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Governo do Ceará assina décimo Memorando de Entendimento para produção de Hidrogênio Verde

15 de outubro de 2021 - 15:15 # # # # # #

Joanna Cruz - Ascom Sedet - Texto
Carlos Gibaja - Fotos

Na tarde desta sexta-feira (15), o governador do Ceará, Camilo Santana, acompanhado do secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Junior, e da secretária executiva da Indústria da Sedet, Roseane Medeiros, recebeu empresários da multinacional francesa Engie e anunciou, pelas redes sociais, a assinatura de mais um Memorando de Entendimento que fortalece o Hub de Hidrogênio Verde, no Pecém. Com isso, já são 10 as empresas que manifestaram o interesse em investir na produção do combustível limpo em solo cearense.

“Estamos muito felizes em receber uma das maiores empresas da área de energia do mundo e ressalto que estamos prontos para juntos construirmos esse projeto a várias mãos”, afirmou Camilo Santana.

O governador citou as vantagens competitivas que fazem do Ceará o ambiente favorável para a produção de hidrogênio, sem emissão de carbono. “Nossa localização geográfica estratégica, nosso potencial de geração de energias renováveis, por conta do nosso litoral e do sol o ano inteiro, fazem com que o Ceará parta na frente na produção e exportação do combustível do futuro”, ressaltou.

O foco principal do projeto da francesa Engje é a produção em grande escala e a exportação do combustível do futuro. No entanto, a empresa também está avaliando o uso em mobilidade pesada, na indústria do aço, produção de químicos e mistura para as redes de transporte de gases.

O vice-presidente executivo de Desenvolvimento de Negócios Globais da Engie Green Hydrogen, Raphael Barreau, agradeceu a receptividade do Governo do Ceará. “Certamente esse é o primeiro passo de uma grande parceria com o Estado do Ceará. Na nossa visão, o hidrogênio é um vetor estratégico para a descarbonização, pois permite uma melhor integração das energias renováveis, além de ajudar a reduzir as emissões em setores difíceis de atingirem suas metas”, afirmou.

A primeira etapa desse projeto tem como objetivo produzir entre 100 e 150 MW em um prazo de até cinco anos, e em seguida desenvolver outras fases até chegar a uma escala maior, acompanhando a expansão dos mercados locais e internacionais.

O Hidrogênio Verde é apontado como uma das grandes apostas na transição energética para um mundo neutro em carbono. Ele é obtido por meio do processo de eletrólise, a partir de fontes renováveis, e pode substituir o uso de combustíveis fósseis em indústrias intensivas em carbono.

A meta global da Engie é criar uma posição forte em hidrogênio verde. Até 2030, a empresa projeta desenvolver capacidade instalada de fabricação de hidrogênio verde de 4 GW no mundo e o Brasil é uma região-chave para o alcance desta meta considerando a presença do grupo no país e a abundância de energia renovável.

Sobre a Engie

A Engie é referência mundial em energia e serviços de baixo carbono. Possui 170 mil colaboradores, clientes, parceiros e stakeholders, e está comprometida em acelerar a transição para um mundo neutro em carbono, através do consumo reduzido de energia e soluções mais sustentáveis. No Brasil, a Engie é a maior empresa privada de energia do País, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. Com capacidade instalada própria de 10.798MW em 72 usinas, o que representa cerca de 7% da capacidade nacional, a empresa possui quase 90% de sua capacidade instalada proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa.

Além disso, a Engie está entre as maiores empresas em geração fotovoltaica distribuída e possui um portfólio completo em soluções integradas responsáveis por reduzir custos e melhorar infraestruturas para empresas e cidades, como eficiência energética, iluminação pública, monitoramento e gestão de energia. Contando com 3 mil colaboradores, a ENGIE teve no país em 2020 um faturamento de R$ 13,3 bilhões.