Governo do Ceará entrega certificados para jovens do Programa Aprendiz na Escola

20 de dezembro de 2016

A ação promove a inserção no mercado de trabalho de jovens estudantes do ensino médio da rede estadual

Nesta terça-feira (20), a Secretaria da Educação (Seduc) entregou certificados de conclusão de curso a 300 estudantes que participaram do Programa Aprendiz na Escola. A ação promove a inserção no mercado de trabalho de jovens estudantes do ensino médio da rede estadual. A solenidade de entrega dos documentos foi realizada na sede do órgão, e contou com a presença do secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Josbertini Clementino; do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do Ceará (MPT-CE), Antonio de Oliveira Lima; da diretora do Instituto Aliança com o Adolescente, Ilma Oliveira; e da assessora do Gabinete da Seduc, Marisa Aquino.

Antônio Carlos Soares, de 19 anos, foi um dos agraciados com a certificação. O jovem cursa a 3ª série na Escola Dr. César Cals, em Fortaleza, e considera que o programa lhe trouxe benefícios em vários aspectos. “No começo, não pensava que seria tão importante. Mas, pouco tempo depois, comecei a ver que o curso me trouxe muitas vantagens, tanto profissionais como pessoais. Eu era muito tímido, e comecei a ter desenvoltura. A experiência na empresa foi totalmente positiva. Aprendi a lidar com o público e a operar caixa. Consegui quebrar uma barreira pessoal”, esclarece Antônio Carlos.

O programa é desenvolvido em escolas regulares de nove municípios cearenses. Atualmente, são ofertadas 14 turmas para os cursos de Operador de Loja e Varejo e Serviços Administrativos, que compreendem carga horária de 29 horas semanais. O currículo é pensado para proporcionar, além da inserção no mundo do trabalho, uma qualificação profissional.

O secretário de Trabalho e Desenvolvimento Social, Josbertini Clementino, aponta que o Ceará é pioneiro na iniciativa. “Este programa tem a virtude de ir ao encontro de um desejo muito forte da nossa juventude, que é o de estudar e trabalhar ao mesmo tempo. A parceria da STDS é estratégica: a Seduc faz a capacitação, e nós fazemos a integração com as empresas. São ocupações profissionais que colaboram para a sua formação, juntam-se ao currículo escolar e preparam para o futuro”, explica o gestor.

A iniciativa, que começou no ano de 2012 e teve o primeiro ciclo de formação concluído em 2014, já beneficiou mais de dois mil alunos. O jovem se prepara durante os três anos do ensino médio, e na 3ª série, tem a possibilidade de aderir ao programa. Com isso, consegue acesso ao primeiro emprego, aumentando consideravelmente as chances de ingresso no mercado profissional após sair da escola.

A ação foi reconhecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em novembro passado, representantes de 27 países da América Latina e do Caribe tiveram a oportunidade de conhecer a metodologia utilizada, em encontro realizado na Capital cearense.

O procurador-chefe do MPT-CE, Antonio de Oliveira, ressalta o caráter social do programa. “Apoiamos este projeto por entendermos que ele é extremamente importante para a prevenção do trabalho infantil. Traz três garantias básicas: a educação formal, a profissionalização, e a proteção social, com todos os direitos trabalhistas assegurados”, frisa.

O contrato de aprendizagem entre os estudantes e as empresas é assinado por um ano. Aos jovens, são garantidos todos os benefícios previstos pela legislação trabalhista: salário mínimo, férias, décimo terceiro e vale-transporte.

Durante todo o processo, a Seduc acompanha o desenvolvimento dos alunos tanto na escola quanto na empresa, observando notas e frequências. O objetivo é garantir a formação qualificada dos estudantes sem prejudicar a aprendizagem na escola.

Marisa Aquino, assessora do Gabinete da Seduc, salienta que o Governo do Ceará pretende ampliar o programa em 2017. “A previsão é de aumentarmos a quantidade de municípios e de jovens atendidos. Queremos dar visibilidade a este programa. No cenário atual, de desemprego crescente, a importância do Aprendiz na Escola é ainda maior, para a inserção no mundo do trabalho”, destaca.

Metodologia

De acordo com a metodologia do programa, o estudante permanece na escola pela manhã, onde aprende as disciplinas da base comum curricular, e vai para a empresa no período da tarde, a fim de exercitar a parte prática. Em dois dias na semana, o aluno volta à escola no turno da noite, para ter aulas do curso optado. Além disso, independentemente do programa escolhido, todos recebem aulas das matérias de Desenvolvimento Pessoal e Social (DPS) e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

Ilma Oliveira, diretora do Instituto Aliança, defende a forma de estruturação do programa. “Consiste num processo de aprendizagem pelo proprio trabalho, sendo adequado à faixa etária, fazendo a transição para o mercado profissional de forma correta e protegida. É inovador, por articular as duas principais políticas para a juventude, que são a educação e o trabalho”, argumenta.

Para realizar o programa, a Seduc conta com o apoio do Instituto Aliança, que proporciona a formação dos professores; da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado (STDS), que cuida do alinhamento com as empresas; e do Ministério Público do Trabalho (MPT), que junto com a Superintendência Regional do Trabalho (SRT), fiscaliza as empresas parceiras.

20.12.2016

Foto: Ascom / Seduc

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