SPS fortalece trabalho social com povos e comunidades tradicionais em oficina de qualificação

26 de janeiro de 2026 - 15:22 # #

Ascom SPS - Texto e Fotos


Encontro reúne gestores, coordenadores e técnicos da Proteção Social para qualificar o assessoramento aos municípios e fortalecer a inclusão de povos tradicionais nas políticas de assistência social

Nesta segunda-feira, 26, a Secretaria da Proteção Social (SPS) realizou a terceira oficina sobre trabalho social com povos e comunidades tradicionais, voltadas a coordenadores, gerentes e técnicos da Secretaria Executiva da Proteção Social (Sexec/PSO). A iniciativa tem como foco o fortalecimento do assessoramento técnico aos municípios e a qualificação do atendimento às populações tradicionais no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Durante a oficina, a equipe da Coordenação da Gestão do SUAS (CGSuas) apresentou a atualização do guia prático para assessorar o trabalho social com famílias dos grupos populacionais tradicionais e específicos (GPTEs) nos municípios cearenses. O material foi desenvolvido como uma ferramenta de capacitação continuada para os técnicos estaduais que atuam diretamente no assessoramento às localidades.

Para o secretário-executivo da Proteção Social, Ecildo Filho, a realização das oficinas reafirma o compromisso do Governo do Ceará com uma política de assistência social mais inclusiva e sensível às especificidades dos territórios. “A assistência social só cumpre seu papel quando reconhece a diversidade dos povos e territórios e garante que ninguém fique de fora. Essas oficinas fortalecem nossos técnicos, qualificam o assessoramento aos municípios e asseguram que povos originários e comunidades tradicionais tenham acesso efetivo aos seus direitos”, destaca o secretário.

A programação contemplou o planejamento das ações para 2026, uma explanação sobre a participação da SPS no Comitê Executivo do Plano de Ação Integrado para a Proteção dos Povos e Territórios Indígenas do Ceará, além da apresentação e debate sobre o Painel de Monitoramento que está sendo desenvolvido pela Vigilância Socioassistencial. O painel reúne dados da segunda edição da Pesquisa sobre o alcance dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais junto aos povos originários, comunidades tradicionais e grupos populacionais tradicionais e específicos, permitindo acompanhar avanços e identificar desafios nos municípios cearenses.

De acordo com Célia Melo, coordenadora da Gestão do SUAS da Assistência Social da SPS, as oficinas são estratégicas para fortalecer o trabalho social com famílias e ampliar o acesso dessas populações aos direitos socioassistenciais. “Esses espaços de formação permitem alinhar conceitos, metodologias e práticas entre o Estado e os municípios. Temos observado resultados concretos, como municípios que passaram a inserir povos e comunidades tradicionais no Cadastro Único e a ampliar o acesso aos serviços da Proteção Social Básica, da Proteção Social Especial e aos benefícios assistenciais”, explica a gestora.

Segundo Célia, o impacto positivo das oficinas também ficou evidente durante o IV Encontro Estadual da Vigilância Socioassistencial, em 2024, quando municípios apresentaram experiências exitosas no trabalho social com povos originários e comunidades tradicionais, muitas delas iniciadas ou fortalecidas a partir das oficinas promovidas pela SPS.

Formação continuada

A primeira oficina sobre o Trabalho Social com Povos e Comunidades Tradicionais para a Sexec/PSO ocorreu em agosto de 2023, com carga horária de 40 horas, abordando o trabalho social com povos indígenas, quilombolas, ciganos e povos de terreiro na assistência social. A programação contou com palestras realizadas em parceria com as Secretarias de Povos Indígenas, Igualdade Racial, Educação e Desenvolvimento Agrário, além da participação de profissionais do Cras Indígena Pitaguary, em Maracanaú, e do Cras Quilombola de Horizonte.

Além dos momentos formativos, a oficina incluiu grupos de estudo, atividades de planejamento e visitas técnicas, como à Aldeia Jenipapo Kanindé, em Aquiraz, e ao Quilombo de Alto Alegre, em Horizonte, proporcionando aos participantes a vivência direta nos territórios.

A segunda edição da oficina ocorreu em novembro de 2023, com aprofundamento no trabalho social com povos de terreiro, em parceria com a Secretaria da Igualdade Racial. Na ocasião, os técnicos realizaram visitas técnicas ao Terreiro Escola Ilê Axá Obá Oladeji, do Babalorixá Lincolny, e ao Terreiro Ogum Megê, liderado pela Mestra da Cultura Tesouro Vivo Mãe Zimá.