Hospital César Cals orienta sobre o Teste da Orelhinha

22 de junho de 2016

Todo bebê que nasce no Hospital Geral Dr. César Cals, da rede pública do Governo do Estado do Ceará, passa pela avaliação da emissão otoacústica ou Triagem Auditiva Neonatal, mais conhecida como o Teste da Orelhinha, que realiza a medida objetiva da capacidade auditiva do recém-nascido. O exame, que é indolor, rápido e objetivo, avalia a audição do bebê, e consegue detectar se o recém-nascido tem problemas de audição. Com o diagnóstico, é possível iniciar o tratamento precocemente das possíveis alterações auditivas e evitar maiores danos. O exame deve ser feito no primeiro mês de vida do bebê.

 

De acordo com Lara Paola Mourão, fonoaudióloga responsável pela realização dos testes, todos os bebês que nascem na maternidade do HGCC passam pelo exame antes da alta hospitalar. Os que tiveram resultados satisfatórios são liberados, já aqueles que apresentam alguma alteração precisam fazer um acompanhamento mais intensivo e, cujas datas de retorno são marcadas previamente com a alta hospitalar. O acompanhamento é feito até o terceiro mês, conforme os resultados de cada recém-nascido. Se ao final for comprovada alguma alteração, o bebê é referenciado para os serviços especializados com que dispõe de otorrinos, como o Hospital Geral de Fortaleza e o Hospital Infantil Albert Sabin, também da rede pública estadual.

 

“A avaliação é importante porque se o bebê escuta bem, ele desenvolve a linguagem normalmente. Já quando ele não escuta ou apresenta diminuição da audição, ele vai ter um atraso no desenvolvimento da fala”, reforça a fonoaudióloga.  Ela explica que a fala está muito ligada à audição. Daí a necessidade desse acompanhamento ser feito a partir do primeiro mês de vida da criança.  Foi o que aconteceu com José Arthur Neres, prematuro de 29 semanas, que foi trazido pela mãe, Maria Do Socorro Neres Freitas, na manhã de segunda-feira, 20, para mais um retorno de avaliação. Ela conta que o primeiro teste foi realizado quando o filho ainda estava internado na UTI neonatal. Essa já é a terceira vez que ela retorna para fazer o acompanhamento do desenvolvimento auditivo do filho.
 

Nos casos como o de Arthur, a criança precisa retornar por conta dos fatores de risco como a prematuridade, baixo peso, tempo de internação na UTI e uso de medicação, que podem contribuir para a perda auditiva. São nos retornos que são realizados mais dois testes que vão além das emissões otoacústicas, como o Potencial Evocado Auditivo (BERA), que verifica a função do nervo auditivo e determina o nível mínimo de resposta auditiva; e ainda o Emissões Otoacústicas Produto Distorção EOAPD, um teste mais ampliado, com uma maior faixa de abrangência, que vai além do teste incial.  Os resultados do primeiro teste de Arthur foram satisfatórios, mas ele precisou ser acompanhando por conta dos fatores de riscos. De acordo com a fonoaudióloga, pelos últimos resultados, “ele já está mais atento aos sons e já reage bem à voz da mãe”, explica. Ao final, a mãe foi orientada a proporcionar mais estímulos ao filho em casa, como conversar com ele, cantar, entre outros, para melhorar cada vez mais o desenvolvimento auditivo.

 

O Hospital César Cals oferece um serviço completo para a Triagem Auditiva Neonatal para todos os bebês nascidos em sua maternidade. O acompanhamento nos casos necessários vai até o terceiro mês do bebê. Os testes são feitos diariamente. Por mês, é realizada uma média de 350 exames e 120 avaliações de retornos, que acontecem, nas segundas e quartas-feiras. O acompanhamento com as datas de retorno são previamente agendadas com as mães, logo após cada sessão. O Teste da Orelhinha é assegurado pela Lei Federal nº 12.303/2010, que tornou gratuita e obrigatória a realização do exame em todas as maternidades e hospitais.

 

O teste

 

O exame é bem simples: não provoca dor, de rápida execução e realizado enquanto o bebê dorme naturalmente. É utilizado um fone na parte externa da orelha do bebê.  O tempo estimado é entre cinco e dez minutos. Não possui qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê. Ele é baseado na produção de certo estímulo sonoro e na percepção do retorno desse estímulo, ou seja, o eco. Com isso, o registro é feito através do computador, verificando se a cóclea (parte interna da orelha) está normal, ou seja, em funcionamento. Ao final, é emitido um gráfico com o diagnóstico do exame.

 

Assessoria de Comunicação do HGCC
Wescley Jorge
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