Governo do Ceará concede Selo de Equidade de Gênero e Inclusão a organizações públicas e privadas
29 de agosto de 2025 - 14:21 #Empodera #equidade de gênero #inclusão #selo
Larissa Falcão - Ascom Casa Civil - texto
Tiago Stille - Casa Civil - fotos
Yuri Leonardo - Casa Civil - infográfico
Primeira edição de entrega do Selo aconteceu nesta sexta-feira (29), em Fortaleza, com certificação do projeto Empodera
No Ceará, organizações públicas e privadas receberam, nesta sexta-feira (29), o Selo de Equidade de Gênero e Inclusão 2025/2026, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria das Mulheres. A cerimônia, que marcou a primeira edição de entrega, foi realizada no Palácio da Abolição, em Fortaleza, com a presença de autoridades, representantes das instituições e beneficiárias do projeto Empodera.
O Selo, que conta com três categorias (Ouro, Prata e Bronze), certifica e reconhece empresas e organizações da sociedade civil e do setor público que desenvolvem, de forma contínua, projetos e programas voltados para a promoção da igualdade de gênero e inclusão social.
Além disso, 24 empresas que aderiram ao programa de ampliação da licença-maternidade do Governo Federal receberam o Selo Especial Premium.
Na oportunidade, também foi concedida Menção Honrosa de Equidade de Gênero e Inclusão a 43 municípios que aderiram ao programa Ceará Por Elas, do Governo do Estado do Ceará, e comprovarem o cumprimento de, pelo menos, 30% das metas estabelecidas pelo programa.
Ceará mais justo e inclusivo
Para o governador Elmano de Freitas, iniciativas como o Selo contribuem para a transformação da sociedade, garantindo inclusão e proteção às mulheres e a outros grupos vulneráveis na sociedade. “As mulheres cearenses são as protagonistas dessa conquista. Estamos lutando para que a sociedade faça justiça às pessoas que são a maioria: as mulheres”, pontua.
Uma das organizações reconhecidas com o Selo, na categoria Ouro/Premium, foi o Instituto Maria da Hora, que soma 43 anos de atuação em diversas regiões do Ceará. O Instituto conta com três creches e 32 projetos.
Presidente de honra do IMH, Maria da Glória Paiva de Figueiredo afirma que o reconhecimento celebra o legado deixado pela mãe, Maria José Paiva da Hora, fortalecendo o trabalho voltado à inclusão social para segmentos vulneráveis e/ou em situação de violação de direitos. “Eu fico emocionada, porque é um sentimento de dever cumprido, sabemos que estamos no caminho certo”, avalia.
A vice-governadora e secretária da Proteção Social, Jade Romero, defende o papel estratégico e da responsabilidade social das empresas. “São empresas que, além da função social de gerar empregos e movimentar a economia, têm desenvolvido projetos como, por exemplo, a ampliação das licenças maternidade e paternidade, oferta de locais adequados para amamentação, além outras iniciativas relacionadas a percentuais de cargos de liderança ocupados por mulheres”, pontuou.
A ArcelorMittal Pecém também conquistou o Selo, na categoria prata. Para a gerente de Pessoas, Cultura, Relações Trabalhistas e Remuneração, Patrícia Rodrigues, o Selo é resultado da política organizacional que tem quatro pilares de Diversidade e Inclusão: Equidade de Gênero, LGBTQIA+, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia.
“Nós temos dois projetos importantes, o desenvolvimento de novas lideranças e mentoria feminina. Além disso, no ano passado, promovemos o nosso programa de estágio com 30 vagas afirmativas para mulheres estudantes de Engenharias. Em 2020, firmamos compromisso com a ONU Mulheres, com o objetivo de chegar a 25% de mulheres na liderança até 2030”, detalha.
A secretária das Mulheres, Lia Gomes, destaca o fortalecimento de políticas públicas para que as mulheres cearenses tenham proteção e conquistem autonomia, que é fundamental para romper o ciclo da violência doméstica. “Trabalhamos essa questão com o empreendedorismo. Em 2025, o Ceará Credi vai investir R$62 milhões para que mulheres abram pequenos negócios. Também investimos em cursos de capacitação em diversas áreas”, ressalta.
Empreendedorismo feminino
Durante o evento, também foram entregues 155 certificados do projeto Empodera, cheques simbólicos do projeto Capital Semente, que fornece incentivo financeiro para mulheres empreendedoras.
O Empodera é um dos projetos do Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PReVio), sendo direcionado a mulheres de 18 a 55 anos, em situação de violência doméstica e familiar, que residem em territórios vulneráveis. O Empodera se divide em três fases: Fortalecimento Emocional, Empoderamento Econômico e Incubadora.
Uma das certificadas é Jocélia da Silva Pinheiro, de 46 anos, moradora do bairro Vicente Pinzón, em Fortaleza. Após participar do projeto, Jocélia incrementou a venda de produtos ao agenciamento de serviços de limpeza. “A gente teve apoio, uma luz, para seguir no caminho do empreendedorismo. Eu agreguei valor ao serviço que já oferecia. Eu vi que a gente pode fazer o mundo melhor, o nosso mundo e o mundo de quem está próximo”, acredita.
As mulheres selecionadas têm direito a uma bolsa de R$ 400, vinculada à frequência, por sete meses, além de Capital Semente ao final da capacitação, no valor de R$ 2 mil, para darem início aos próprios negócios.
A entrega do Capital Semente foi definida em duas fases de pagamento. A primeira fase contemplou cinco municípios (Fortaleza, Maranguape, Maracanaú, Sobral e Itapipoca). A segunda fase de pagamento inclui mais outros cinco municípios, que são: Quixadá, Juazeiro, Crato, Iguatu e Caucaia. Totalizando os dez priorizados pelo PReVio.
Nesta sexta-feira (29), 20 mulheres do município de Quixadá receberam fomento financeiro de R$ 2 mil. Na segunda fase, beneficiárias de Caucaia, Juazeiro do Norte, Crato e Iguatu também receberão o incentivo.
A quixadaense e vendedora de produtos de beleza Cleene Vieira da Silva, 49, diz que o Empodera foi um resgate para autoestima e confiança. “Foi uma benção na minha vida, porque eu vivia dentro de casa, cuidando de um filho em tratamento de câncer e outro asmático, além da minha mãe que está acamada. Com o Empodera, a gente se transforma, não só pensa em doença, vai para as aulas, se alegra, é maravilhoso”, avalia Cleene, que vai receber o incentivo financeiro para colocar em prática o que aprendeu no projeto.