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Serviço de Verificação de Óbitos realiza autópsia minimamente invasiva, técnica inédita no Ceará

28 de janeiro de 2021 - 16:35 # # # # #

Suzana Mont'Alverne - Ascom Sesa Texto
Luciano Pamplona/UFC Foto


O Ceará passa a ser o segundo estado a utilizar a técnica no Brasil, além de São Paulo

O Serviço de Verificação de Óbitos Dr. Rocha Furtado (SVO), da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), realizou a primeira Autópsia Minimamente Invasiva (AMI). O procedimento é feito com pequenas incisões na pele para se ter acesso a órgãos e tecidos, possibilitando mais segurança aos profissionais, que terão menos contato com os corpos. A metodologia também permite o armazenamento de amostras para pesquisa. O Ceará passa a ser o segundo estado a utilizar a técnica no Brasil, além de São Paulo.

“Através de agulhas que chegam aos órgãos-alvo, se estuda o material, com amostras bem menores, sem precisar abrir o corpo”, explica Débora Nunes de Melo, patologista e diretora do SVO. A médica afirma que o procedimento oferece mais segurança. “Nesse tempo de pandemia pela Covid-19, a metodologia traz uma segurança muito maior para os profissionais porque não gera partículas aerossóis que são contaminantes, tanto para Covid-19 quanto para outras doenças”, continua.

A validação da técnica pode ampliar o serviço em outras regiões do País, mesmo que não possuam uma sala de necropsia, e a adesão de familiares, já que não há abertura do corpo. “Com o uso da técnica, nós queremos aumentar a adesão das famílias para permissão da realização de autópsias”, ressalta a patologista.

No Ceará, a técnica pode ser legitimada devido ao interesse do Ministério da Saúde pelo projeto “Validação da técnica de autopsia Minimamente Invasiva para Ampliação da Sensibilidade da Vigilância de Óbitos por Arboviroses no Ceará”, coordenado pelo professor e pesquisador Luciano Pamplona, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). As médicas Tania Mara Coelho, infectologista no Hospital São José (HSJ), e Deborah Nunes serão as responsáveis pela coordenação do procedimento no Estado.

“As autópsias melhorarão a sensibilidade do Sistema de Saúde para o diagnóstico de arboviroses. O Ceará funcionará como um polo de referência regional para o treinamento da AMI”, enfatiza o professor.