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HGF realiza mutirão de cirurgias de adenóide em crianças

30 de julho de 2010 - 13:16

Nove médicos do Serviço de Otorrinolaringologia do HGF vão participar do mutirão de cirurgias que acontece neste sábado, 31 de julho, a partir das 7 e meia da manhã. Serão operadas 15 crianças com idade entre 3 e 10 anos. Outras 15 serão operadas em agosto. Com as duas ações, praticamente zera a fila de cirurgia de adenóide, que é de 32 pacientes. Permanecem na espera de cirurgias de otorrino 321 pacientes que precisam operar amídala ou adenóide e amídala.

 

Adenóide

Se a criança respira pela boca, tem um sono agitado e perde o apetite com freqüência, é bem provável que ela sofra de uma doença que atinge cerca de 15% da população infantil: a adenóide aumentada. Da preocupação dos pais ao diagnóstico do distúrbio, normalmente não se deve perder muito tempo.

 

A indicação de cirurgia só se justifica quando os sintomas causam grande desconforto à criança. Embora a reincidência do distúrbio se dê em uma minoria de casos, a operação, que faz uma raspagem” da adenóide, é mais recomendada entre 3 e 7 anos de idade. Quando a criança chega a ficar alguns segundos sem respirar durante o sono (apnéia noturna), a cirurgia deve ser feita logo. Se o problema não é tão grave, é possível aguardar um pouco, já que a adenóide diminui com o tempo.

 

Memória imunológica

A adenóide, localizada na faringe, é um tecido de defesa que fornece informações para a produção de anticorpos contra microorganismos presentes no ar. As amídalas – cujo aumento exagerado está quase sempre associado ao da adenóide – fazem o mesmo com alguns invasores” presentes nos alimentos. A adenóide grava a memória imunológica que será utilizada para o resto da vida”, diz Ney Penteado de Castro Júnior da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. Pesquisa da Organização Saúde Otorrino, mostra que o aumento de adenóide e amídalas é a quarta doença tratada pela otorrinolaringologia mais freqüente entre crianças. Perde para a rinite alérgica, a otite média (inflamação no ouvido) e a respiração bucal relacionada à má postura.

 

No nascimento, a adenóide está retraída, mas cresce de forma lenta e progressiva até atingir seu ponto máximo, normalmente aos sete anos. A partir dos dez, começa a diminuir e, por volta dos 15, já está novamente retraída. Quando aumenta muito, a adenóide pode inviabilizar a respiração pelo nariz. O ar respirado pela boca é mais frio, seco e impuro. A pessoa fica mais sujeita às infecções respiratórias”, diz Ney Castro Júnior. O especialista esclarece, também, que, dependendo da idade e da duração do problema, podem ocorrer alterações no céu da boca e na arcada dentária.

 

30.07.2010

 

Assessoria de Comunicação do HGF

Gilda Barroso (gilda@hgf.ce.gov.br – 85 3101.7086)