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Apoio, conhecimento e amor: três fatores que contribuem para o aleitamento materno

20 de agosto de 2021 - 13:49 # # # # # #

Wescley Jorge - Ascom HGCC - Texto
Thiago Freitas - Fotos

Yasmin Keury vai ao Banco de Leite Humano do Hospital Geral Dr. César Cals duas vezes por dia para alimentar o filho que está internado

Não importa o dia, o horário, o cansaço. Isso não é nada diante das conquistas diárias testemunhadas por Yasmin Keury da Silva Pereira, de 25 anos, moradora do bairro Bela Vista, em Fortaleza. Diariamente, duas vezes por dia, ela vem ao Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), para alimentar o filho. No Banco de Leite Humano da unidade, referência estadual, ela faz a retirada do leite que alimentará o pequeno Pedro Lucas, internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin).

“É difícil, é complicado, mas o que me motiva é saber que o meu leite tem todos os nutrientes de que meu filho precisa. É tanto que ele nasceu com 25 semanas e três dias e já vai fazer dois meses que ele está na UTI, sem nenhuma intercorrência. Então, assim, agradeço primeiramente a Deus, segundo, ao meu leite materno. Isso que me motiva cada vez mais”, conta Yasmin. “Quando dá preguiça, cansaço, eu penso nisso e corro pra cá”, continua a jovem, pronta para fazer a ordenha no Banco de Leite do hospital.

Respirando sem ajuda de aparelhos, Pedro Lucas está bem, ganhando peso e, em breve, será transferido para a Unidade de Cuidado Intermediário Canguru (Ucinca). Lá, a mãe do bebê vai participar ativamente dos cuidados do filho até o dia de ir para casa.

No BLH, mãe faz a ordenha do leite que será encaminhado à UTI Neonatal

Yasmin destaca a importância do leite humano e incentiva outras mães sobre o aleitamento materno. “O mesmo efeito que meu leite tem é o que todos têm. Não tem diferença de cor. O povo diz que, quando o leite sai mais branco, é mais fraco. Todos são nutridos. As mães não podem mais perder tempo de jeito nenhum. Não têm que olhar para as dificuldades, e sim para a superação, para a vitória. E vir correndo deixar o leitinho do seu filho”, ensina.

A enfermeira do Banco de Leite, Cristina Rabelo, é testemunha do empenho da jovem. Ela reconhece a força, a determinação e diz que três coisas definem bem a atitude da mãe: “apoio, conhecimento e amor”. Para a profissional de saúde, esses três pontos são essenciais no processo de amamentar. “Eu acho que ela tem um amor incondicional pelo filho. Esse amor move essa vontade de vir tirar leite para ele. E ela conhece a importância do leite para o filho. Além do apoio que ela recebe aqui. Ela é a dona do pedaço”, brinca.

BLH do HGCC funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana

Para outras mães que estão amamentando e têm excesso de leite, Yasmin tem um recado. “Eu gostaria de dizer (para as doadoras) a mesma coisa que eu digo para as minhas colegas: se tiver leite sobrando, que venha doar. Pra gente é apenas leite, mas para o bebê faz toda diferença na vida”, ressalta.

O leite doado proporciona aos bebês internados a chance de se desenvolver mais rapidamente e com saúde, ficando protegidos contra infecções, diarreias e alergias, por exemplo. “Os recém-nascidos que recebem o leite vão ter acesso a todos os nutrientes e benefícios”, afirma Rejane Santana, coordenadora do BLH do HGCC.

Serviço

O Banco de Leite Humano do HGCC funciona 24 horas, todos os dias da semana. O atendimento pode ser presencial, na avenida Imperador, 545, Centro – Fortaleza; por telefone, por meio dos números 0800 286 5678 ou (85) 3101-7821, ou pelo WhatsApp (85 8819-9912).