Setembro Verde: HGF sensibiliza famílias sobre doação de órgãos

27 de setembro de 2017 # # # #

Débora Morais - Assessoria de Comunicação do HGF
debora.morais@hgf.ce.gov.br - (85) 3101.7086 / 98726.1212

 

Dizer sim em um momento de profunda dor pela perda de um ente querido pode mudar a vida de muitas famílias. A campanha Setembro Verde, realizada ao longo deste mês, tem o intuito de sensibilizar a população para o ato de amor que é doar. Nesta quarta-feira, 27 de setembro, é comemorado o Dia da Doação de Órgãos,

Na última terça-feira, 26, no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), da rede pública de saúde do Governo do Ceará, a dona de casa Joana D’arc Mendonça da Silva, de 31 anos, superou a dor do falecimento do pai, vítima de um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVC-H), e contribuiu para que outros pacientes sigam lutando pela vida. Após a constatação da morte encefálica, a família logo se dispôs a realizar a doação de órgãos, por ser a favor desse ato de solidariedade.

“Toda a nossa família é doadora de órgãos. Meu pai também estava aguardando um órgão, então, do mesmo jeito que ele esperava receber, nós estamos fazendo essa doação por ele e, principalmente, para fazer uma família feliz”, comenta Joana.

Doação

O HGF mantém posição de destaque em transplante de órgãos no Brasil. Maior centro transplantador da região Nordeste, o Ceará tem papel importante nesse cenário e o hospital desempenha função importante na rede estadual. Desde o início de 2017, até a última terça-feira, 26, o hospital realizou 104 transplantes de rim, 45 de fígado e 275 transplantes de córneas.

A enfermeira e coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HGF (CIHDOTT), Márcia Vitorino, explica como é o trabalho realizado pela equipe dentro da unidade hospitalar: “A equipe da CIHDOTT realiza com todo o cuidado a abordagem e a condução da captação do potencial doador de órgãos, além de uma adequada entrevista com os familiares do paciente. A nossa conduta é fazer um acolhimento humano, aproximando-se da família com respeito e tirando todas as dúvidas possíveis”, esclarece.

O HGF conta com a Comissão que realiza a identificação e notificação de potenciais doadores. Os profissionais que compõe a CIHDOTT realizam o trabalho de acompanhamento do estado clínico do paciente e o amparo aos familiares, para que durante todo o período que o paciente esteja sob os cuidados do hospital seja oferecido um atendimento adequado. A comissão, que faz a entrevista familiar para a doação, é responsável pela identificação e manutenção de potenciais doadores.

O Brasil tem hoje o maior sistema público de transplantes do mundo, no qual cerca de 95% dos procedimentos e cirurgias são feitos com recursos públicos. O Ceará conta hoje com 52 hospitais notificantes e 18 CIHDOTTs. Para ser um doador não precisa deixar mais nada por escrito. Basta avisar a sua família sobre a vontade de doar e ajudar a salvar vidas. No mês de conscientização para a doação de órgãos para transplantes, o Ceará ultrapassou a marca dos mil transplantes no ano, com o total de 1.098 transplantes realizados em 2017.

Uma nova chance

Do outro lado dessa corrente do bem está Maria Lúcia Torreão, de 60 anos, que há oito anos deixou o Maranhão para realizar um transplante no HGF e acabou ficando em Fortaleza. Agradecida, ela conta que o transplante renal foi a melhor coisa que já aconteceu com ela.

“Eu tive que realizar o transplante de rim porque tenho lúpus. Eu tive que aprender a conviver com a doença por quase 20 anos. Até o meu transplante, passei por 22 tentativas, pois meu corpo rejeitava. Hoje, graças a Deus, está tudo certo. Essa foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”, fala a aposentada que participa do projeto Rim Art. A iniciativa é desenvolvida no HGF há 16 anos, através do Centro de Nefrologia.

Por intermédio da arteterapia, o projeto proporciona interação social e melhoria da qualidade de vida do paciente renal atendido na unidade. Uma equipe multidisciplinar desenvolve um acompanhamento humanizado, no qual, o paciente participa ativamente do processo de fabricação e venda dos produtos.

Processo Doação-Transplante

O processo doação-transplante começa com a identificação dos potenciais doadores, segue com a realização dos testes de morte encefálica, com a comunicação de morte aos familiares e com a notificação aos profissionais responsáveis pela procura de doadores (OPO / CIHDOTT), os quais notificam o caso à Central de Transplantes que inicia a logística da doação com a entrevista familiar para autorização da doação. Então é feita a avaliação do potencial doador nos casos de autorização familiar e com os demais procedimentos. Durante todo esse processo, é realizada a manutenção do potencial doador.

A Central de Transplantes realiza a alocação dos órgãos e tecidos, por meio de programa do Ministério da Saúde (Sistema Informatizado de Gerenciamento – SIG), comunica as equipes de remoção, providencia o transporte até o hospital notificante e acompanha o resultado dos transplantes.