Prevenção ao câncer de mama: Sesa enviará mensagens às mulheres para incentivar exame de mamografia

29 de agosto de 2025 - 15:25 # # # # #

Marcela Belchior, com colaboração de Thiago Andrade - Ascom Sesa - Texto
Thiago Gaspar - Casa Civil - Foto Carla Bandeira - Arte gráfica

A partir de setembro, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) passará a enviar mensagens à população feminina com o lembrete para realizar exames de mamografia. O contato será endereçado às mulheres na faixa etária entre 50 e 69 anos que estejam incluídas nos sistemas de cadastro da Saúde do Estado e busca incentivar a realização dessa prática de prevenção, conforme recomenda o Ministério da Saúde.

A ação pretende aproximar o Governo do Estado do Ceará da população por meio do aplicativo de mensagem WhatsApp e aumentar a adesão do público feminino àquele que é considerado um dos principais métodos de rastreamento, que é o exam

O exame de mamografia é considerado um dos principais métodos de detecção de casos de câncer de mama

Importância de prevenção

Para a detecção precoce do câncer de mama, o Ministério da Saúde recomenda exames clínicos regulares a partir dos 40 anos de idade e o exame de mamografia a partir da faixa etária dos 50 anos. Incluem-se, também, nessa recomendação, os homens trans e as pessoas não binárias que, ao nascer, são assinaladas no feminino, e que mantêm as mamas.

A médica Aline Carvalho, mastologista do Instituto de Prevenção do Câncer do Ceará (IPC), explica que as chances de sucesso do tratamento de câncer de mama são maiores quanto mais cedo é descoberto o diagnóstico. “Estudos apontam que as chances de cura de um tumor identificado em fase inicial chegam a 95%”, afirma a médica.

“Quando em estágio inicial, tudo é muito sutil, tão discreto que as alterações na mama geralmente não vão ser percebidas pelo toque na pele nem serão visíveis pelo espelho. Por isso a mamografia é tão importante, pois é ela é capaz de detectar a alteração na mama quando ainda nem é um câncer propriamente dito”, enfatiza a médica do IPC.

“Além de aumentar as chances de cura, obter o diagnóstico mais cedo também possibilita tratamentos menos invasivos ou mutilantes: menores serão as chances de retirada das mamas ou de necessidade do tratamento de quimioterapia”, complementa.

e de mamografia, para a detecção precoce de casos de câncer de mama. Cada mulher deverá receber uma mensagem individual educativa no respectivo mês de seu aniversário, por meio do número de telefone (85) 98682-9000.

A iniciativa faz parte do projeto De Outubro a Outubro Rosa, que atua para ampliar a cobertura de mamografia no Estado do Ceará por meio de estratégias intersetoriais, garantindo o acesso equitativo e a melhoria nos índices de rastreamento da doença. De acordo com a coordenadora de Atenção Especializada e Redes de Atenção à Saúde da Sesa, Rianna Nobre, a ação é de grande relevância para fortalecer a comunicação direta entre o sistema de saúde e a população.

“Ao enviar mensagens personalizadas para mulheres de 50 a 69 anos, a iniciativa (…) potencializa o diagnóstico precoce, que é determinante para melhores chances de tratamento e cura. Além disso, a estratégia reforça o compromisso da Secretaria da Saúde do Ceará em ampliar a cobertura do exame e reduzir desigualdades no acesso, integrando tecnologia e cuidado em saúde”, aponta.

A médica mastologista Aline Carvalho destaca a importância do diagnóstico precoce para o sucesso no tratamento

Fatores de risco

Quanto às causas do câncer de mama, a mastologista do IPC ressalta o histórico familiar, mas também enfatiza o quanto a incidência da doença se relaciona a um estilo de vida pouco saudável.

“O histórico familiar conta bastante na avaliação do risco de câncer, mas é importante saber que a maioria dos casos são esporádicos, isto é, ocorrem em pessoas que não necessariamente possuem um parente que apresentou a doença. Para o câncer de mama, cerca de 10% dos casos são hereditários, que podem passar de geração em geração. Em 90% das ocorrências, as causas têm muito mais a ver com o estilo de vida da pessoa”, explica Aline.

“Por isso é preciso ficarmos muito atentas aos fatores de risco, aqueles hábitos ou características que estão relacionadas a uma maior incidência da doença. Por exemplo: obesidade na menopausa, uso excessivo de álcool, uso prolongado de hormônios (hormônios femininos, anticoncepcionais, reposição hormonal por longo tempo), sedentarismo, alimentação inadequada — rica em embutidos, enlatados e ultraprocessados, entre outros”, lista a mastologista.