Adagri divulga balanço do Programa de Controle da Raiva em Herbívoros

4 de agosto de 2016

Neste primeiro semestre de 2016, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), por meio do Programa de Controle da Raiva em Herbívoros, já realizou 23 ações de vigilância sanitária em municípios do Estado com suspeita de raiva bovina, uma das principais causas de morte entre esses animais. O Programa tem como estratégia contemplar quatro eixos: vigilância epidemiológica, educação sanitária, cadastro de abrigos e controle populacional da espécie Desmodus rotundus. Com isso, o Programa já é considerado referência no Nordeste.

De acordo com a coordenadora do Programa, Avatar Loureiro, das 23 amostras coletadas neste ano,15 foram confirmadas positivas para raiva em herbívoros. A partir desta confirmação, a Coordenação Estadual de Controle da Raiva em Herbívoros, da Adagri, adota estratégias de vigilância ativa com atuação no foco e perifoco; educação sanitária; cadastro de abrigos de morcegos hematófagos e a vacinação dos animais herbívoros, com o objetivo de minimizar os casos de raiva, mantendo a sanidade dos animais e do homem. Avatar ressalta ainda, que após a transmissão, ocorre a replicação viral e a infecção se dissemina alcançando o sistema nervoso central (SNC) e o curso da doença leva em média 3 a 6 dias, podendo se prolongar até 10 dias. O período médio de incubação da enfermidade varia de 60 a 75 dias em bovinos mantidos em condições de campo.

Estratégias

Para manter a sanidade do rebanho de 2.579.000 cabeças, o Programa desenvolve um conjunto de ações. Entre essas ações, Avatar Loureiro destaca a importância da educação sanitária, trabalhada com a comunidade envolvida, através de palestras, com as quais educamos a população, passando informações relacionadas a doença, como sinais clínicos, vacinação, a importância da notificação a Adagri. Para ela, por meio desse conhecimento, o criador tem elementos para identificar os sinais de raiva entre seus animais. “Uma das características desta doença é a alta letalidade, causando prejuízos irreversíveis, e não temos mais como recuperar os animais afetados”, informa Avatar. Contudo, destaca que reconhecer os sinais e acionar imediatamente uns dos escritórios da Adagri, evita um possível surto entre o rebanho.

Sintomas

Entre os primeiros sintomas apresentados pelos bovinos infectados são: isolamento do animal, perda de apetite, inquietação, aumento da sensibilidade. Quando estimulados, os animais apresentam dificuldade em se deslocar, e o andar cambaleante agrava-­se à medida que a doença evolui. Devido à paralisia da mandíbula e dificuldade de deglutição, os animais podem apresentar salivação intensa, aparentando ”‘engasgos’”. Observam-­se tremores musculares, diminuição dos movimentos ruminais, dificuldades de defecção e ocasionalmente os animais podem se apresentar agressivos. Na fase final, o animal permanece em decúbito ventral ou lateral, não consegue levantar­ devido paralisia dos membros, apresentam contrações musculares, opistótono e movimentos de pedalagem. Os bovinos geralmente morrem entre 3 e 6 dias após o início dos sintomas.

Saiba Mais

No Brasil, o morcego hematófago Desmodus rotundus, é a espécie de maior importância na transmissão do vírus da raiva aos herbívoros. O vírus encontra­-se na saliva do animal e, obviamente, é necessário que a saliva tenha contato com a ferida, pois o vírus não atravessa a pele.

Nos casos de suspeita clínica de raiva, deve­-se aguardar a evolução natural do quadro e colher material para análise após a morte do animal. Como os sinais clínicos de suspeita de raiva, são semelhantes a outros distúrbios neurológicos, tais como, intoxicações, botulismo, coccidiose, deve-se realizar diagnóstico laboratorial para confirmação.

04.08.2016

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