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Câncer de mama: “Quando a mulher nota alguma alteração na mama, já é uma doença mais avançada”, alerta especialista

27 de outubro de 2021 - 15:17 # # # # #

Suzana Mont'Alverne - Ascom Sesa - Texto
Fabio dos Santos - Fotos

“O primeiro e mais comum fator de risco para o câncer de mama é ser mulher”, comenta o médico mastologista Olívio Feitosa, do Instituto de Prevenção (IPC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Apesar de homens também serem vítimas da doença, eles representam menos de 1% dos casos. O câncer é rastreável, mas a busca por seu diagnóstico encontra barreiras como o medo da mamografia ou a vergonha. Com 95% de chance de cura, se houver avaliação precoce, o médico reforça que “postergar o diagnóstico impede a oportunidade de um tratamento mais eficaz”.

A análise positiva para o câncer de mama naturalmente trará inquietação e tristeza. Neste momento, segundo o mastologista, é fundamental que a pessoa se cerque de informações. “O conhecimento sobre o assunto diminui um pouco a insegurança e melhora o andamento do tratamento”, sugere. Feitosa afima que cada caso é único, bem como o tratamento.

A classificação do tumor é uma das questões mais recorrentes por quem recebe o resultado. Categorizar o câncer de mama, no entanto, é bem complexo, porque depende de fatores como o tamanho do tumor e a presença de nódulos na axila.

“Essa classificação é feita por meio da biópsia, do exame físico da paciente, e com alguns exames complementares que a gente faz, principalmente tomografias e cintilografias. A gente faz todos esses exames para dar um prognóstico da paciente e fazer um tratamento mais adequado“, explica o especialista.

Os fatores emocionais também precisam ser levados em consideração. Há casos em que as mulheres se sentem culpadas pelo diagnóstico da doença. “É preciso tirar esse peso. A discussão do caso e a busca por tratamento fará toda a diferença. O apoio dos que a cercam é fundamental”, pontua.

Mamografia

É preciso desmistificar que o diagnóstico positivo é uma sentença de morte ou que o exame é doloroso. Há um certo desconforto, mas não dor. O exame dura de 10 a 15 minutos.

A busca pela mamografia deve ocorrer, segundo o Ministério da Saúde (MS), a partir dos 50 anos de idade. Caso a mulher perceba alguma alteração na mama antes da faixa etária, porém, é fundamental procurar um(a) mastologista. “O diagnóstico tem de ser o mais precoce possível, sem nenhum sintoma. Quando a mulher nota alguma alteração na mama, já é uma doença mais avançada”, alerta o médico.

Alguns sinais precisam ser avaliados: nódulos nas mamas, vermelhidão, retração de pele e, às vezes, do mamilo, mudança na coloração. “Em casos mais avançados, nós vemos até úlcera na mama, mas o ideal é que não chegue a esse ponto. O(a) mastologista deve ser procurado antes”, ressalta Feitosa.

O acesso à mamografia no IPC ocorre por meio da Central de Regulação do estado, após encaminhamento de uma unidade básica de saúde.