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Obras de modernização da estrutura do Museu da Imagem e do Som estão na reta final

18 de agosto de 2020 - 12:43 # # # # # # #

Jóslen Herbster - Ascom SOP - Texto
Tatiana Fortes - Fotos

Localizado próximo ao conjunto de prédios que integram a sede do Governo do Ceará, em Fortaleza, o Museu da Imagem e do Som (MIS) está na reta final das obras de modernização para receber o público com mais conforto. São quase R$ 16,8 milhões investidos para o empreendimento, que compõe a rede de equipamentos da Secretaria da Cultura (Secult). Os trabalhos de reforma e ampliação do MIS são executados sob supervisão da Superintendência de Obras Públicas (SOP).

O equipamento está com 85% de apronto, e os serviços se concentram na instalação e testagem da rede elétrica, fixação do piso externo, pintura e acabamentos finais. “A obra do MIS é uma ação estratégica do governo estadual, por meio da Secretaria da Cultura, que reúne preservação e modernização em um único investimento. Com a obra pronta, o Ceará terá um dos museus mais modernos e bem equipados do Brasil e integrado ao complexo do Palácio da Abolição”, projeta Fabiano Piúba, titular da Secult.

Em 2.700 m², o MIS apresenta dois espaços principais: a casa, destinada à administração e pequenas exposições, e um bloco maior, multifuncional, voltado para exposições de longa duração e eventos, onde está a maioria das novas estruturas. É o chamado Novo MIS.

Segundo o diretor de Obras Especiais da SOP, Silvio Campos, esse bloco multifuncional será ainda climatizado e terá um elevador instalado. “Enquanto na casa todos os espaços foram recuperados e estão prontos pra receber de volta parte do acervo, o novo prédio de cinco pavimentos receberá equipamentos adquiridos pela Secult, que são os aparelhos de ar-condicionado e um elevador monta-carga para o transporte seguro das peças do museu”, explica.

Ao todo, o projeto do museu conta com diversos ambientes para acomodar o acervo audiovisual que retrata a história cearense, além das áreas de vivência e técnica, como: estúdios para edição de vídeo e gravação de som, sala de triagem e revisão de filmes, salas de projeção, locais para exposição e atividades culturais, laboratórios de conservação, digitalização e fotografia, auditório, biblioteca, café e pátio externo.

“A Casa, que foi tombada como Patrimônio Cultural e Histórico, passou por uma reforma e restauração que realça seus aspectos arquitetônicos, dando-lhe condições mais adequadas para receber exposições, mas terá o funcionamento da área administrativa. Tão relevante quanto este restauro é a construção do Novo MIS, um equipamento extremamente moderno em sua concepção arquitetônica, mas também funcional, estética, conceitual e em sua gestão vinculada às políticas de patrimônio cultural, acervo e memória. O Novo MIS será um espaço com condições para um programa arrojado de exposições, formação, pesquisa, conhecimento e com a salvaguarda de seu acervo”, define Fabiano Piúba.

Inaugurado em 1980, o MIS possui hoje um acervo de mais de 160 mil itens, entre discos, fotos, filmes, VHS, DVDs, guardando ainda aparelhos antigos como televisores, monóculos, máquinas fotográficas e uma variedade de registros preciosos da história cearense, cultura popular, teatro, artesanato, cinema e música. Originalmente, o espaço foi residência de propriedade do ex-senador Fausto Augusto Borges Cabral, nos anos 1950, passando a ser residência oficial do Governo do Estado em 1963, e, posteriormente, local onde funcionava o Museu Antropológico do Ceará.

“O MIS, como museu público, pertence à comunidade e é ela que dará apoio contínuo, se fizer parte do processo. É preciso ter sempre em mente que esses museus não têm fins lucrativos; são participativos, transparentes e trabalham em parceria ativa com grupos diversos para coletar, preservar, pesquisar, interpretar, exibir e aprimorar entendimentos do mundo, com o objetivo de contribuir para a dignidade humana, justiça social, bem-estar e igualdade global”, propõe Silas de Paula, diretor do MIS.

“Para a reinauguração propusemos o conceito de Simpoiesis (que significa ‘fazer com’, ‘juntos’) como categoria máxima do processo: nada se faz por si, essa é a implicação radical do conceito. É uma palavra apropriada para sistemas históricos complexos, dinâmicos, sensíveis e situados para olharmos o passado, tendo em vista o futuro para trabalhar o presente”, conclui o diretor do MIS.