Ceará realiza primeira captação de pulmão no interior do estado
21 de janeiro de 2026 - 11:46 #HRSC #saúde #Sesa
Ascom HRSC - Texto e Fotos
O procedimento viabilizou a primeira captação de um pulmão no interior do estado
O Ceará realizou a primeira captação de um pulmão no interior do estado. O procedimento ocorreu na última terça-feira (20), no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Quixeramobim. O órgão foi captado fora de Fortaleza pela primeira vez desde a implantação do transplante pulmonar na rede pública estadual, em 2011.
O procedimento aconteceu durante a primeira captação múltipla de órgãos realizada no Estado em 2026. Além do pulmão, dois rins foram captados e destinados para transplante em Fortaleza.
Uma grande logística foi montada para viabilizar a ação, que contou com a participação de dez profissionais do HRSC, além de quatro médicos e quatro profissionais da Enfermagem que integram a equipe da Central de Transplantes do Estado.
Uma ampla articulação foi necessária para viabilizar a ação, envolvendo dez profissionais do HRSC, além de quatro médicos e quatro profissionais da Enfermagem que integram a equipe da Central de Transplantes do Estado. O trabalho das equipes foi fundamental para assegurar a segurança e a eficiência em todas as etapas do procedimento.
A captação contou com o trabalho de cerca de 20 profissionais e duas aeronaves do Ciopaer
A operação contou, ainda, com o apoio de duas aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), responsáveis pelo deslocamento das equipes médicas e pelo transporte dos órgãos dentro do tempo adequado para transplante.
Para a secretária da Saúde do Ceará, Tania Mara Coelho, a captação pulmonar no interior do estado marca um avanço significativo na descentralização da alta complexidade em saúde, resultado direto do fortalecimento da rede estadual e da qualificação contínua dos hospitais regionais.
“O Ceará é hoje um dos quatro estados brasileiros que realizam transplante de pulmão na rede pública. A primeira captação desse órgão no interior é reflexo de um trabalho contínuo de territorialização do cuidado, com investimento na qualificação das equipes, na estrutura dos hospitais regionais e na logística integrada da rede”.
Somente em 2025, o Hospital Regional do Sertão Central realizou a captação de 71 órgãos. Segundo o diretor-geral do Hospital Regional do Sertão Central, Cristiano Rabelo, o feito reflete a maturidade assistencial da unidade e o fortalecimento do trabalho em rede. “Uma captação dessa complexidade exige estrutura adequada, logística eficiente, protocolos bem definidos e, principalmente, equipes altamente comprometidas. Esse resultado mostra que o Hospital está preparado para atuar em procedimentos de alta complexidade e integrado à rede estadual de saúde”, destacou.
A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do HRSC acompanhou o procedimento
O procedimento contou com a participação do cirurgião torácico Israel Medeiros, coordenador do Programa de Transplante Pulmonar do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM). Para ele, a ampliação do programa permitiu expandir as ações para além da Capital. “Com o fortalecimento do Programa, passamos a viabilizar captações em outras cidades, garantindo mais oportunidades de transplante e salvando mais vidas”, afirmou.
Toda a operação foi acompanhada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do HRSC. A comissão atua na unidade desde 2019 e tem papel essencial na identificação de potenciais doadores e na articulação das equipes envolvidas.
Histórico de transplantes no Ceará
Em 2025, o Ceará realizou 2.097 transplantes de órgãos e tecidos. Entre 2011 e 2025, o Estado transplantou 58 pulmões, alcançando a quarta colocação no ranking nacional desse tipo de procedimento.
Considerado de alta complexidade, o transplante de pulmão é realizado por outros três estados brasileiros: Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro
Como ser doador de órgãos e tecidos
No Brasil, não é necessário deixar nenhum documento formal para ser doador de órgãos. O mais importante é conversar com a família e manifestar esse desejo em vida, pois são os familiares que autorizam a doação.
É possível doar órgãos e tecidos como coração, rins, fígado, pulmões, pâncreas, córneas, ossos e válvulas cardíacas, possibilitando que um único gesto beneficie diversos pacientes.