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Obstetra ressalta importância de vacinas durante gestação e puerpério; veja contraindicações

12 de julho de 2021 - 15:22 # # # # # # # #

Diana Vasconcelos - Ascom Sesa - Texto e Foto

Todos os imunizantes devem ser aplicados sob orientação de profissional de saúde durante o pré-natal

Vacinação faz parte da medicina preventiva. Por este motivo, além das doses para combater a Covid-19, é recomendado que gestantes recebam uma série de imunizantes durante a gravidez e o puerpério. “O objetivo é evitar aquela mortalidade perinatal, que ocorre no primeiro ano de vida da criança”, explica o ginecologista e obstetra Francisco Nogueira Chaves, que coordena a Maternidade do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA), da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa).

O especialista afirma que, durante a gestação, as futuras mamães devem ser imunizadas contra coqueluche, difteria , tétano, além da gripe. Caso a gestante não seja vacinada contra hepatite B, ela também pode receber as três doses recomendadas contra a doença, inclusive durante o período de amamentação. Todas devem ser feitas sob orientação durante o pré-natal. “Inclusive a vacina da Covid-19 já é indicada para as grávidas; elas não devem deixar de tomar”, indica Chaves.

Covid-19

Segundo pesquisa recente divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), em 2019 a cobertura vacinal de gestantes chegava a 70% em todo o Brasil. Mas em 2020, quando a pandemia teve seu primeiro momento agudo no País, esse percentual caiu para 53%. No Ceará, a queda foi de quase 24 pontos percentuais – passando de 72% para 48,04%, no ano passado. “Por causa da Covid-19, existe um medo muito grande de procurar assistência e o pré-natal, inclusive. Mas o risco justifica que ela vá ao posto, que ela faça o pré-natal e, principalmente, a vacinação”, orienta o médico.

“Nesse último ano de 2020, houve uma queda significativa na vacinação. Quando se fala em coqueluche e tétano, falamos também daquelas que são uma importante causa de mortalidade do bebê. A mãe precisa fazer sua vacinação para evitar todas essas patologias que são frequentes e podem ser causa de perdas fetais”, diz.

A autônoma Adriana de Carvalho Pereira, moradora de Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi informada ainda no início da gravidez da necessidade das vacinas e garante que aplicou todas. “Tomei quatro vacinas (gripe, dTpa, coronavírus e hepatite), não tive receio. Eu quis receber porque sei que quanto mais a gente tomar, menos riscos correremos no futuro”, pontua Adriana, que teve seu primeiro bebê no HMJMA no último dia 7. “Fiz para proteger a ele e a mim”.

Já Francineide Gonzaga da Silva, de 36 anos, teve outras gestações antes do nascimento da pequena Ana, na quinta-feira (8). Por este motivo, não precisou receber, por exemplo, a vacina contra hepatite. Mas seguiu todas as orientações feitas no pré-natal. “Eu já sabia. Aprendi na primeira gestação. Sempre tomei as vacinas direitinho”, celebra ela, com a filha nos braços.

 

Ouça

Sobre o assunto fala o ginecologista e obstetra Francisco Nogueira Chaves, que coordena a Maternidade do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA), da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa). Ele alerta para a importância da vacinação na gestação e nos primeiros meses de vida da criança.

O doutor Francisco Nogueira Chaves fala das doenças que esta vacinação evita e qual o período em que cada dose deve ser aplicada.

Francisco Nogueira falou de outras doenças que devem ser aplicadas durante a gravidez ou durante o período de puerpério.