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Mulheres indígenas falam sobre avanços e desafios na luta pelo território

3 de setembro de 2021 - 16:21 # # # # # #

Ascom SPS

Em meio ao debate sobre o Marco Temporal, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial (Ceppir) da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS) convidou mulheres indígenas de diferentes etnias para participarem da live “A Força da Mulher Indígena na Luta pelo Território. Avanços e Desafios: O Ceará Indígena que Queremos”, que será transmitida na próxima segunda-feira (6), às 15h, no canal SPSCeará no YouTube. A live faz alusão ao Dia Internacional da Mulher Indígena, celebrado a cada dia 5 de setembro.

Estarão presentes na live, a coordenadora especial de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial da SPS, Martír Silva; a coordenadora da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará e assistente técnica da Ceppir, Ceiça Pitaguary; a liderança Tabajara Luíza Canuto; a liderança do povo Tremembé da Barra do Mundaú Adriana Tremembé, e Marciane Tapeba, da Articulação das Mulheres Indígenas no Ceará (AMICE).

Ceiça Pitaguary lembra que este é um momento importante para mostrar o trabalho que as cacicas, pajés, professoras, parteiras, rezadeiras e agentes de saúde vêm desenvolvendo dentro dos territórios. “Sabemos que o trabalho de organização das mulheres indígenas é essencial para o movimento indígena como um todo. Basta entrar em um dos nossos territórios para perceber que toda a organização política e das próprias aldeias passa sempre por elas. Somos nós, mulheres indígenas, que estamos à frente da salvaguarda da memória e da história dos nossos povos e seguimos juntas para projetar o Ceará indígena que queremos para esta e para as gerações que ainda virão”, pontua a liderança indígena.

“Com esta programação nós estamos dando continuidade às diversas atividades que iniciamos no mês de agosto, que é marcado pela presença, cultura e luta indígena. A live será um momento para ouvirmos estas lideranças indígenas que têm se mobilizado junto ao seu povo na defesa e preservação de sua cultura, costumes e territórios”, destaca Martír Silva, que ainda convida toda a sociedade civil a participar da transmissão.

“Não podemos esquecer que está sendo votada a proposta do Marco temporal, e que isso diz respeito a todos nós enquanto sociedade que promove e acredita nos direitos humanos. Nossa luta segue sendo para construir um mundo com mais igualdade e justiça social. Este é a hora de apertarmos as mãos e lutarmos todos juntos pelos direitos dos povos originários”, complementa a coordenadora.

Dia de Luta, Dia da Mulher Indígena

O Dia Internacional da Mulher Indígena é celebrado desde 5 de setembro de 1983, para guardar na memória coletiva a luta das mulheres indígenas pela sobrevivência. É uma homenagem a Bartolina Sisa, mulher quéchua que foi esquartejada durante a rebelião anticolonial de Túpaj Katari, no Alto Peru. A ONU Mulheres marcou a data reafirmando o apoio às mulheres indígenas na busca por justiça e em defesa dos direitos individuais e coletivos.

Povos indígenas do Ceará

Anacé, Gavião, Jenipapo-Kanindé, Kalabaça, Kanindé, Kariri, Pitaguary, Potiguara, Tapeba, Tabajara,Tapuia-Kariri, Tremembé,Tubiba-Tapuia,Tupinambá e Karão.

Segundo a ONU, existem cerca de 370 milhões de indígenas em 90 países, o que representa em torno de 5% da população mundial. Trata-se de mais de 5 mil grupos diferentes que falam aproximadamente 7 mil línguas.