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O Arquivo Público do Estado do Ceará lança nesta sexta-feira (20) a Exposição “Manuscritos da Escravidão do Ceará”

20 de maio de 2022 - 16:50 # # # #

Ascom Secult

No mês em que, oficialmente, se comemora a abolição da escravidão no Brasil, o Arquivo Público do Estado do Ceará, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), apresenta a Exposição “Manuscritos da Escravidão do Ceará”, para enriquecer as fontes que atestam algumas dimensões do Ceará escravista. A mostra conta documentos sobre a escravidão no Ceará, dos séculos XVIII e XIX.

Com lançamento nesta sexta-feira (20), a atividade ocorrerá de 20 de maio até final de julho, e pode ser conferida através de agendamento. Cartas de Alforria, Relação de Escravos Libertados com o Fundo de Emancipação de Escravos da Província do Ceará (século XIX), Casamento de escravos, Hipoteca de escravos, Declaração de libertação de escravos, Escritura de Compra e Venda de escravos, documento de Sociedades Abolicionistas são alguns dos documentos que integram a exposição.

São documentos que revelam os enredos da vida em cativeiro, cuja leitura nos revela um passado de violações. A escravidão que ligou durante quase quatrocentos anos a África à América, foi singularmente perversa, pois seus efeitos se prolongaram, esgarçando o tecido político e social das sociedades de seus descendentes no mundo contemporâneo.

Entre as peças que podem ser conferidas, os visitantes encontrarão um Manuscrito da Junta de Classificação de Escravos, do município de Aracati, a serem libertados pelo Fundo Provincial de Emancipação. No documento constam os nomes dos escravos, cor, idades, profissões, moralidade, valores e nomes de seus respectivos senhores.

Dada a imensidão do território brasileiro abarcado pelo regime escravista, ele se metamorfoseou, adaptando-se às peculiaridades das estruturas econômicas regionais, ou seja, se apresentou com diversas feições, com diferentes modos de vida escravizada, nas fazendas e nos núcleos urbanos dominados pelos senhores brancos. Muitos proprietários aumentavam suas rendas urbanas, com a prática da escravidão de ganho, as cozinheiras e as amas de leite.

O Arquivo Público fica na Rua Senador Alencar, 348 – Centro e a visitação acontece por agendamento.