nesta manhã, o secretário adjunto da Saúde do Estado, Marcos Gadelha, deu posse à Coordenação Estadual de Controle das Infecções e Segurança do Paciente, da Secretaria da Saúde do Estado, formada por profissionais que atuam das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar dos hospitais da rede pública do Governo do Estado. “O resultado do trabalho que queremos é a segurança do paciente. É nossa responsabilidade, da comunidade hospitalar, não causar dano ao paciente, garantir a assistência segura à saúde”, ressaltou o secretário adjunto.

Com a participação de 200 profissionais da saúde, entre coordenadores de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar dos hospitais públicos e privados, profissionais das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs 24h) e centros de hemodiálise da capital, enfermeiros, infectologistas, farmacêuticos e convidados, na programação da manhã houve a conferência sobre a importância da segurança do paciente no contexto da assistência à saúde, desafios e perspectivas, além de uma mesa redonda para debater os desafios da equipe multidisciplinar na prevenção do controle das infecções relacionadas à assistência à saúde e segurança do paciente. “Não existe qualidade hospitalar sem segurança do paciente. É fundamental aumentar as barreiras protetoras e reduzir os fatores de risco”,  disse a conferencista Níobe Furtado, médica do Hospital Geral de Fortaleza, da rede pública do Governo do Estado.

O objetivo do simpósio é atualizar os profissionais e trabalhar estratégias de prevenção e controle da infecção hospitalar. Segundo a coordenadora da Coordenação Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecções, Silvana Lima, a excelência da gestão hospitalar depende 100% do controle das infecções. “A otimização da prevenção das infecções só é possível com o aprimoramento da gestão dos recursos econômicos, humanos, tecnológicos e científicos. Visando à qualificação do cuidado em saúde se faz necessária essa integração entre os gestores do SUS, conselhos e profissionais na área da saúde, as instituições de ensino e pesquisa sobre o tema da segurança do paciente com ênfase na estratégias de prevenção do controle das infecções hospitalares”, declarou.

Higienização das mãos

As infecções relacionadas à assistência à saúde são consideradas como um dos eventos adversos mais frequentes nos serviços de saúde. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde lança a campanha “Veja suas mãos: higiene das mãos garante cirurgia segura”, estimulando a melhoria das práticas de higiene das mãos especialmente nas unidades cirúrgicas (clínicas cirúrgicas, centros cirúrgicos e serviços de cirurgia ambulatorial), visando à prevenção das Infecções do sítio cirúrgico para a segurança do paciente. O termo “higienização das mãos” engloba a higienização simples, a higienização anti-séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos.

A higienização correta das mãos pode salvar muitas vidas. Esse simples ato, seja com água e sabonete ou com produto alcoólico (liquido glicerinado, gel ou espuma), evita a transmissão de microrganismos, protegendo pacientes, familiares, visitantes e profissionais da saúde contra as infecções. A higienização simples e anti-séptica, como também a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos devem ser realizadas por todos, especialmente pelos profissionais que trabalham em serviços de saúde, que mantém contato direto ou indireto com os pacientes e atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e material estéril ou contaminado.

A higienização das mãos deve ser feita, no mínimo, em cinco momentos quando as pessoas ficam mais expostas à contaminação: antes do contato com o pacientes; antes da realização de procedimento asséptico; após a exposição a fluidos corporais; após contato com o paciente; após contato com as áreas próximas ao paciente.

05.05.2016

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