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Região Metropolitana de Fortaleza apresenta reduções de mortes por crimes violentos e de roubos em 2021

17 de janeiro de 2022 - 16:23 # # # # # #

Ascom SSPDS

Entre os municípios de destaque está Eusébio, com 72 dias sem registrar Crimes Violentos Letais e Intencionais

O empenho das Forças de Segurança do Ceará em defesa do bem-estar da sociedade cearense apresenta mais dois balanços positivos, relacionados ao ano de 2021. No acumulado dos doze meses, a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), grupo que soma 18 cidades próximas à Capital, registrou redução nos índices de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) e Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP).

As cidades da RMF registraram, ao longo de 2021, retração de 26,8% nos índices de CVLIs, em comparação com o mesmo período em 2020. Os dados englobam homicídios dolosos/feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Ao todo, foram 908 casos, contra 1.241, registrados no ano anterior. Os dados foram extraídos pela Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).

O secretário da SSPDS, Sandro Caron, destaca a integração entre as Polícias cearenses e o trabalho de inteligência como fatores determinantes para a retração, citando a cidade de Eusébio como um dos exemplos positivos. “Tão logo conseguimos uma redução significativa de crimes graves em Fortaleza, intensificamos o combate na Região Metropolitana. Então, fechamos o ano de 2021 com queda nos índices de CVLIs e CVPs na região. Tudo isso é fruto de ações operacionais, ações de caráter preventivo, ostensivo e investigativo. Destaco aqui, a título de exemplo, o município de Eusébio, que está há 72 dias sem registro de homicídios. Reforço sempre que continuaremos com prioridade no combate ao crime na Região Metropolitana, buscando reduções ainda maiores ao longo de 2022”, afirma o gestor da SSPDS.

CVP

Em relação aos CVPs – que englobam os roubos em geral – a Região Metropolitana teve redução de 16,1% nos 12 meses de 2021. Para o coronel comandante-geral da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Márcio Oliveira, o trabalho ostensivo e diuturno da corporação, com a retirada de armas e drogas das ruas, além das prisões qualificadas, favoreceu a redução dos indicadores negativos. “A tendência é aumentar, ainda mais, a capacidade operacional em ações ininterruptas como a Operação Redoma, Operação Ocupação e a Operação Boa Vizinhança. Vamos manter essa pressão operacional e permaneceremos nos territórios com com o Policiamento Ostensivo Geral (POG), com o Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), com o Batalhão de Choque da PMCE (BPChoque) e com o Regimento de Polícia Montada (RPMont)”, afirma o comandante geral.

A interiorização do trabalho especializado de investigação também é determinante para o alcance e manutenção dos números, conforme ressalta o delegado geral adjunto da Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE), Márcio Rodrigo Gutiérrez Rocha. “Aumentamos a capacidade investigativa, reestruturamos o Departamento de Polícia Judiciária da Região Metropolitana, que presta suporte às delegacias desse território, aumentamos o volume de prisões e de investigações contra grupos criminosos, principalmente contra pessoas da alta hierarquia desses coletivos. É uma diretriz da SSPDS/CE e da Polícia Civil do Ceará que vem surtindo efeito. Estamos com bons índices de redução dos crimes”, pontua.

Ainda durante todo o ano de 2021, um total de 1.080 armas de fogo foram apreendidas na Região Metropolitana. Quando se trata de entorpecentes, foram 944 quilos retirados de circulação.

Outros índices divulgados

Nos últimos dias, a SSPDS tem apresentado outros balanços positivos em relação à redução dos indicadores criminais. Na terça-feira (4), foi divulgada a redução de 18% nas mortes provocadas por crimes violentos no Ceará. Em todo o ano de 2021, foram registradas 3.299 mortes provocadas por crimes violentos. Em comparação com o ano anterior, quando aconteceram 4.039 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), foram 740 casos a menos.

Na quarta-feira (5), foi apresentado o balanço com a redução dos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP), que abrangem todos os tipos de roubos. Em todo o ano de 2021, o Ceará apresentou uma redução de 10,8%, com 48.141 casos registrados. O acumulado do mesmo período em 2020 totalizou 53.956.

Os dados sobre a redução dos roubos de cargas no Ceará foram divulgados na última quinta-feira (6). O balanço apresentado pela pasta foi o melhor resultado de toda a série histórica em relação a esse tipo de crime. No ano de 2021 houve a redução de 28,5% nesse tipo de ocorrência em território cearense. A comparação é com todo o ano de 2020, quando foram contabilizadas 63 ocorrências, enquanto no ano seguinte (2021) esse registro caiu para 45 casos.

Outro dado positivo foi a redução de roubos a instituições financeiras em 2021, também com o melhor balanço da série histórica. As informações foram divulgadas na sexta-feira (7). No comparativo de 2021 com o ano de 2020, houve uma retração de 7,4%. Este foi o quinto ano seguido de retração nessa modalidade de roubo.

Nessa segunda-feira (10), a SSPDS também divulgou o total de apreensões de drogas nos dois últimos anos no Ceará. Durante o período, as Forças de Segurança apreenderam mais de 15,5 toneladas de entorpecentes em todo o Estado, das quais 2,7 toneladas foram de cocaína. Na terça-feira (11), a pasta divulgou o total de 6.080 armas apreendidas em todo o ano de 2021. Por último, a SSPDS divulgou na sexta-feira (14) o balanço de 32.569 capturas efetuadas pelas Forças de Segurança no ano passado.

 

Ouça

O secretário da SSPDS, Sandro Caron, destaca a integração entre as Polícias cearenses e o trabalho de inteligência como fatores determinantes para a retração.

Sandro Caron destacou o exemplo do município do Eusébio, há 72 dias sem registro de homicídios.

Para o coronel comandante-geral da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Márcio Oliveira, o trabalho ostensivo e diuturno da corporação, com a retirada de armas e drogas das ruas, além das prisões qualificadas, favoreceu a redução dos indicadores negativos.