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Dia da Assistente Social: “Nosso compromisso é pela garantia de direitos”

14 de maio de 2021 - 09:58 # # # # # # #

Sheyla Castelo Branco - Ascom SPS - Texto

Assistência social e garantia de direitos. Essa é uma tradução simples das atividades da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos, mas fala de um trabalho difícil e doloroso. Para desempenhar essa missão, a SPS conta com uma categoria fundamental: as assistentes sociais. Em sua maioria mulheres, elas são militantes incansáveis pela defesa de direitos, no combate aos preconceitos e discriminações, e na construção da justiça social.

Neste 15 de maio, a SPS conta como algumas dessas profissionais que atuam nas diversas políticas da pasta estão lidando com os desafios de uma pandemia que já dura mais de um ano.

A trajetória de Cristina Canabrava e Verônica Maciel se confunde com a história da assistência social no Ceará. Atuantes há mais de 30 anos na área, elas já vivenciaram diversas políticas públicas e foi na lida com as comunidades que aprenderam o real significado da profissão.

Formada em Geografia e Assistência Social, Cristina costuma dizer que é uma geógrafa social e que seu trabalho é sua missão de vida. Na pandemia, ela foi uma das profissionais à frente das distribuições do benefício do Vale Gás Social, que, desde o ano passado, já beneficiou mais de 500 mil famílias cearenses. Agora, ela está na linha de frente do Auxílio Cesta Básica, que beneficiará 150 mil profissionais. “Ano passado foi muito difícil para todos nós. Tivemos que aprender a conviver com o medo constante de pegar a doença ou transmiti-la. Isso não conseguiu me paralisar, porque eu sabia que tinha gente precisando de mim e esse sentimento era mais forte ”, conta Cristina, que enfrentou perdas e vivenciou o luto da Covid.

Verônica Maciel também enfrentou muitos desafios na pandemia. Como coordenadora da Célula de Programas e Projetos da SPS, ela buscou estar perto do público das unidades, em geral crianças e adolescentes vulneráveis, mesmo em tempos de isolamento. “O nosso maior desafio foi descobrir como manter esse vínculo com os nossos meninos. Nos reinventamos para motivar os alunos a seguirem com as atividades”, explica. Ela acredita que o atendimento às famílias nos equipamentos sociais é uma aposta no desenvolvimento social. “Quando me tornei assistente social, minha primeira experiência foi junto às comunidades e sei o quanto esse trabalho faz a diferença para as famílias, contemplando não só crianças e adolescentes, mas também pais e avós”, pontua.

A titular da SPS, Socorro França, observa que as assistentes sociais têm sido profissionais incansáveis nesse período de tanta vulnerabilidade. “Quando tantos direitos têm sido violados, contar com essas mulheres é fundamental. São profissionais determinadas, incansáveis, que sabem a importância de olhar para o outro. Hoje, meu sentimento é de gratidão por poder contar essa categoria”, afirma.

Na outra ponta, atendendo casos de violência doméstica na Casa da Mulher Brasileira, a assistente social Joselene Andrade conta ter descoberto o Serviço Social um pouco mais tarde. “Eu demorei para entrar na profissão, mas quando comecei a atender no Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (Ceram) percebi que tinha encontrado minha vocação. Tenho aprendido muito, todos os dias, com as mulheres com quem converso e encaminho para o atendimento da Casa”, conta. E continua: “Atender nosso público por telefone foi desafiador, mas conseguimos ultrapassar essa barreira e trazê-las para perto, porque apostamos na conversa que acolhe e isso muda tudo para quem precisa de ajuda”.

Atuante no Centro de Referência de Direitos Humanos (CRDH), Ana Paula iniciou sua trajetória dentro de sua comunidade, no Tancredo Neves. “A escolha pelo Serviço Social surgiu quando atuei como mediadora de conflitos na minha comunidade. Despertou em mim o desejo de ajudar outras pessoas a terem acesso aos seus direitos”, explica Ana Paula, que atua acolhendo de forma especializada e humanizada pessoas que sofreram algum tipo de violência religiosa ou pela cor da pele. “Fico muito grata de poder ajudar pessoas que sofrem com essas violações e a entenderem que elas têm direito ao reconhecimento como vítima e a receberem apoio para se fortalecerem no enfrentamento à violência vivenciada”, conta.

O secretário-executivo da Proteção Social da SPS, Francisco Ibiapina, ressalta que esta é uma data para lembrar da profissão que significa abdicação de si pelo outro. “Na assistência social eu convivo e aprendo diariamente com quem, muitas vezes, colocam as próprias famílias em segundo plano para atender a população cearense. Homens e mulheres que se doam integralmente pela causa social. Eles são o abraço que acolhe, a voz do outro lado da linha que conforta e mostra um caminho. Hoje eu só tenho muito a agradecer pelo empenho e dedicação de todos que fazem essa grande rede socioassistencial do Ceará funcionar com eficiência”, frisa.

As assistentes sociais e técnicas de referência da SPS, Adélia Sarde e Cibelle Silva têm na profissão uma inspiração para transformar o mundo. Além de técnica de referência das Residências Inclusivas, Cibelle é professora universitária e fala da importância do Serviço Social. “Todo assistente social é resiliente por natureza e essa vontade de ajudar a quem precisa está no nosso DNA, eu sempre tento passar isso aos meus alunos de que nós precisamos estudar diariamente o nosso tema e as políticas na qual estamos inseridos, seja na área da saúde, previdência, terceiro setor. Nosso compromisso é pela garantia de direitos e para possibilitar que as políticas públicas cheguem para todos. Foi para isso que eu me tornei assistente social”, pontua Cibelle Silva.

Para a técnica de referência dos idosos, Adélia Sarde, a pandemia lançou uma lupa sobre as mazelas sociais e nos mostrou o quanto a população em situação de vulnerabilidade é mais fragilizada nessas situações extremas. “Eu tenho muito orgulho de estar atuando nesta política para garantir que os idosos abrigados no Estado tenham seus direitos garantidos. É desafiante acompanhar e cuidar de todos os abrigados, que mesmo vacinados, acabam sendo um público mais frágil, mas é também muito gratificante ver que o nosso trabalho vem preservando muitas vidas em todo o Ceará”, conclui a assistente social.