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Após pausa em decorrência da pandemia, HRC volta a receber o projeto “Faz-me rir na missão”

6 de outubro de 2021 - 14:07 # # # # #

Valéria Alves - Ascom Sesa - Texto e Fotos

A equipe do projeto, no entanto, foi reduzida de oito para duas pessoas, em respeito aos protocolos biossanitários

O Hospital Regional do Cariri (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Juazeiro do Norte gerida pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), voltou a receber o projeto “Faz-me rir na missão”, que realiza um trabalho social promovendo visitas a pacientes e acompanhantes com o intuito de trazer um momento de conforto e relaxamento. A ação, bem como outras similares, estava suspensa desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020.

Com os indicadores epidemiológicos apresentando uma queda significativa há várias semanas, foram determinados alguns protocolos a serem seguidos pelos representantes do projeto para que fosse possível a autorização da visita, que deve ocorrer uma vez por semana. Estar vacinado(a) contra a doença (duas doses ou dose única, a depender do esquema vacinal), não apresentar sintomas gripais, utilizar equipamentos de segurança como máscara tipo cirúrgica ou N95, álcool em gel e respeitar o distanciamento social estão entre as determinações.

A primeira visita após o hiato ocorreu na última sexta-feira (1º). A equipe, no entanto, foi reduzida de oito para duas pessoas, em respeito aos protocolos biossanitários. Aaram Kelson é guarda-civil municipal e responsável por fazer a animação durante os encontros. Ele, que já chega ao hospital vestido de palhaço, diz que sentiu falta das visitas ao HRC durante o momento mais crítico da pandemia. “Estávamos ansiosos para voltar com esse trabalho de visitar os nossos irmãos, porque, às vezes, a gente não consegue nem explicar a alegria que temos em servir a eles que estão aqui nesse momento difícil. A gente vem pra servir, para visitá-los e para que eles saibam que são amados por Jesus Cristo e por nós também”.

Para realizar a ação, dupla do projeto precisou cumprir protocolos de saúde, como uso de máscara e respeito ao distanciamento social

O colega Samuel Nunes é responsável pelos louvores, com voz e violão. Para ele, o momento mais importante é “poder ver no olhar das pessoas o conforto que elas sentem, poder ver a aceitação no coração delas, muitas sorrindo, outras chorando porque dentro do coração está acontecendo algo bom”.

Pacientes, acompanhantes e colaboradores comemoram a iniciativa. Eliz Oliveira acompanha a mãe, Carmina, que sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC). Ela estava em uma das enfermarias da Unidade de Cuidados Especiais (UCE) visitadas pelo projeto. Emocionada, Eliz afirma que “foi muito bom, foi um comprimido de energia, de ânimo”. “A entrada deles foi o que me tocou mais, porque parece que eles entraram na hora certa”.

A fisioterapeuta Camila Tavares também disse que gostou da ação. Para a profissional de saúde, o momento “traz alegria e esperança a tantas famílias que estão enfrentando dificuldades; traz ânimo para esses pacientes que estão tão debilitados. Renova as energias”, avalia.