Professores cearenses participam da Escola Sirius, referência em ciência e tecnologia
13 de janeiro de 2026 - 16:02
Ascom Seduc

Três professores da rede pública estadual de ensino do Ceará estão entre os selecionados para a 8ª edição da Escola Sirius para Professores do Ensino Médio (Espem), realizada de 12 a 17 de janeiro de 2026, em Campinas (SP). O evento reúne docentes de todo o Brasil em uma programação intensiva voltada ao fortalecimento do ensino a partir do contato direto com a pesquisa científica de ponta desenvolvida no país.
A Espem recebeu 623 inscrições e selecionou 60 professores, o que representa, em média, dois ou três participantes por estado. O processo seletivo foi aberto a educadores do Ensino Médio das redes públicas estadual, federal e da iniciativa privada, reforçando o caráter nacional e plural da formação.
A iniciativa é realizada pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio da Sociedade Brasileira de Física (SBF). Voltada a professores de Física, Química e Biologia, a Espem oferece uma programação diversificada, que inclui aulas, palestras, visitas às modernas instalações do campus do CNPEM, além de oficinas práticas sobre ciência, tecnologia e ensino.
Representando o Ceará estão Sara Oliveira, professora de química na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) de Iguatu, no Liceu de Iguatu e na EEMTI Edson Luiz Cavalcante de Gouvêa. Também integra o grupo o professor de química Luiz Henrique Souza, da Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) João Paulo II, em Fortaleza. A delegação cearense conta ainda com a professora Camila Moreira, que leciona química, física e matemática na Escola Quilombola Antônia Ramalho da Silva, em Horizonte.

Para Sara Oliveira, a motivação para participar da Espem está diretamente ligada à aproximação entre escola e pesquisa de alto nível. Segundo a professora, o programa permite vivenciar, de forma concreta, como a ciência é produzida no Brasil.
“A Espem proporciona contato direto com laboratórios, pesquisadores e tecnologias avançadas, permitindo que a gente compreenda como a ciência acontece na prática e como isso pode ser traduzido para a sala de aula. Além disso, o evento é realizado no CNPEM e no Sirius, uma das maiores e mais complexas infraestruturas científicas da América Latina, o que representa uma oportunidade ímpar de formação. Percebi que participar da Espem não só ampliaria minha visão como professora de Química, mas também me permitiria levar novas metodologias, contextos reais e ferramentas inovadoras para meus alunos, tornando o ensino mais significativo, motivador e conectado com o futuro”, destaca.

Luiz Henrique Souza também ressalta a importância da experiência para quem busca integrar pesquisa e ensino. “Sempre busco associar os conhecimentos de laboratório com a vivência em sala de aula, e estar no maior centro de pesquisa do país é uma oportunidade sem igual para isso. A grande vantagem dessa vivência é o contato direto com tecnologia de fronteira, como o Sirius, um acelerador de partículas de quarta geração que está entre os mais modernos do mundo. Na bagagem, pretendo levar novos métodos para contextualizar a química, mostrando aos meus alunos que a ciência brasileira é avançada e que eles podem, sim, ocupar esses espaços como futuros pesquisadores. A experiência está sendo surreal e extremamente motivadora”, observa.

Já Camila Moreira vê a participação na Espem como uma oportunidade de ampliar horizontes e fortalecer práticas pedagógicas. Para a professora, a troca de experiências entre educadores de diferentes regiões do país é um dos grandes diferenciais da formação.
“É muito significativo saber que o Brasil possui uma infraestrutura científica dessa magnitude e uma escola de formação pensada especificamente para professores do Ensino Médio, o que permite fazer uma conexão direta com a sala de aula. Essa vivência fortalece a interdisciplinaridade nas áreas de exatas e nos prepara para retornar às nossas comunidades como multiplicadores, levando aprendizado, esperança e novas possibilidades para nossos estudantes”, enaltece.
Ao participar de uma formação de alcance nacional e alto nível científico, os professores cearenses reforçam o compromisso da rede estadual com a qualificação docente e com a promoção de um ensino cada vez mais conectado às transformações da ciência e da sociedade.