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RPMont da Polícia Militar comemora 183 anos de policiamento montado e serviços prestados à sociedade cearense

16 de setembro de 2021 - 11:44 # # # #

Ascom SSPDS

Sempre no intuito de proporcionar uma maior sensação de segurança à comunidade através do policiamento ostensivo, a centenária Cavalaria da Polícia Militar do Ceará (PMCE), denominada de Regimento de Polícia Montada Cel Moura Brasil (RPMont), comemora, nesta quinta-feira, 16 de setembro, 183 anos de serviços prestados ao Estado do Ceará.

O RPMont é a unidade da PMCE especializada no processo de policiamento a cavalo e atua em áreas onde, habitualmente, outras modalidades possuem mais dificuldade, como é o caso de praias, especificamente nas faixas de areia, regiões próximas a mangues, além de vielas, parques, praças e grandes centros comerciais.

Hoje, as equipes montadas estão atuando em comunidades onde são registrados os maiores índices criminais, em apoio às equipes do Policiamento Ostensivo Geral (POG). Embora o contexto de pandemia, quando parte dos grandes eventos está restrita, a cavalaria também atua em jogos de futebol, shows e em datas comemorativas como Carnaval, Semana Santa e Réveillon. Além disso, o RPMont também pode ser empregado como tropa de choque a cavalo, em situações de controle de distúrbios civis e manifestações. A Cavalaria conta, atualmente, com dois esquadrões, tendo um total de cinco pelotões, situados em Fortaleza e no município do Crato.

História


O policiamento montado no Estado do Ceará surgiu em 1838, iniciando com apenas 20 homens e oito animais. Ao longo dos anos, a Cavalaria, de forma oficial, possuiu diversas nomenclaturas, como Seção de Cavalaria, em 1838, Piquete de Cavalaria, em 1891, Esquadrão de Polícia Montada, no ano de 1915, e, com a mudança na Lei de Organização Básica de 2012, foi elevada à categoria de Regimento, nome atualmente utilizado, sendo denominado Regimento de Polícia Montada Coronel Moura Brasil – RPMont.

Hoje, o Regimento conta com 173 policiais militares, entre homens e mulheres, lotados nas mais diversas funções disponíveis na unidade, como policiamento montado e motorizado, setor administrativo, correaria, enfermaria, ferradoria, dentre outras. Todos os profissionais de segurança no local estão aptos para encarregar-se de quaisquer cuidado com os cavalos, quando se fizer necessário.

Para atuar no policiamento montado, há a necessidade de o policial concluir com êxito o Curso de Policiamento Montado – CPMon, que fornece os conhecimentos e técnicas necessárias para a realização deste processo de policiamento. O RPMont também realiza o Curso de Operações de Choque Montado – COCM e o Curso Militar de Auxiliar de Médico Veterinário em Equinos – CMAMVE.

Cavalhada do Regimento

No momento, estão contabilizados no RPMont 159 cavalos, dos quais 55 estão aptos para o policiamento ostensivo. Alguns desses animais foram adquiridos por meio de processos licitatórios. Porém, a maior parte teve origem através da ‘remonta’, que é procriação realizada mediante o acompanhamento médico veterinário no próprio Regimento. “Para que os animais estejam preparados para o policiamento, é necessário que eles passem por um treinamento chamado de doma e, diferente da doma tradicional que utiliza a força e a violência, nós usamos a doma racional, que prioriza a técnica e o ganho de confiança entre o homem e o animal. Durante o período de doma, não se faz necessário a recompensa alimentar, mas aos cavalos podem ser oferecidos mimos, como um pedaço de cenoura, de rapadura ou até mesmo uma fruta, sempre com responsabilidade para não afetar a rotina alimentar desses animais. Trata-se de um gesto de carinho, afeto, e os animais compreendem isso”, explica o 1° tenente PMCE Rommel Arrais, oficial lotado no RPMont.

Quatro policiais militares são responsáveis pelo treinamento dos potros, como são chamados os animais mais jovens e que ainda estão em processo de doma para o policiamento. O processo se inicia quando o potrinho tem cerca de seis meses, quando são apartados das mães e passam a receber reforço alimentar e suplementação. Por volta dos dois anos de idade, inicia-se o processo de doma propriamente dito, quando esses animais são submetidos às atividades específicas, que vão desde adaptação ao material e embocaduras, passando pelo treinamento com técnicas de adestramento, até oficinas de inquietação sonora e visual para se adaptarem às situações que irão enfrentar nas ruas durante o policiamento.

Projetos Sociais

*Registro antes da pandemia

O RPMont se destaca, ainda, pelos seus projetos sociais, os quais, estão temporariamente funcionando apenas com atividades remotas, em razão da pandemia da Covid-19. A retomada segura das atividades presenciais está sendo estudada pelo Regimento, com o objetivo de atender a todos os beneficiários de forma segura e responsável.

Iniciado em 1995, O Centro de Equoterapia da Polícia Militar do Ceará, é o nome de um dos projetos desenvolvidos pelo Regimento, contando com uma equipe de profissionais composta por fisioterapeuta, psicólogo, assistente social e pedagogo, além dos policiais militares que realizam a função de auxiliares das sessões equoterápicas. O método terapêutico se utiliza do cavalo no campo biopsicossocial e promove uma abordagem multidisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação para atender pessoas com necessidades especiais, inclusive, profissionais de segurança que necessitem dos benefícios promovidos pela terapia com os equinos.

A equoterapia auxilia no desenvolvimento do equilíbrio e da postura, melhorando a coordenação de movimentos entre tronco, membros e visão, além de estimular a sensibilidade tátil, visual, auditiva e olfativa dos seus praticantes. Durante todo o período de funcionamento, o Projeto Equoterapia da PMCE já beneficiou mais de 400 praticantes.

*Registro antes da pandemia

Outro projeto social desenvolvido pela Cavalaria é denominado “Cavaleiros do Futuro”, que funciona em parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza. Em atividade desde 2006, o projeto prioriza atender crianças e adolescentes devidamente matriculados em colégios da rede pública e tem como objetivo fornecer uma oportunidade de futuro melhor para jovens de 10 a 17 anos que residem em áreas de vulnerabilidade social.

Nesse projeto, os alunos têm instruções de equitação, aulas de música e, também, oferecem aos beneficiários noções de cidadania, ordem unida militar, higiene pessoal, entre outros.

*Registro antes da pandemia