Ceará reduz mortalidade infantil em 17,6%
6 de janeiro de 2026 - 13:51 #Ceará #De Braços Abertos #mortalidade infantil #Rede Sesa #redução
Larissa Falcão - Ascom Casa Civil e Ascom Sesa - texto
Tiago Stille - Casa Civil - foto
Yuri Leonardo - Casa Civil - infografia

A redução representa o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao cuidado materno-infantil
O Ceará reduziu em 17,6% a taxa de mortalidade infantil (TMI) entre 2011 e 2024, de acordo com dados do Boletim Epidemiológico Mortalidade Infantil e Fetal da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). No período, a taxa passou de 13,6 óbitos de crianças menores de um ano por mil nascidos vivos em 2011 para 11,2 em 2024.
Segundo o boletim, nos anos 2011 a 2024, foram notificados no estado 21.221 óbitos em crianças menores de 1 ano, correspondendo a uma média de 1.542 óbitos/ano.

Uma das causas apontadas para essa redução, de acordo com a Sesa, são as iniciativas do projeto De Braços Abertos. Lançado em 2024, com o objetivo de organizar e qualificar os atendimentos nas diversas esferas da Atenção Primária, ele busca promover o cuidado integral e ampliar o acesso aos serviços.
Estruturado em três eixos — educação permanente dos profissionais, planificação da atenção à saúde e articulação regional da Atenção Primária —, o projeto tem atuação estratégica na linha de cuidado materno-infantil. “Ao fortalecer o pré-natal na Atenção Primária, por exemplo, conseguimos melhorar a detecção precoce dos riscos gestacionais, qualificar o cuidado ao parto e ao recém-nascido e, consequentemente, reduzir os óbitos infantis evitáveis”, explica Sheila Santiago, orientadora da Célula de Atenção Primária e Promoção da Saúde da Sesa.
Mais dados
A Sesa explica que a mortalidade infantil pode ser classificada em três componentes: neonatal precoce (óbitos de crianças de 0 a 6 dias de vida completos), neonatal tardia (óbitos de crianças de 7 a 27 dias de vida completos) e pós-neonatal (óbitos de crianças entre 28 e 364 dias).
Nos 14 anos analisados, a taxa média da mortalidade neonatal precoce foi de 6,6 óbitos ano por mil nascidos vivos, apresentando em 2024 uma redução de 19,4% comparado a 2011. No mesmo período, a mortalidade pós-neonatal registrou uma taxa média de 3,7 óbitos/ano por mil nascidos vivos, máxima de 4,3 no ano de 2011 e mínima de 3,3 nos anos de 2020 e 2023. Entre 2011 e 2024 observa-se uma redução de 16,2%. A mortalidade neonatal tardia manteve-se estável, com taxa média de 2,0 óbitos/ano, sendo a menor 1,7 em 2021 e máxima de 2,2 nos anos de 2011 e 2013.
Na distribuição regional do número de óbitos e da TMI por mil nascidos vivos, observa-se que, no ano de 2024, a menor taxa foi na Superintendência Regional de Saúde (SR) Cariri (9,8%) e a maior na SR Litoral Leste (12,5%).

Uma das metas do atual Plano Estadual de Saúde é chegar a 2027 com uma taxa de mortalidade infantil de 9,5 óbitos por mil nascidos vivos no Ceará.
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