Atenção e cuidados individuais estimulam amamentação no Hospital César Cals

2 de agosto de 2017 # #

Assessoria de Comunicação do HGCC Wescley Jorge ascom@hgcc.ce.gov.br / 85 3101.5323 Facebook.com/HospitalGeralCesarCals

No Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC) da rede pública do Governo do Ceará, o resultado do compromisso e o envolvimento profissional na busca incessante pela conscientização das mães e pelas doações fazem a diferença. Parte do trabalho do banco de leite humano pode ser percebida pelos indicadores que comprovam a importância das políticas de aleitamento materno, além da alegria da mãe, que alimenta pela primeira vez; no conforto da mulher que consegue amamentar e ver seu filho se desenvolver; no alívio da mãe que esperou para poder ter a chance de amamentar, após dias e até meses de internação do filho, no Centro de Neonatologia; na realização diária de conseguir ordenhar, mesmo que poucas gotas de leite, mas conseguir alimentar o filho recém-nascido e na solidariedade da mãe que doa e ajuda a salvar a vida dos filhos de outras mães.

No banco de leite do HGCC, referência estadual, o apoio e incentivo ao aleitamento materno, a disponibilidade em oferecer às mães todos os meios, as técnicas e toda a atenção fazem a diferença na vida de qualquer mulher que encontra limites e dificuldade para amamentar seus filhos. “Geralmente, as mães com o primeiro filho têm mais dificuldades porque ainda não tiveram a experiência de amamentar”, destaca Cristina Rabelo, enfermeira do banco de leite.

Assim aconteceu com Keiliane Sobrinho, que deu à luz a Maria Quiara, na terça-feira, 25 de julho, após 36 semanas de gestação, na maternidade do Hospital César Cals. Além de ser a primeira filha, Quiara precisou ficar na unidade de médio risco, o que também dificultou a pega do peito na hora de amamentar. “Assim que ela nasceu, foi levada ao médio risco. Quando veio para mim, ela teve muita dificuldade para pegar meu peito”, lembra a mãe. Com os profissionais do banco de leite, ela teve a oportunidade de aprender como estimular a amamentação, por meio de orientações e atenção à necessidade da mãe e do bebê. “Elas me ensinaram a fazer a massagem, a estimular. Ensinaram a segurá-la, a colocar a barriga dela junto da minha, como botar a aureola do meu peito na boca dela, para ela sugar direitinho. No dia seguinte, ela já não dava mais conta do leite. Tive que ir ao banco para ordenhar e doar”, conta feliz Keiliane.

Atendimento especializado

A atuação do banco necessita de profissionais especializados e de um trabalho individualizado com cada mãe. “Cuidamos de mães com fissuras, ingurgitamento, bebês com problemas de pega, posição correta para mamar, entre outras dificuldades”, ressalta Rabelo. Quando elas chegam ao banco, por telefone ou pessoalmente, é feita a acolhida da mãe. Em seguida, elas são cadastradas. As informações são relevantes para o desenvolvimento e aplicação das técnicas. Para que dê tudo certo, um dos passos mais importantes é saber como segurar o filho, além de entender a maneira como ele se comporta. Daí a importância da assistência com o aconselhamento, que favorece a ajuda prática. “Para atuar no banco de leite, a gente passa pelo menos por dois cursos, conforme a recomendação do Ministério da Saúde. No HGCC, nossa equipe conta também com o curso de aconselhamento em aleitamento materno, que permite um atendimento mais especializado”, reforça a enfermeira Cristina.

Foi em busca desse atendimento que, antes mesmo do filho nascer, Cinthia Ferreira, já procurou se preparar para evitar qualquer problema quando chegar a hora de amamentar, já que além de ser necessário é um desejo pessoal. “Sou enfermeira, li vários artigos, procurei me informar, mas nada como a vivência e obter informações certas e especializadas”, destaca a futura mamãe. Com oito meses, a mãe de Benício já se prepara para vivenciar um dos momentos mais significativos da maternidade, que é o de amamentar o filho, o fortalecimento do vínculo.

Para isso, o banco de leite do HGCC tem sido primordial para tirar as dúvidas, informar sobre o aleitamento, esclarecer as questões que envolvem a amamentação e também a doação de leite materno. “A gente passa por um bombardeio de informações da família, de amigos. Mas com o apoio do banco de leite, a gente percebe que o processo é simples. Consegui esclarecer minhas dúvidas”, explica Cinthia. A ansiedade com a chegada do primeiro filho estava causando estresse antes mesmo da hora, principalmente agora que já está tão perto de ele nascer. “Eu vim antes porque sou muito ansiosa. Gosto de me preparar. Agora estou muito mais tranquila”, destaca.

Banco de Leite 24 horas

O banco de leite do HGCC recebe qualquer mãe que necessita de ajuda, assim como as gestantes que buscam informações e orientação. O contato é simples e fácil. Pode ser feito por telefone, por meio do número gratuito 0800 286 5678 ou pessoalmente, na Avenida Imperador, 545, Centro de Fortaleza. O funcionamento é ininterrupto, sendo o único do Ceará a permanecer aberto 24 horas por dia. É por meio desse número que as mães podem conversar também sobre doação de leite e agendar para o hospital ir buscar o leite na casa da doadora. “É bom saber que temos esse lugar para recorrer, se precisar. É bom saber que ele está aberto para todas as mães e gestantes”, declara.

São todas essas ações que permitem o sucesso do aleitamento e da doação de leite materno. Dessa forma, os números, que também são relevantes, justificam o sucesso do banco de leite e a importância da disponibilidade de doar de cada mãe. É a prova da eficácia causada pelo gesto de amor da doação e a valorização de qualquer quantidade de leite, pois ao final do processo, sempre fará a diferença. De janeiro a julho deste ano, 228 mães doaram ao banco de leite. Elas ajudaram 1.457 bebês que estiveram internados na UTI Neonatal. Ao todo, foram mais de 703 litros de leite materno. Para conseguir tudo isso, foram feitas 502 visitas domiciliares e 2.060 atendimentos às mães. E foram quase 442 litros de leite ordenhado no hospital, exclusivo para os bebês internados, levados pelas próprias mães, que participam dos cuidados aos recém-nascidos.