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Time de Resposta Rápida é implantado no HRSC para intensificar o combate à sepse

13 de setembro de 2021 - 16:21 # # # # # #

Isabelle Azevedo - Ascom HRSC - Texto e foto

Equipe acompanha em tempo real as demandas que surgem com a abertura do protocolo sepse, que reúne medidas criadas para avaliar e combater os casos de infecção

A sepse é definida como um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção, seja ela causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. No Brasil, ela é uma das principais causas de mortes em hospitais, representando cerca de 65% dos casos. Para intensificar o combate à sepse, o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) gerida pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), implementou o Time de Resposta Rápida (TRR) no último mês de agosto.

O TRR faz parte de um sistema de atendimento intra-hospitalar criado para agir rapidamente em casos clínicos. No HRSC, ele é composto por um profissional médico e por uma técnica de Enfermagem, com apoio do Núcleo de Atendimento ao Cliente (NAC). A equipe acompanha em tempo real as demandas que surgem com a abertura do protocolo sepse, que reúne medidas criadas para avaliar e combater os casos de infecção.

“Quando é aberto um protocolo sepse pela equipe assistencial, o NAC é acionado e, imediatamente, o médico do TRR e a técnica do TRR também ficam sabendo dessa abertura. O médico vai ter o papel de monitorar se o médico assistente pediu os exames corretos, se fez as condutas corretamente. Ele tem também um papel de cobrar a reavaliação do paciente três horas após o protocolo sepse ter sido aberto. Se caso o médico assistente não fizer, tiver em alguma intercorrência, ele mesmo pode fazer. Então, é basicamente garantir que o protocolo sepse seja cumprido direitinho”, explica o médico do TRR André de Góis Rocha.

A técnica de Enfermagem Nayane Ferreira detalha também que é realizada uma busca ativa nas unidades por meio da interação com as equipes. “Usamos diariamente a avaliação do escore de deterioração precoce. A Enfermagem tem um papel importante na abertura do protocolo, pois, na maioria das vezes, os sinais de sepse são detectados primeiramente pelo técnico de Enfermagem no horário de verificação de sinais vitais. É muito satisfatório ver que, em pouco mais de um mês, nós já alcançamos bons resultados”, avalia.

O protocolo sepse garante que sejam realizadas ações como hidratação do paciente, hemocultura (exame realizado para isolar e identificar microrganismos patogênicos no sangue), antibióticos na primeira hora, exames com lactato e também uso de drogas vasoativas para a manutenção da pressão arterial. “A gente sabe que o protocolo sepse é um dos protocolos assistenciais mais importantes e que mais vai ter impacto na mortalidade hospitalar”, afirma Rocha.

Segundo o médico, a sepse é responsável por uma parcela enorme de pacientes que vêm a óbito. “Quando é reconhecida precocemente, tem a capacidade de mudar aquela história natural da doença e fazer com que o paciente evolua bem. No fim das contas, a gente quer diminuir mortalidade, evitar que o paciente fique mais grave ou que o paciente morra”.

Conscientização

O dia 13 de setembro é dedicado mundialmente ao combate à sepse. O HRSC terá uma programação lúdica voltada para conscientizar os colaboradores para a importância de identificar rapidamente os sintomas da infecção e da necessidade de abertura do protocolo, acionando, assim, o Time de Resposta Rápida.

Os colaboradores devem participar de um concurso no qual os jurados vão escolher a melhor paródia educativa sobre a sepse. Também nesta segunda-feira (13), uma equipe percorre as unidades com apresentação de um teatro mudo e um jogo dos sete erros sobre o tema.