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Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra estelionatários em Itapipoca

7 de maio de 2021 - 16:13 # # # # # #

Ascom PCCE - Texto e Fotos

Dando continuidade aos trabalhos investigativos para desarticular um grupo criminoso envolvido em crimes de estelionato, falsa identidade, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) deflagrou, nessa quinta-feira (6), a 2ª fase da “Operação Fragmentados”. A ação ocorreu na cidade de Itapipoca, na Área Integrada de Segurança 17 (AIS 17) do Estado. Um homem foi preso, um posto de combustível e uma fazenda foram sequestrados, além das apreensões de um veículo Hilux, diversos documentos falsificados utilizados nos estelionatos e a quantia de R$ 40 mil.

No total, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão e o sequestro de bens. Todo o material apreendido e sequestrado foi avaliado em R$ 2,6 milhões. O homem preso trata-se de Luís Teixeira de Sousa (45), o “Pinto”, já condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele é o proprietário dos bens sequestrados e também é investigado pelos crimes de falsificação de documento público, estelionato e lavagem de dinheiro.

Ação anterior

primeira fase da “Fragmentados” ocorreu no dia 23 de março deste ano, após uma investigação realizada durante seis meses que apontou que os alvos teriam movimentado cerca de R$ 35 milhões. As investigações iniciaram a partir das apurações do crime de lavagem de dinheiro do grupo. Na primeira fase, foram cumpridos 81 mandados judiciais, sendo eles de busca e apreensão, prisão preventiva e de sequestro de bens. Durante a ofensiva policial, foram apreendidas seis armas de fogo, mais de R$ 50 mil reais, jóias, centenas de cartões bancários, onze carros de luxo, uma motocicleta, além de 23 imóveis sequestrados e bloqueio de contas bancárias dos alvos investigados.

A ação criminosa consistia na conversão de recursos financeiros oriundos do estelionato, que gerava lucros e era convertido em patrimônio. O patrimônio, como apontam os levantamentos policiais, era registrado em nome de “laranja”, sendo esta a forma de ocultação dos bens, ou seja, tentando tornar o que era ilícito em bens lícitos, configurando assim o crime de lavagem de dinheiro. Ainda conforme as investigações, os crimes eram cometidos contra instituições financeiras mediante a abertura de contas fraudulentas com a utilização de documentos falsificados.