Férias no Dragão celebra encontros sonoros e as artes cênicas entre o Ceará, o Norte e o Nordeste do Brasil
6 de janeiro de 2026 - 10:03 #cultura #eventos #férias no dragao #programação #Secult
Ascom CDMAC - texto e foto

Cátia de França, O Cheiro do Queijo, Baile do Mestre Cupijó e Jéssica Teixeira são algumas das atrações que se apresentam no Dragão do Mar em janeiro. Artes cênicas, expressões populares e atividades infantis também estão na programação
Durante o mês de janeiro, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura convida o público a vivenciar mais uma edição do Férias no Dragão, projeto que transforma o período de recesso em um grande encontro com a arte, a música e as múltiplas expressões culturais brasileiras. Em 2026, a programação destaca a potência criativa de artistas cearenses em diálogo com as riquezas culturais do Norte e Nordeste do País, promovendo conexões entre territórios, sonoridades e tradições que atravessam o Brasil.
Com uma agenda diversa, o Férias no Dragão celebra encontros entre gerações, linguagens e identidades, criando espaço de memória, invenção e pertencimento. As apresentações musicais acontecem em vários espaços do Dragão do Mar, reunindo artistas que traduzem, em seus trabalhos, a força das culturas populares, da ancestralidade e da criação contemporânea.
Música para todos os gostos
A programação musical tem início no dia 08, às 18h, a DJ Ada Porã apresenta na Arena Dragão do Mar o Projeto Sudamérica, que tem como principal objetivo a difusão e ampliação de repertório musical que enalteça a canção brasileira pouco difundida entre as grandes massas. No set, clássicos sambas populares das décadas de 1930 a 1960,passeando pelos tropicalistas, exaltando os ijexás, o frevo, o baião e o rock. Grátis!
O público também terá a chance de conferir o Coral Prelúdio e Solistas, com o recital “Em Busca das Canções Perdidas”, que traz canções garimpadas das prateleiras da música popular brasileira. A apresentação será no dia 16 de janeiro, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Seguindo a estética retrô que é característica da produção musical de Carlos do Valle, músicas que surgem da memória afetiva e outras direto do lado B dos discos vêm tecendo um mosaico brilhante de sonoridades sob o prisma das vozes de seus intérpretes, sejam solistas ou o Coral Prelúdio. Ingressos: R$20,00 (meia) / R$40,00 (inteira). 90min. Livre.
Já no dia 17 de janeiro, às 20h, com a apresentação de Maria Gigi Tubiba. A artista iniciou sua trajetória ainda como Gigi Castro, em 1983, integrando o Coral da UFC, sob regência de Izaíra Silvino. No espetáculo Nordestinos, apresentou ao público algumas de suas primeiras composições. Neste show, Maria Gigi Tubiba promete compartilhar um recorte de sua criação autoral e de parcerias construídas ao longo do tempo, com compositoras como Ângela Linhares, Soraya Vanini, Paulo Belim e Letícia Marram, além de diálogos com a poesia de Cecília Meireles e Paulo Leminski. O repertório inclui ainda versões de canções de Nina Simone e Milton Nascimento, bem como letras criadas para choros de Alisson Félix e Tarcísio Sardinha, entre outras composições próprias. O espetáculo tem direção musical de Thesco Carvalho e produção da Koisa & Tao Produções.
Em seguida, acontece o show “No Rastro de Catarina”, de Cátia de França, após circular pelo país apresentando o espetáculo baseado em seu disco mais recente, indicado ao Grammy Latino e eleito um dos melhores álbuns brasileiros do ano pela crítica especializada. No palco, Cátia se apresenta com banda completa, interpretando o álbum na íntegra e revisitando canções emblemáticas de sua trajetória, como Kukukaya, Coito das Araras, Estilhaços e 20 Palavras. O show evidencia a potência poética e sonora de uma artista com mais de cinco décadas de carreira, em uma obra que atravessa memória, tempo e criação.
O ingresso para os shows de Maria Gigi Tubiba e Cátia de de França custam R$ 15 (meia), R$ 20 + 1kg de alimento (social) e R$ 30 (inteira). Classificação: livre.
No dia 23, às 19h30, acontece no Anfiteatro os shows de Zé de Guerrilla e Nego Gallo. Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 20 (social). Classificação: 16 anosNo dia seguinte (24), no mesmo local, às 20h, o Anfiteatro recebe Juliana Linhares, com o show “Nordeste Ficção”, e o espetáculo “Um corpo cheio de som”, da artista multilinguagem Letícia Muniz. Criado a partir do álbum Tem uma música sobre isso (2024), o trabalho propõe uma travessia cênico-musical que cruza música, performance e visualidades, tendo como inspiração os territórios do mar, da serra e do sertão. Em cena, Letícia (voz, flauta, performance e composição) é acompanhada por Thamires Coimbra e Gegê Teófilo, em uma experiência sensorial que investiga identidade, escuta e processos de autoconhecimento, a partir de vivências femininas e nordestinas. Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) e R$ 35 (social). Classificação: livre.
Outro destaque da programação musical é o show do “Foto em Grupo”, projeto musical formado por Ana Caetano (Anavitória), Pedro Calais e Zani Cardoso (Lagum) e João Ferreira (Daparte), que acontece no dia 29 de janeiro, às 21h, no Anfiteatro. Nascida da amizade e colaboração frequente entre os integrantes, a banda é o encontro de artistas que já compartilhavam palcos e composições. O quarteto, que já acumula mais de 57 mil seguidores em suas redes sociais, estreou oficialmente com o lançamento de seu álbum homônimo em dezembro de 2025, depois de já ter apresentado ao público o single “Toda Esfera”. Ingressos: R$125,00 (meia) / R$250,00 (inteira). 90min. 16 anos.
E no último dia do mês (31), às 20h, o público confere o Baile do Mestre Cupijó e o show de O Cheiro do Queijo e Pira Coletiva. O Baile é um projeto dedicado a preservar e atualizar o legado de Mestre Cupijó, referência dos ritmos Siriá e Banguê, nascidos no Baixo Tocantins, no Pará. Formado por músicos paraenses, o grupo apresenta um repertório que une tradição, pesquisa e criação contemporânea, reafirmando a música amazônica como expressão viva e essencial da identidade brasileira.
O ingresso para os shows do Baile do Mestre Cupijó, Cheiro do Queijo e Pora Coletiva custam R$ 30 (meia), R$ 45 + 1kg de alimento (social) e R$ 60 (inteira)
Artes cênicas
O Férias no Dragão também amplia sua programação com ações que atravessam a dança, o teatro, a performance, o circo, as expressões populares e as narrativas orais, reafirmando o Centro Dragão do Mar como espaço de encontro entre linguagens, corpos e territórios. Às terças-feiras, nos dias 6, 13, 20 e 27, às 19h30, o Teatro da Terça apresenta “Um pé de quê”, do Grupo Lindo, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$20,00 (inteira) / R$40,00 (meia). 60 min. 12 anos.
No projeto Quinta com Dança, a artista Maria Epinefrina apresenta “Maldita”, nos dias 8, 15, 22 e 29, às 19h30, no Teatro Dragão do Mar. O espetáculo investiga corpo, erotismo e monstruosidade a partir de mitos femininos e técnicas de floorwork do pole dance, refletindo sobre culpa, castigo e insurgência nas narrativas históricas sobre a mulher no Ocidente. Ingressos: R$10,00 (meia) e R$20,00 (inteira). 40 min. 14 anos.
Entre os dias 9 e 11 de janeiro, o projeto Cena Ocupa – Dança recebe o espetáculo “Sobre aquilo que permanece”, com Gerson Moreno, da Cia Balé Baião. A cena-dança propõe um rito de afetos, ancestralidade e memória, afirmando a presença de um corpo negro dançante em constante travessia, reverência e transmutação. As apresentações acontecem no Teatro Dragão do Mar, às 19h30, com acessibilidade em Libras. Ingressos: R$10,00 (meia) / R$20,00 (inteira). 50 min. 14 anos.
Ainda na dança contemporânea, a montagem “Piscina de Negras”, com direção de Alysson Amâncio e criação e interpretação de Lucivania Lima e Suzana Carneiro, será apresentado nos dias 10 e 11, às 19h30, antes do espetáculo espetáculo “Sobre aquilo que permanece”. Em cena, reflexões sobre direito ao lazer, pertencimento, abundância e ocupação de espaços físicos e simbólicos por corpos negros. Ingressos: R$10,00 (meia) / R$20,00 (inteira). 25 min. 14 anos. Apresentação acessível em Libras.
No dia 10 de janeiro, a performer Naná Blue apresenta Água Viva-Mar, dentro do programa Cena Ocupa – Entre Performance. Trata-se de uma experiência sensorial que parte do som do mar da Praia de Iracema para criar um ritual de escuta e presença. A performance propõe um banho sonoro e meditativo, no qual o corpo se torna canal de transposição da paisagem sonora da água, evocando sua força purificadora e sua importância no contexto ambiental contemporâneo. A apresentação acontece no dia 10, às 19h, no Espaço Rogaciano Leite Filho, com acesso gratuito.
No dia 11, às 16h, a artista Lia Braga leva à Praça Verde a vivência artística “Corpo Brincante”. Trata-se de um espetáculo interativo que mistura a força da literatura de cordel, o riso do humor popular e a magia da contação de histórias para promover a leitura como prática viva, inclusiva e acessível. A montagem resgata a tradição nordestina do cordel — com suas rimas, sextilhas e narrativas populares — e a apresenta em diálogo com a contemporaneidade. Acesso gratuito. 60min. Livre.
Além disso, no dia 17, às 19h30, a atriz Jéssica Teixeira apresenta no Teatro Dragão do Mar o aclamado “Monga”. Potente e provocadora, a performance tensiona os limites entre corpo, olhar e espetáculo, ao revisitar a figura histórica da “mulher-macaco” para refletir sobre normatividade, voyeurismo e violência simbólica. A partir de sua própria presença em cena, a artista constrói uma dramaturgia que confronta o público com questões relacionadas à deficiência, ao gênero e aos mecanismos de exclusão social, subvertendo a lógica do entretenimento e transformando o palco em um espaço de crítica, exposição e resistência. Ingressos: R$10,00 (meia) / R$20,00 (inteira). Classificação: 18 anos.
Já no dia 18, às 19h30, o público confere a leitura dramática performativa “Sandra Müller – uma peça para uma narradora bêbada”, com a atriz Noá Bonoba e participação de Vítor Cozilos, obra que transforma a palavra em acontecimento cênico, explorando instabilidade, risco e fabulação como linguagem artística. Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia). 60 min.
No dia 23, às 19h30, Larissa Góes e Sol Moufer apresentam a montagem “Medalha de Ouro”, que trata de experiências cotidianas do ofício de ser atriz. Com uma poética que mescla a ficção e o documentário, o espetáculo, que será encenado no Teatro Dragão do Mar, investiga o que há em comum na resistência dessas atrizes em se manterem vivas como mulheres artistas, entre os percalços e os fascínios da profissão. Ingressos R$10,00 (meia) / R$20,00 (inteira). 70 min. 10 anos.
Voltada também ao público infantil, o Cena Ocupa – Cena Infância apresenta “Ora Bolas! A saga mirabolante dos besouros rola-bosta”, da Companhia Itinerante de Malabares, em sessões nos dias 24, 25, 31 de janeiro e 1º de fevereiro, às 17h, reafirmando o compromisso do Férias no Dragão com a formação de público e o acesso à arte desde a infância. E sempre aos domingos, às 16h, acontece o Brincando e Pintando no Dragão. Por aqui, a diversão em família é garantida com brincadeiras, jogos e pinturas que fazem a alegria da criançada.
Oralidade e tradição
No campo das expressões populares e da música de tradição, o Cena Ocupa – Polifonias apresenta, no dia 9, “A Pisada do Nosso Povo”, com o Coco da Dona Geralda, que convida os grupos Tocada Boa e Fundamento do Coco, além do show Munganga Navi. A apresentação, que acontece no Anfiteatro, celebra a ancestralidade, a resistência e a força das brincadeiras populares, reunindo diferentes territórios, mestres, coletivos e movimentos culturais em uma grande roda de celebração, memória e luta. Ingressos: R$10,00 (meia) / R$ 20,00 (inteira). 120 min (60 min cada). Livre.
As narrativas orais ganham espaço com contações de histórias. No dia 11, Gil Soares apresenta na Praça Verde, às 17h, “Histórias Cordelizadas”, espetáculo interativo que mistura literatura de cordel, humor popular e contação de histórias, promovendo o acesso à leitura de forma lúdica e inclusiva. Já nos dias 18 e 25, na Arena Dragão do Mar e Praça Verde, respectivamente, o grupo Chão Batido de Teatro apresenta “Histórias que vovó contava”, 16h, espetáculo que resgata memórias, lendas e saberes populares a partir da figura das avós, em cenas sensíveis e brincantes.Gratuito e classificação livre.
A programação contempla ainda o circo com o projeto Quarta do Circo, que apresenta o espetáculo “Bafafá”, do Circo Muamba, nos dias 14, 21 e 28, celebrando o circo-teatro de rua, a palhaçaria e o legado das famílias mambembes. Será às 19h30, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$10,00 (meia) / R$20,00 (inteira). 50 min. Livre.
E no dia 15, no Espaço Rogaciano Leite Filho, às 19h, o programa Dragão das Encantarias recebe o Bumba Boi Canarinho, que convida Mestre Zé Pio, Mestre Zé Ciro e os brincantes Brenda Martins e Pai João para um momento de encontro e valorização da riqueza das tradições populares em um ambiente de celebração e resistência cultural. A entrada é gratuita e classificação livre.
Todos os sons
A música segue atravessando diferentes linguagens e públicos ao longo do mês, com destaques como o Pôr do Som – Música Instrumental no Dragão, que recebe Felipe Giffoni, com o Show Trombone Brasil, no dia 10, além do grupo NewChoro, no dia 24, ambos na Arena Dragão do Mar, às 17h, com acesso gratuito. No dia 16, às 19h, tem Cena Ocupa – Polifonias com o espetáculo Gingajazz, do coletivo Roda das Mina, e show de lançamento do álbum “Swing Equatorial”, de Luiza Nobel, no Anfiteatro. Ingressos: R$10,00 (meia) / R$20,00 (inteira). 60 min (cada).
No dia 18 de janeiro, às 16h, a Arena Dragão do Mar recebe mais uma edição do Planeta Hip Hop, que reúne diferentes estilos, com destaque especial para o breaking, que já revelou dezenas de b-boys cearenses para o mundo. A programação começa com uma cypher – encontro livre de dança – e, em seguida, dá espaço à competição oficial, conduzida por um DJ e apresentada por um MC. O Planeta Hip Hop é reconhecido como um dos encontros mais longevos do gênero no País, fortalecendo gerações de dançarinos e mantendo viva a energia da cultura de rua. Grátis.
Trazendo a cultura jamaicana para o solo cearense, o programa Sound System no Dragão acontece no dia 25 de janeiro, a partir das 16h, na Praça Verde. O Coletivo Come inna di Dance Sound System, idealizado pela DJs Vládia Soares e King Vibration em 2020, convida para esta edição o Projeto Black Woman, Tahuari Ibã Kaya e a feira criativa Afroempreendedoras, em parceira com a Feira Negra de Fortaleza. Grátis.
No dia 30, também como parte do Cena Ocupa – Polifonias, sobem ao palco do Anfiteatro Sérgio Motta a artista Vivazz, com o show “Vai doer bem mais”, e Emiciomar, com o projeto Show Preto. Ingressos: R$10,00 (meia) / R$20,00 (inteira). 60 min cada apresentação. 16 anos. Já o espetáculo “Aracati”, do LAB Cênico Cariri, com pesquisa, atuação e direção de Edceu Barboza, encerra a programação do Férias do Dragão de 30 de janeiro a 01 de fevereiro, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$10,00 (meia) / R$20,00 (inteira). 45 min. 12 anos. Acessível em Libras.
Além disso, aos domingos, também acontece na Arena Dragão do Mar a Feira Fuxico no Dragão, das 16h às 20h, com 25 feirantes vendendo produtos diversos, como moda autoral, acessórios, design, dentre outros, celebrando a força da economia criativa e sustentável que movimenta nossa cidade. No dia 11 de janeiro, tem ainda o Fuxico Musical, a partir das 17h, com Jadi Undi, cantor e compositor natural de Icapuí (CE), com músicas que evocam a força das marés, das matas e da memória coletiva do litoral e do sertão. Grátis.
No dia 30, às 18h, o Espaço Rogaciano Leite Filho