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Big Data da Segurança Pública, Spia e videomonitoramento da SSPDS são utilizados na elucidação de crime em Fortaleza

13 de dezembro de 2019 - 09:39 # # #

Ascom SSPDS - Texto e Fotos

Diariamente, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) divulga informações sobre como a tecnologia vem se tornando uma forte aliada na elucidação de crimes em território cearense. Isso vai desde a detecção de um carro roubado por meio da inteligência artificial do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) até o reconhecimento facial, que hoje é utilizado pelos agentes de segurança nas ruas da Capital. Um dos casos mais recentes foi a utilização do Big Data da Segurança Pública “Odin” e o seu painel analítico “Cerebrum”, na investigação de um latrocínio ocorrido na semana passada, no bairro Conjunto Esperança – Área Integrada de Segurança 9 (AIS 9) de Fortaleza.

A ferramenta, que foi desenvolvida pela SSPDS em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), permite, entre outras coisas, realizar uma análise profunda de dados e sinais, sendo possível estratificar, com alta precisão, os crimes, bem como encontrar padrões que possam levar a predições. O “Odin” foi utilizado durante as apurações realizadas pelo 19° Distrito Policial (DP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) acerca do roubo que resultou na morte de Clairton Freitas da Costa (37), no dia 4 de dezembro deste ano.

Na ocasião, a vítima estava em seu automóvel quando foi abordado por Adriano Santos de Oliveira (18), sem antecedentes criminais, e um adolescente de 17 anos. Os suspeitos tentaram roubar o veículo de Clairton, que reagiu e foi atingido por disparos de arma de fogo. No local, a motocicleta usada pelos criminosos foi abandonada e depois apreendida pela Polícia. Com o objetivo de despistar qualquer suspeita, Adriano compareceu à delegacia distrital, logo após o crime e registrou um Boletim de Ocorrência (BO) alegando que a moto havia sido roubada.

Foi então que os policiais civis pesquisaram o nome do suspeito no Big Data, que é alimentado por mais de 100 sistemas dos órgãos de Segurança Pública do Estado e de instituições parceiras. Com isso, a Polícia Civil chegou a todas as informações pertinentes a Adriano, inclusive que o seu irmão se encontra, atualmente, em uma unidade prisional do Estado, onde responde por roubo. Ainda conforme os resultados apresentados pelo “Odin”, havia registros de visitas ao Sistema Prisional realizadas por Adriano.

“O Big Data traça uma rede criminosa, ou seja, ele busca tudo em relação àquele indivíduo, que possa remeter a qualquer relação com o crime. Por exemplo, se eu coloco o nome de uma pessoa, eu consigo visualizar os seus antecedentes e se ela possui algum parente que já responde a algum processo, ou se ela já tem algum BO (Boletim de Ocorrência), denúncia ou participação em algum caso como testemunha”, explica Aloísio Lira, superintendente de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).

Com os indícios de que se tratava de um álibi, a Polícia Civil seguiu investigando e, mais uma vez, contou com o apoio de outras duas ferramentas tecnológicas da SSPDS: o Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) e as câmeras de videomonitoramento da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). “Ele (Adriano) informou onde havia sido roubado e, a partir daí, foram utilizadas outras pesquisas, como o Spia e o videomonitoramento da Ciops. Então, confrontamos todas as informações, e o suspeito não sustentou a versão”, explicou o delegado Paulo Félix, titular do 19° Distrito Policial.

Celeridade e economia de tempo

O trabalho realizado pelo ser humano e pelas ferramentas tecnológicas, nesse contexto, se enquadra na visão de futuro denominada “Segurança Pública 4.0”, que possui pontos em comum com a “Indústria 4.0”, em que toda atividade de suporte à ação policial funciona como uma simbiose de processos aplicados ao contexto da Segurança Pública, na busca pela industrialização de modelos de resposta baseados em dados e informações.

Ou seja, toda a análise de tomada de decisão baseada em dados é feita de forma automática e em tempo real, permitindo ao policial se concentrar nos procedimentos de abordagem e segurança, dando maior celeridade nos processos e economia de tempo. Essa é uma das semelhanças com os processos industriais. A exemplo disso está o tempo levado pela Polícia Civil na elucidação do crime, que ocorreu pela manhã. Na tarde do mesmo dia, os suspeitos já estavam preso e apreendido.

“Essa ferramenta ajuda no tratamento dos dados, possibilitando que as informações cheguem em tempo real para o policial, permitindo que ele tome as melhores decisões. Quando isso parte para investigação, o Big Data trata, automaticamente, dados que até então o policial, delegado ou agente de inteligência tinha que enviar ofícios ou visitar os órgãos para solicitar, levando até dez dias para coletar dados. E hoje ele consegue com um único clique”, ressaltou Aloísio Lira.