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Fórum debate protagonismo das pessoas com Síndrome de Down

20 de março de 2019 - 11:52 # # # # #

Ascom ESP

O debate acerca da inclusão social e do respeito às diferenças será um dos principais focos do 1º Fórum Temático sobre Síndrome de Down: Em Busca da Equidade Social. O evento, que ocorrerá no próximo dia 21 de março na sede da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), terá como objetivo estimular o desenvolvimento inclusivo e integral das pessoas com Síndrome de Down (SD).

A iniciativa é uma realização da Escola de Saúde Pública, da Secretaria Estadual de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio da Sociedade Cearense de Pediatria, Associação Fortaleza Down e Empoderamento Down. Toda a programação é gratuita e aberta ao público. As atividades iniciarão às 13 horas com atrações culturais e exposições de telas e totens de jovens e adultos com Síndrome de Down, na Praça da ESP/CE. O fórum ocorrerá a partir da realização de oficinas temáticas, cada uma formada por um eixo temático específico. Ao todo serão formados três grupos: um voltado para aspectos da saúde, outro ligado às questões da educação inclusiva e um terceiro relacionado às problemáticas e experiências no trabalho. Ao final, os participantes serão conduzidos ao auditório central para exposição dos resultados dos debates que servirá de base para a redação da Carta de Fortaleza para a Criança com Síndrome de Down.

Maria do Carmo Pinheiro é mãe de uma criança com Síndrome de Down. Atuante nas ações que colocam as questões das pessoas com Síndrome de Down na agenda de debates em Fortaleza, ela irá compor os grupos de trabalho ao longo do fórum. Maria do Carmo destaca a importância da atenção e o acompanhamento das pessoas com SD em diferentes áreas da sociedade como a educação, a saúde e o mercado de trabalho. “Nossos filhos são muito capazes. E nosso intuito é fazer com que a sociedade perceba isso. É empoderar de conhecimento as pessoas com Síndrome de Down, seus familiares e os profissionais que o acompanham”, reforça.

A coordenadora de Políticas e Organização das Redes de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal de Fortaleza, Anamaria Cavalcanti e Silva, ressaltou a relevância do evento dentro do contexto social para reconhecimento das potencialidades de cada pessoa, em suas particularidades e, em específico, às pessoas com SD. “Nós entendemos que a criança e o jovem com Síndrome de Down ainda é muito estigmatizado dentro da sociedade”, ressalta a gestora, destacando que o evento ocorre “dentro de uma ótica de que essa é uma problemática que ultrapassa a linha da saúde e que também está ligada às questões sociais. Nós nos sensibilizamos bastante com essa questão”.

Já para Olívia Bessa, diretora de pós-graduação da Escola de Saúde Pública, cada uma das equipes contará com pessoas-chave e lideranças sociais na intenção de fortalecer o instrumento que será elaborado a partir das discussões e resultados que o fórum trará à sociedade. “Desejamos que as pessoas com SD sejam compreendidas e recepcionadas com o esmero. Apesar de existirem políticas instituídas para este público ainda precisamos definir fluxos de assistência e inclusão em nossa sociedade, por isso temos a equidade social como tema central do evento”, reforça.

Ao fim das atividades, os grupos temáticos apresentarão as proposições e produtos, frutos das discussões realizadas em grupos. A exemplo do que preconiza o Projeto de Lei 0056/2015, a expectativa da equipe organizadora do fórum é que dele surjam efetivas ações e iniciativas que alcancem real impacto para a política de inclusão das pessoas com Síndrome de Down em nossa sociedade, documentado por meio da Carta de Fortaleza para a Criança com Síndrome de Down.

Semana da Síndrome de Down

Instituída pelo projeto de Lei 0056/2015, a Semana da Conscientização da Síndrome de Down visa sensibilizar a população acerca da valorização das pessoas com Síndrome de Down (SD) e sua inclusão na sociedade por meio da produção de cartilhas, palestras e outras ações que atendam as finalidades da presente semana, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Educação.

A Síndrome de Down, chamada de trissomia 21, é uma alteração genética causada por um cromossomo extra no par 21. No mundo inteiro, uma em cada 700 crianças nasce com essa condição. O Brasil possui hoje cerca de 300 mil pessoas com SD. Muitas encontram-se inseridas no mercado de trabalho, estudam e levam uma vida normal. Estima-se que a cada 600 crianças nascidas no país, uma tenha a síndrome.

Após o diagnóstico do bebê, os pais devem buscar o máximo de informações sobre o que é a Síndrome de Down, quais são as suas características, quais são os problemas de saúde que o bebê pode enfrentar e quais são as possibilidades de tratamentos que podem ajudar a promover a autonomia e melhorar a qualidade de vida do filho.

A expectativa de vida de uma pessoa com Síndrome de Down é variável e pode sofrer influências de defeitos congênitos, como cardíacos e respiratórios, por exemplo, e se faz necessário o acompanhamento médico adequado. Antigamente a expectativa de vida não passava dos 40 anos, contudo, com os avanços da Medicina e melhorias nos tratamentos, atualmente uma pessoa com Síndrome de Down pode ultrapassar os 70 anos de idade.

Serviço

Fórum Síndrome de Down
Dia: 21 de março (quinta-feira)
Horário: 13 às 16h30
Local: Auditório Central da Escola de Saúde Pública do Ceará
Endereço: Av. Antônio Justa, 3161 – Meireles